[{"jcr:title":"Sala Iede marca novo capítulo na trajetória de alumnus bolsista do Insper","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional"},{"richText":"Espaço patrocinado por Ernesto Martins Faria, fundador do Iede, reforça vínculos com a escola e incentiva a pesquisa em educação","authorDate":"02/10/2026 09h59","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional","title":"Sala Iede marca novo capítulo na trajetória de alumnus bolsista do Insper","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Quando Ernesto Martins Faria ingressou no Insper para cursar Economia, em 2005, estudar na instituição só foi possível graças a uma bolsa integral. Mais de duas décadas depois, sua relação com a escola ganha um novo capítulo. No dia 1º de outubro, foi inaugurada, no prédio Claudio Haddad, a Sala Iede, primeiro espaço do Insper patrocinado por um alumnus que foi bolsista integral. Localizada na sala 206, a Sala Iede leva o nome do  [instituto](https://portaliede.org.br/)  fundado por Ernesto em 2017 — Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional — e reúne dois aspectos centrais de sua trajetória: a gratidão pelas oportunidades que recebeu e o desejo de estimular mais estudantes a considerar caminhos profissionais ligados à pesquisa, à educação e ao impacto social. “Eu sou muito grato em relação à bolsa e a todo o impacto que ela teve na minha trajetória. O diálogo que eu estava fazendo com o pessoal do  [Fundo de Bolsas](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas)  era: quero ajudar, quero contribuir. E isso pode ser financeiramente, mas também pode ser de outras formas”, afirma. Um nome com propósito A escolha de batizar o espaço como Sala Iede, e não com seu próprio nome, foi deliberada. Para Ernesto, a presença do instituto dentro da escola pode chamar a atenção dos alunos para possibilidades profissionais que nem sempre aparecem entre os caminhos mais evidentes para quem se forma em áreas como Economia ou Administração. “Eu acho importante ajudar os alunos do Insper a terem um olhar para o social e para a pesquisa. Talvez, especialmente para estudantes de Administração e Economia, o percurso mais natural seja ir para o mercado financeiro, para um banco. Nomear a sala como Iede também é uma forma de estimular esse olhar: um economista pode trabalhar com educação, um economista pode trabalhar com pesquisa em educação”, diz. A ideia guarda relação com sua própria experiência. Nascido em Campos do Jordão e criado no Vale do Paraíba, Ernesto estudou em escola pública no ensino fundamental e fez o ensino médio em uma escola ligada à Embraer. No Insper, além da formação acadêmica, encontrou professores, conexões e oportunidades que ajudaram a direcionar sua carreira. Foi durante a graduação que se aproximou da pesquisa aplicada a questões sociais. Seu primeiro estágio foi em um instituto ligado a professores do Insper, onde teve contato com estatística e econometria aplicadas a temas como educação e segurança pública. Depois de formado, passou pelo Todos Pela Educação, trabalhou no próprio Insper e atuou na Fundação Lemann antes de fundar o Iede, em 2017. O instituto nasceu para aproximar pesquisadores de diferentes formações e ampliar o uso de dados e evidências no debate educacional. Hoje, sua atuação inclui temas como desigualdades educacionais, indicadores e avaliações, identificação de boas práticas e ensino de matemática. Para Ernesto, a nova sala conecta essas duas trajetórias. “Foi um movimento de unir dois aspectos importantes: poder dar um retorno para o Fundo de Bolsas, mas também ajudar a mostrar que uma pessoa com uma base quantitativa sólida — pode ser economista, engenheiro, administrador — tem muito espaço para contribuir com a educação, com outras questões sociais e com a pesquisa.” Mais alunos perto da pesquisa A inauguração também deverá contribuir para aproximar o Iede de pesquisadores e estudantes do Insper. Essa relação ganhará uma frente concreta com o lançamento do Centro Iede de Excelência em Medidas Educacionais, iniciativa dedicada ao aprimoramento das avaliações e dos indicadores educacionais brasileiros. O centro pretende articular pesquisadores e instituições para organizar e documentar estudos sobre instrumentos como o Saeb, o Enem e o Ideb. A proposta é produzir relatórios validados por um comitê científico para subsidiar órgãos responsáveis por políticas educacionais, como o Inep, o Ministério da Educação e as secretarias de Educação. Nesse trabalho, alunos do Insper poderão participar diretamente. A intenção é oferecer estágios e bolsas de iniciação científica a estudantes interessados em projetos do centro. Uma análise sobre uma eventual revisão do Ideb, por exemplo, poderia envolver alunos na realização de estudos e simulações que subsidiem o trabalho dos pesquisadores. “É também ajudar os alunos a olharem mais para a pesquisa e poderem testar isso na sua trajetória, terem a possibilidade de atuar com pesquisa em educação durante a graduação, nas férias ou durante a pós no Insper”, afirma Ernesto. Um ciclo que se renova A inauguração ocorre no mesmo ano em que Ernesto recebeu a Homenagem Alumni na quinta edição do Prêmio Comunidade Bolsista. Surpreendido pelo reconhecimento, ele considera significativo o fato de a escola valorizar uma trajetória profissional voltada à educação. “Acho muito legal o Insper valorizar alguém que talvez tenha feito uma trilha um pouco diferente, de atuar com educação, com esse olhar de impacto social. Sinto que a homenagem vem um pouco de reconhecer a importância da trajetória que eu tive”, diz. Para Ernesto, uma  [Comunidade Alumni](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/alumni)  engajada também pode contribuir para a sustentabilidade das oportunidades oferecidas às novas gerações. Bolsas e políticas de permanência permitem que estudantes de diferentes condições socioeconômicas compartilhem o mesmo ambiente acadêmico — uma diversidade que, em sua avaliação, beneficia toda a comunidade. A questão ganha uma dimensão pessoal quando ele olha para a própria história. “Se eu não tivesse a bolsa do Insper, realmente teria uma trajetória de vida completamente diferente. Acho que o Brasil que a gente quer é aquele em que, independentemente do CEP, independentemente da origem socioeconômica, você possa ter possibilidades de construir uma trajetória que permita realizar seus sonhos e seu projeto de vida.” É por isso que Ernesto prefere não enxergar a Sala Iede apenas como uma homenagem pessoal. Para ele, o espaço representa a possibilidade de devolver à comunidade parte das oportunidades que recebeu e, ao mesmo tempo, abrir novos caminhos para estudantes. “Estou muito feliz de conseguir unir duas frentes que para mim são muito importantes: apoiar o fundo, mas também apoiar esse movimento de termos jovens com grande potencial e uma formação de excelência, seja na graduação, seja na pós, indo para a pesquisa e para a educação.”"},{"jcr:title":"A placa comemorativa da sala","fileName":"Placa_Sala Iede.jpg","alt":"A placa comemorativa da sala"}]