[{"jcr:title":"‘Não queremos ser tudo para todos, mas podemos fazer aquilo que acrescente valor para o Brasil’, diz Claudio Haddad, fundador do Insper","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper"},{"richText":"Em encontro no Auditório Steffi e Max Perlman, o fundador e presidente da Assembleia de Associados do Insper conversou com colaboradores sobre a importância do Fundo de Bolsas e a sua conexão com a missão institucional","authorDate":"04/08/2025 14h00","author":"Isabel Gomes","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","title":"‘Não queremos ser tudo para todos, mas podemos fazer aquilo que acrescente valor para o Brasil’, diz Claudio Haddad, fundador do Insper","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"vermelho / amarelo / preto"},{"themeName":"vermelho / amarelo / preto","backgroundColor":"rgb(229,5,5)"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Em uma conversa que uniu memória, propósito e inspiração, Claudio Haddad, fundador e presidente da Assembleia de Associados do [Insper](/content/insper-portal/pt/quem-somos.html) , compartilhou com colaboradores, no dia 28 de julho, histórias que traduzem a essência da instituição: formar pessoas de excelência e deixar um legado para o Brasil. O encontro especial do Bate-papo Comex aconteceu no Auditório Steffi e Max Perlman e trouxe reflexões sobre a construção de uma escola guiada por valores sólidos e comprometida com a transformação da sociedade.   Durante a conversa, mediada por Camila Du Plessis, gerente-executiva de Relacionamento Institucional do Insper, Claudio falou sobre o impacto do [Fundo de Bolsas](/content/insper-portal/pt/transformacao/programa-de-bolsas.html) e sua total consistência e coerência com a missão institucional. Ele relembrou momentos marcantes que reforçam o senso de pertencimento da comunidade Insper e inspiram colaboradores a seguir contribuindo para o desenvolvimento do país por meio da educação de excelência.   O evento também celebrou os resultados da [Campanha Alas para o Futuro](/content/insper-portal/pt/transformacao/programa-de-bolsas/campanhas/campanha-alas-para-o-futuro---diversidade-so-tem-a-ensinar.html) , finalizada em junho com 111% da meta alcançada. A iniciativa viabiliza a permanência e o crescimento de jovens negros e negras no ensino superior, por meio do Fundo de Bolsas e de um programa exclusivo de mentoria e desenvolvimento, ampliando o alcance e o impacto da nossa missão transformadora.   Confira abaixo trechos da conversa.   Você sempre disse que o Insper foi criado para servir à sociedade. Qual legado você tinha em mente quando criou a escola e o que você quis dizer com essa frase?   Nós começamos como uma instituição com fins lucrativos. Desde o início, nossa intenção era ficar no topo da pirâmide em termos de qualidade e experiência educacional. Eu sentia que as novas instituições de ensino superior estavam se concentrando mais na base, volume, dinheiro, e eu achava que tinha um nicho importante a ser explorado. Em 2003, decidimos transformar a instituição em sem fins lucrativos. Por quê? Eu acredito que você pode fazer bastante coisa de qualidade com fins lucrativos. Mas, se você quer estar em uma instituição de excelência, que una não só a qualidade educacional com geração de conhecimento via pesquisa e outras atividades deste gênero, eu acho que tem que ser uma instituição sem fins lucrativos. Com fins lucrativos, você não vai remunerar geração de conhecimento que não tenha um fim específico que gere resultados imediatos. Isso dificilmente vai acontecer.   Então, a ideia na época era deixar um legado para a sociedade — que a sociedade se beneficiasse do fato de termos uma instituição de excelência no Brasil em educação superior.   Eu sou filho de professores. A educação sempre foi um valor bastante importante na minha casa. Continuei sempre tendo esse valor. E um dos grandes problemas do nosso país é que nós temos uma educação pública que, claro, tem de existir — é fundamental —, mas que é de qualidade bastante heterogênea. Tem havido melhorias, felizmente, ao longo do tempo, mas muito devagar, e ainda estamos muito aquém de onde deveríamos estar. A nossa missão, portanto, sempre foi contribuir para o Brasil, dando uma experiência educacional de extrema qualidade, excelência e gerando conhecimento. Claro que as coisas não acontecem da noite para o dia. As coisas foram evoluindo como tudo na vida. O importante é ter consistência, foco, manter os valores firmes — algo que nós sempre mantivemos aqui no Insper. Isso é uma coisa absolutamente fundamental. Uma coisa é pregar uma missão bonita na parede, mas, na prática, nada está acontecendo de acordo com aquilo que está escrito lá. Aqui, nós sempre fizemos questão de andar com aquilo que pregamos. E, claro, nada se faz sozinho.   Você fala de consistência. Uma das questões que temos de mais palpável nesta missão de ter nascido para servir a sociedade é o Programa de Bolsas. O que te motivou a instalar esse programa tão cedo?   O Programa de Bolsas começou depois que viramos uma instituição sem fins lucrativos. Por quê? Primeiro, porque não queremos ser uma escola só para ricos. Para o Insper ser considerado importante para a sociedade, ele tem que atingir um espectro grande da sociedade e ter uma imagem consistente com a sua missão.   Segundo, meritocracia. Sim, meritocracia. Mas você tem que pegar uma amostra muito ampla de pessoas, não necessariamente só uma amostra concentrada em colégios bons, caros, de onde você tem pessoas que já têm poder aquisitivo. Então, meritocracia também nos inspirou.   Terceiro, diversidade. Todos ganham convivendo com pessoas diferentes, de outros backgrounds. Eu acho que isso também sempre foi um valor do Insper — respeitar e incentivar a diversidade. Essas três motivações foram muito importantes para o Programa de Bolsas.   Como foi para você assumir no Insper essa posição de captador de recursos? O que ou quem te inspirou a fazer isso? O modelo que me ensinou muito foi o Howard Stevenson, da Harvard Business School. Ele montou toda a área de empreendedorismo na Harvard Business School e foi um dos maiores captadores de recursos da Universidade de Harvard, captou bilhões. Aprendi muito com ele, inclusive o trouxe para o Insper, para um seminário sobre captação de recursos.   Tem algumas premissas, digamos, conceitos básicos, na captação que eu sempre procurei fazer. Em primeiro lugar: por que captar recursos? Porque nós somos uma instituição sem fins lucrativos. Desde cedo, eu fiz questão de trabalhar com orçamento superavitário. Então, o superávit variou, foi mais alto, foi mais baixo, mas, em geral, sempre positivo. Isso permite que a gente opere sem problemas e continue criando coisas novas. O Fundo de Bolsas, por exemplo, é essencial e precisa de recursos crescentes, porque, na realidade, cada compromisso que você assume leva cerca de quatro ou cinco anos para ser executado. Então, é algo que tem que ser visto como captação crescente e perene. Além disso, para que um programa novo chegue ao seu steady state (curso estável), ele consome recursos. Então, é preciso também financiamento externo para esse programa. Ou seja, é um movimento; tem que ser uma coisa absolutamente constante. Vai precisar hoje, amanhã e no próximo mês.   Segundo, tem esse aspecto da cultura brasileira. Eu mesmo falava: "é meio sem graça chegar para outra pessoa e pedir dinheiro". Mas você não está pedindo dinheiro para você. Está pedindo dinheiro para uma instituição sem fins lucrativos, que tem uma missão importante e que está gerando valor para a sociedade. Mas não é só isso. Tem que ser algo que faça o olho dele brilhar. Engajá-lo no projeto é algo absolutamente fundamental. Também é preciso mostrar que o dinheiro será bem administrado, não só sob o aspecto de eficiência, como sob o aspecto também de integridade. Por fim, tem de ser uma experiência boa para o doador também. Um ganha-ganha. Não é só dar o dinheiro. Temos que engajá-lo, dar satisfação e mostrar que aquilo realmente fez diferença.   No Brasil, é muito difícil captar recursos porque não temos cultura de doação. No entanto, você sempre falava "cultura se cria". Se queremos criar essa cultura, qual é o seu conselho para que comecemos internamente?   Quando montamos o antigo Ibmec, que depois virou Insper, tínhamos conceitos bem diferentes dos  usados no ensino superior brasileiro na época. E muita gente dizia: "não, essa não é cultura do brasileiro, não vai funcionar". Eu falava: “olha, tudo muda, desde que haja consistência e as pessoas entendam que é importante. Desde que você sempre seja absolutamente coerente com aquilo que você está dizendo”. E foi assim que mudamos vários aspectos de cultura. Mas está mudando. Eu vejo cada vez mais pessoas aqui no Brasil engajadas em doações. Eu observo que jovens também estão interessados. Eu acho que isso é fundamental, porque, na realidade, o Brasil é um país muito carente. Não conseguimos depender só do governo para fazer tudo. Se a gente pode contribuir e ajudar, por que não? Tenho esperanças.   A escola está crescendo. O que você aconselha para mantermos nossa cultura de pertencimento? E o que que você sonha para o Insper daqui para frente?   Nós temos que continuar fazendo o que nós sempre fizemos: mantendo foco, a consistência e a excelência educacional para que todos que vêm ao Insper tenham uma excelente experiência educacional. Pode ser com 10 alunos, com mil ou com 10 mil alunos, mas a experiência educacional tem que ser de alta qualidade, consistente. Os valores têm que estar firmes e temos que transmitir esses valores. Se conseguirmos continuar fazendo isso, todos que sairão daqui, em princípio, sairão com o sentimento de gratidão. Ou seja, precisamos manter tudo que estamos fazendo. E isso dá trabalho, porque temos que manter excelência e sempre procurar fazer melhor.   Quando o Insper começou, eu realmente não tinha a menor ideia de que íamos chegar onde chegamos hoje. As coisas foram acontecendo e sempre dentro desse espírito de que podemos fazer melhor. Nós não queremos ser tudo para todos, mas podemos fazer aquilo que acrescente valor para o Insper e para o Brasil, até porque não há por que fazer algo que todo mundo já faz. Queremos fazer coisas novas, não por ser diferente, mas por acrescentar valor."},{"richText":"Faça parte da nossa comunidade  ","madeBy":"Por","title":"comunidade transforme","variant":"nobackground","buttonText":"apoie nossos projetos sociais"},{"jcr:title":"transparente / vermelho / turquesa"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"relevanceText":"Relevância","noResultsFoundText":"Nenhum resultado encontrado","noFilterAvailableText":"Não há filtros disponíveis para os resultados","filterText":"Filtros","sortActionText":"Ordenar","alphabeticalOrderText":"Ordem alfabética","cleanText":"Limpar","navigateThroughResultsText":"NAVEGUE PELOS AGRUPAMENTOS DE RESULTADOS","previousText":"Anterior","teachersTabText":"Corpo docente","ofText":"de","allText":"Todos","searchText":"Pesquisar","noResponseText":"Faça uma busca em todo o Portal Insper.","resultsText":"resultado","noPictureText":"Sem foto","nextEventsText":"Próximos eventos","applyFilterText":"Aplicar filtros","newsTabText":"Notícias","tab":"templateName:cursos","tags_0":"temas:administra--o-e-neg-cios","courseTabText":"Cursos","searchAllText":"Faça uma busca em todo o Portal Insper.","allDatesText":"Todas as datas","eventsTabText":"Eventos","loadMoreText":"Carregar mais","didYouMeanText":"Você quis dizer:","filterActionText":"Filtrar","nextText":"Próximo","seeAllText":"Ver tudo","dateText":"Data","clearFilterText":"Limpar filtros","institutionalTabText":"Institucional","searchResultsText":"Cursos de Administração e Economia"}]