[{"jcr:title":"Um ninho que ajudou a atravessar portas","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni"},{"richText":"A trajetória de Davi Jardim Barboza mostra como o Programa de Bolsas e a Toca da Raposa ampliam horizontes não apenas para estudantes, mas para famílias inteiras","authorDate":"07/05/2026 17h32","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni","title":"Um ninho que ajudou a atravessar portas","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"amarelo - verde - vermelho"},{"themeName":"amarelo - verde - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Quando Renata Jardim Barboza fala sobre a chegada do filho, Davi Jardim Barboza, ao Insper, a lembrança vem acompanhada de emoção. Para ela, professora e mãe de dois filhos, educação sempre foi prioridade. Mesmo vivendo em uma cidade pequena, com cerca de 60 mil habitantes, e enfrentando limitações financeiras, Renata sabia que Davi tinha potencial para chegar longe. Bom aluno, especialmente em exatas, ele sonhava em estudar Economia ou Jornalismo. Mas, até então, alguns caminhos pareciam distantes demais. Foi durante o ensino médio, depois de conquistar uma bolsa em uma escola de Ribeirão Preto, a 132 quilômetros de casa, que Davi começou a se preparar para universidades de ponta. O Insper entrou no horizonte quase por acaso, em uma conversa com o coordenador da escola. A primeira reação da família foi pensar no impossível: além da mensalidade, havia o custo de viver em São Paulo. Mas a descoberta do [Programa de Bolsas ](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/vestibular/bolsas-de-estudo) mudou tudo. Davi prestou o vestibular. A viagem até São Paulo foi feita de ônibus, com os gastos contados. Renata lembra que, ao chegar à cidade, até o café da manhã precisou ser calculado com cuidado. Ainda assim, aquele momento carregava uma esperança enorme. Depois da prova, voltaram para casa com a sensação de que tinham feito tudo o que estava ao alcance. Quando veio a aprovação, a reação foi de choro e celebração. “Gritamos e choramos tanto”, recorda Renata. Para ela, naquele instante, o futuro do filho ganhava uma nova direção. Davi ingressou no Insper como bolsista integral, inicialmente em Economia e, ao longo da trajetória, migrou para Administração. Anos depois, sua trajetória profissional passaria por instituições como Itaú BBA e IGC Partners, onde atuou com fusões e aquisições, antes de chegar ao SoftBank, onde atua como investidor. A Toca como porto seguro Mas a bolsa de estudos era apenas uma parte da transformação. Para que Davi pudesse, de fato, viver a experiência universitária em São Paulo, havia outro apoio essencial: a moradia. Foi assim que a Toca da Raposa passou a fazer parte da história da família. Renata se lembra do dia em que levou Davi ao residencial estudantil. Os alunos organizaram uma recepção, houve churrasco, acolhimento e uma sensação imediata de amparo. Ao conhecer a estrutura onde o filho iria morar, ela entendeu a dimensão concreta daquele auxílio. “Meu filho nunca ia poder morar em São Paulo”, conta. Para ela, a Toca não era apenas um alojamento. Era segurança, cuidado e possibilidade. “Falo que não é a Toca, é um ninho”, diz Renata. A imagem resume o sentimento de uma mãe que vê o filho sair de casa, mas encontra, em outro lugar, um ambiente capaz de acolhê-lo. Para Renata, a Toca representava um porto seguro: a certeza de que Davi estaria bem abrigado, perto do Insper e acolhido em uma estrutura que ela jamais imaginou que a família pudesse acessar. Para Davi, esse ambiente também foi decisivo. Ao chegar a São Paulo sem conhecer ninguém e sem clareza sobre qual trajetória seguir, ele encontrou no Insper — e nas trocas com colegas, professores e mentores — um universo de possibilidades que antes não fazia parte de seu repertório. “Minha mãe sempre me disse que ninguém pode sonhar com aquilo que não conhece”, afirma. O Programa de Bolsas, segundo ele, foi justamente o que permitiu enxergar novos caminhos. A convivência com outros alunos, inclusive na Toca da Raposa, ampliou sua visão de mundo. Davi conta que a profissão que exerce hoje era algo que nem sabia que existia antes de ingressar no Insper e ouvir sobre ela em conversas com colegas. Hoje, atuando no mercado de investimentos, ele vê com clareza como o contato com novas referências, áreas e possibilidades foi determinante para a construção de sua trajetória. Segundo Renata, a transformação não ficou restrita a Davi. A dinâmica da família mudou. O irmão mais novo passou a se inspirar na trajetória dele. Ainda nos primeiros momentos da graduação, ao perceber que outros alunos tinham dificuldade em matemática, Davi começou a dar aulas e também passou a ajudar a família. Aos poucos, aquilo que parecia um sonho individual passou a impactar também o entorno. Essa travessia, no entanto, só é possível quando os apoios necessários estão presentes. A moradia estudantil é um deles. Para estudantes como Davi, viver em São Paulo era uma condição indispensável para que a graduação no Insper se tornasse possível. Sem um lugar seguro para morar, perto da escola e de uma comunidade de apoio, o acesso ao ensino superior poderia continuar distante. É por isso que a Toca da Raposa ocupa um lugar tão importante dentro do Programa de Bolsas. No caso de Davi, ela não ofereceu apenas um teto. Representou segurança, acolhimento e a possibilidade concreta de viver em São Paulo para estudar no Insper. Hoje, Davi também busca retribuir. Ele acompanha bolsistas, compartilha aprendizados, erros e acertos, e procura ser uma referência para quem está começando. Para alunos que vêm de contextos com menos acesso a informações e redes de contato, ele sabe que uma orientação pode fazer diferença. “Ter alguém que ajude a entender caminhos possíveis e a tomar decisões pessoais e profissionais com mais clareza pode impactar profundamente a trajetória de cada um. Busco ser essa pessoa para os bolsistas que me procuram, ajudando ao compartilhar meus erros, acertos e aprendizados no caminho”, diz. Na lembrança de Renata, porém, há uma imagem que permanece: a de deixar o filho em um lugar onde ele poderia estar protegido, acolhido e pronto para começar. Para uma família que havia feito tantos cálculos, viagens e sacrifícios, a Toca da Raposa significou algo simples e imenso ao mesmo tempo: a certeza de que Davi teria onde ficar para poder seguir. E, quando um estudante encontra esse lugar, não é apenas ele que chega mais longe. O que se amplia, junto com sua trajetória, é também o horizonte de quem acreditou nesse caminho desde o início.  "}]