[{"jcr:title":"Women in Action fortalece a liderança feminina ao longo de todo o ano","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional"},{"richText":"No Mês das Mulheres, programa do Insper reforça que o 8 de março é uma referência no calendário — e aposta em rede, formação e corresponsabilidade para sustentar a equidade ao longo do ano","authorDate":"08/03/2026 08h00","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional","title":"Women in Action fortalece a liderança feminina ao longo de todo o ano","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"vermelho / preto / amarelo"},{"themeName":"vermelho / botao preto / tag amarelo","backgroundColor":"rgb(229,5,5)"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Março costuma concentrar holofotes sobre a pauta de equidade de gênero — e, justamente por isso, também expõe um incômodo: por que a visibilidade ainda depende do calendário? No Insper, essa pergunta vem guiando o trabalho do  [Women in Action](https://www.insper.edu.br/pt/hub/women-in-action)  (WIA), programa estratégico criado para inspirar, apoiar e potencializar talentos femininos em tecnologia, negócios e direito. “Não deveríamos nos reunir apenas pelo 8 de março. Isso precisa ser perene, orgânico, com uma recorrência natural”, afirma Carolina Fouad , gerente executiva de parcerias e líder do programa no Insper. O desafio, em suas palavras, é construir um ecossistema em que mulheres sejam referências ao longo de todo o ano — em qualquer painel, agenda e área. A visão é respaldada por Tania Haddad , presidente do Conselho Deliberativo do Insper e sponsor do WIA. “Equidade de gênero não é uma pauta de ocasião. É uma agenda estratégica, porque diversidade qualifica decisões, fortalece a inovação e amplia oportunidades”, diz Tania. Essa premissa orienta o programa a avançar além da sensibilização e criar condições concretas para que talentos femininos se desenvolvam, ganhem visibilidade e ampliem seu acesso a redes e referências profissionais. Para tornar isso realidade, o WIA adotou a transversalidade como método. Carolina reconhece que iniciativas de liderança feminina correm o risco de se tornarem ilhas — um único grande encontro, conversas relevantes, mas falta de continuidade. A resposta foi mudar o modo de operar: em vez de se posicionar como frente isolada, o programa passou a articular ações em conjunto com áreas internas, como, o Núcleo de Carreiras, Recursos Humanos e a área de Diversidade do Insper. Essa integração ganhou força e estrutura com a criação de um comitê transversal que reúne mensalmente lideranças de diferentes áreas — incluindo docentes e executivas — para discutir prioridades e caminhos. “O objetivo é manter as mulheres ativas em qualquer painel, em qualquer evento, em qualquer dia do ano”, resume Carolina. Na prática, essa transversalidade reposicionou o Women in Action dentro da escola, explica Lívia Raimundo , responsável pela gestão operacional do programa. “Conseguimos articular oportunidades e eventos de uma forma mais robusta e nos colocar cada vez mais como um programa institucional”, afirma. Segundo ela, esse movimento amplia o acesso ao contexto geral do Insper e aumenta a capacidade de conexão entre áreas, além de favorecer desdobramentos concretos: “Vemos as oportunidades se concretizando, as conexões virando parcerias”, diz. Para Lívia, o diferencial do programa é transformar intenção em acesso concreto. “O que considero mais importante é a oportunidade”, afirma. Segundo ela, o WIA busca gerar experiências e conexões com desdobramentos práticos — como projetos com startups lideradas por mulheres. “Existe um grande diferencial em ter um lugar onde as iniciativas para mulheres estão concentradas dentro da escola”, completa, ressaltando que isso dá direção às alunas e ajuda a articular oportunidades e encaminhamentos. Da origem ao próximo ciclo O WIA começou a ser desenhado em 2021 e foi lançado em 2022, com o nome de Women in Tech. Em abril de 2025, passou por um reposicionamento que consolidou sua atuação também em negócios e direito, além de tecnologia. A mudança trouxe alcance maior: a rede cresceu, o contato com alunas e docentes se aprofundou e o equilíbrio entre público interno e diálogo com o mercado se fortaleceu. A partir de 2024, um trabalho de ativação dentro do próprio Insper — com comunicação mais direta e espaços de escuta — fez com que alunas, colaboradoras e professoras passassem a procurar o programa para compartilhar expectativas e indicar onde a instituição poderia atuar melhor. Dessa combinação entre rede, formação e experiências aplicadas emergiram iniciativas concretas: mentoria, rodas de conversa e o Programa Lidera, que conecta alunas a desafios junto a startups lideradas por mulheres. Destaque também para o  [Prêmio Women in Action](https://www.insper.edu.br/pt/hub/women-in-action/premio-women-in-action) , criado para reconhecer lideranças e projetos em inovação social e tecnológica — na primeira edição, alcançou abrangência nacional, com inscrições de 12 estados brasileiros. “O programa cria condições para que mais mulheres desenvolvam repertório, ocupem espaços e tenham acesso a referências profissionais”, sintetiza Tania Haddad. Em 2026, o calendário se organiza em torno de dois marcos. Em 8 de abril, está prevista a cerimônia de entrega do 2º Prêmio Women in Action — foram recebidas 159 inscrições neste ano, quase o dobro do número do ano passado. Em outubro ou novembro, o Action Summit reunirá comunidade acadêmica e lideranças do mercado em painéis e discussões sobre temas relevantes para o mundo profissional. Entre os grandes eventos, o programa sustenta uma agenda contínua de comitê transversal, mentoria, rodas de conversa e novas parcerias em construção — estas avaliadas com critérios mínimos de compromisso com equidade, para preservar coerência entre a proposta do WIA e as organizações com as quais se associa. Ao avaliar o cenário mais amplo, Carolina vê avanços na atuação das mulheres. Cresce o número de empresas com programas contínuos, metas para ampliar a participação feminina em cargos de liderança, comitês formalizados de diversidade e revisão de práticas de recrutamento. “Há organizações que já implementam iniciativas afirmativas e ajustam processos de atração de talentos para refletir a diversidade no dia a dia", afirma. Para ela, mesmo quando a mudança não se materializa de imediato, há um efeito relevante: “Ao menos se produz desconforto e reflexão, o que favorece mudanças futuras”. É nesse ponto que Carolina propõe um deslocamento essencial: a construção de um ecossistema mais igualitário não se faz por isolamento. “Nossa meta é aproximar mais homens e evitar eventos em que apenas mulheres estejam presentes, porque esse não é o intuito”, diz. A perspectiva se aproxima do movimento HeForShe: mulheres e homens protagonizando em conjunto. Para Tania Haddad, essa corresponsabilidade é o que sustenta iniciativas de diversidade e gera mudança cultural consistente. “Avanços duradouros acontecem quando a responsabilidade é compartilhada: não se trata de um tema ‘das mulheres’, e sim de uma construção coletiva”, afirma. O horizonte do Women in Action é justamente esse: um cenário em que essa conversa não precise de esforço para existir — em que mulheres participem de painéis, comitês e espaços de decisão sem que isso pareça excepcional."}]