[{"jcr:title":"Insper Cidades lança portal de dados para monitoramento do transporte urbano","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo"},{"richText":"O objetivo da iniciativa, em parceria com o Grupo Motiva, é consolidar uma rede de municípios que compartilham informações vitais para o seu planejamento ","authorDate":"28/11/2025 11h10","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Insper Cidades lança portal de dados para monitoramento do transporte urbano","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, que integra o Núcleo de Mobilidade Urbana do Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper, com o apoio do Grupo Motiva,  [lança](https://www.insper.edu.br/pt/eventos/2025/12/impacto-de-dados-e-mobilidade-urbana-lancamento-do-portal-do-observatorio-nacional-de-mobilidade-sustentavel)  em 4 de dezembro um portal de dados voltado para a análise e monitoramento do transporte em municípios brasileiros. O objetivo da iniciativa é consolidar uma rede de cidades que compartilham informações relevantes para o planejamento urbano, com foco na demanda de passageiros e na redução das emissões dos gases de efeito estufa. A plataforma nasce com o propósito de centralizar dados que se encontram hoje dispersos. Além de agregar dados abertos dos municípios parceiros, o sistema incorpora informações do Grupo Motiva, que opera VLTs e metrôs em cidades brasileiras, e de outras fontes estratégicas. O portal fechou, por exemplo, parceria com o WRI Brasil para obter os dados do  [QualiÔnibus,](https://qualionibus.com.br/)  principal programa voltado para esse modal no país, que traz ferramentas e fóruns de discussão para os tomadores de decisão e técnicos, auxiliando na melhoria do serviço prestado à população. Os ônibus respondem por quase 90% do transporte coletivo no território nacional, mas sofrem, entre outros problemas, com o congestionamento crescente, especialmente nos grandes centros, estimulando a migração dos passageiros para veículos individuais, como carros e motos. “A reunião desses dados em diferentes formatos, provenientes de 23 cidades e de parceiros públicos e privados, é algo inédito no Brasil”, destaca Helena Coelho, coordenadora-adjunta do Observatório e do Núcleo de Mobilidade. O portal, com base nesses dados, vai oferecer ferramentas como o Geoportal, que georreferencia e sobrepõe indicadores. O Geoportal espacializa os dados para viabilizar uma leitura do lugar que está sendo estudado, o que possibilita identificar, por exemplo, sobreposição de renda e de infraestrutura de mobilidade, densidade populacional e número de embarques. Essas informações dão os insumos necessários para refletir sobre as políticas públicas de planejamento urbano no território em análise. “A partir desse amplo levantamento, que seguirá nos próximos anos, começaremos a traçar, já em 2026, um panorama do que existe em termos de dados nos municípios e quais caminhos para democratizar e universalizar o acesso a eles”, explica Helena. A intenção é permitir que gestores públicos e pesquisadores analisem tendências, como tempo médio de deslocamento, oferta e qualidade do transporte coletivo e infraestrutura para mobilidade ativa. Com as ferramentas fornecidas pelo portal, será possível comparar, em um único ambiente, tendências de mobilidade urbana. “A integração desses indicadores permitirá identificar desigualdades regionais, gargalos estruturais e oportunidades de intervenção, abrindo espaço para análises de como as cidades estão se movendo nessa agenda e se estão avançando”, completa Helena. A iniciativa busca ainda capacitar os municípios em relação ao tema, com o Observatório liderando nacionalmente esses debates no futuro, a fim de apontar as melhores práticas de gestão do transporte urbano. O tripé da descarbonização dos transportes Para Sérgio Avelleda, coordenador do Núcleo de Mobilidade Urbana e do Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, o portal será uma ferramenta essencial para a estratégia de promover a descarbonização dos transportes. “Essa pauta das emissões provenientes do transporte foi bastante debatida na COP30. Foi a COP mais dedicada a isso que já participei, com o maior número de compromissos assumidos para redução das emissões geradas pelos meios de transporte”, sublinha Avelleda. Entre as ações citadas pelo especialista estão a eletrificação das frotas de ônibus e de caminhões e o aumento do uso de biocombustível. “São Paulo, que atingiu a marca de mil ônibus elétricos, já ocupa a terceira posição entre as cidades da América Latina com mais veículos desse tipo, com possibilidade real de chegar em breve à liderança.” Avelleda destaca que o Observatório atua em três frentes principais: evitar viagens, trocar meios poluentes por não poluentes e melhorar a tecnologia usada pelos transportes. Ele ressalta que os desafios desse setor residem também no mau planejamento urbano. “Não resolveremos o problema apenas construindo mais linhas de metrô. É preciso atuar no design urbano, na arquitetura urbana, criando zonas de moradia próximas às oportunidades de trabalho. Esse é o conceito de evitar viagens ou deslocamentos”, afirma. A segunda frente ligada à substituição de meios poluentes por não poluentes tem relação com o desestímulo do uso do automóvel e da moto em favor da mobilidade ativa e do transporte público. “Toda vez que adotamos políticas que favorecem a caminhada, o uso da bicicleta e o transporte público estamos contribuindo para a descarbonização”, pontua Avelleda. A própria restrição do estacionamento em vias públicas desincentiva o transporte individual motorizado. O terceiro pilar, o da melhoria tecnológica, que inclui a eletrificação das frotas e o uso de biocombustíveis. Avelleda destaca a eficiência do transporte sobre trilhos nesse contexto. “Metrô e trens são os meios de transporte ideais para o meio ambiente. O consumo de energia por passageiro é muito mais baixo do que qualquer outro”, conclui."}]