[{"jcr:title":"Acessibilidade sem abrir mão da autonomia","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/transformação"},{"richText":"Para João Pedro Queiroz Viana, aluno do 3º semestre de Ciências da Computação no Insper com baixa visão, ter a liberdade de escolher como e quando ser apoiado é fundamental","authorDate":"29/10/2024 19h09","author":"Bárbara Nór","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","title":"Acessibilidade sem abrir mão da autonomia","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente / amarelo / vermelho"},{"themeName":"transparente / amarelo / vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"targetId":"compartilhar1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"  João Pedro Queiroz Viana, aluno do 3º semestre de Ciências da Computação"},{"text":"Na hora de decidir onde faria Ciências da Computação, João Pedro Queiroz Viana, assim como muitos estudantes, levou em consideração diversos fatores. A infraestrutura e a metodologia de ensino do Insper foram decisivas, mas o sistema de acolhimento da instituição também chamou sua atenção." Com apenas 20% da visão desde a infância, João Pedro sempre enfrentou desafios para acompanhar as aulas. Ele recorda das dificuldades de enxergar a lousa e da necessidade de se levantar constantemente para ter uma visão melhor. Graças à persistência de seus pais e à compreensão do diretor, ele conseguiu adaptar seus estudos. A permissão para usar tablets e smartphones em sala de aula foi fundamental para ampliar os textos e acompanhar as aulas com mais facilidade. Além disso, a possibilidade de realizar as provas em condições especiais, com mais tempo e letras ampliadas, foi um marco em sua trajetória escolar. Na faculdade, a situação foi bem diferente. “No Insper, esse processo foi muito mais tranquilo. Já na seleção, me perguntam sobre minhas necessidades e viram do que eu precisava”, conta João Pedro. Entre as adaptações oferecidas estão o tempo extra de avaliação, caso necessário, assim como uma sala separada para realizar as provas e acompanhamento nas aulas, também se necessário. “A equipe de Acolhimento está sempre à disposição para conversar e ajudar em qualquer dificuldade”, diz. Nada disso é imposto — a decisão final é sempre de João Pedro. “O que acho muito diferente do sistema de acolhimento do Insper é que eles deixam o aluno independente, tem muito mais escolhas para fazer”, afirma. “É muito flexível e o aluno está no comando.” Assim, não são em todas as aulas que João Pedro é acompanhado, somente naquelas em que ele sente mais necessidade de apoio. Essa autonomia é crucial para um estudante que sempre foi independente como João Pedro. “Preciso me preparar para o futuro, onde talvez não tenha sempre as mesmas condições”, afirma. Ele lamenta que experiências como a do Insper sejam tão escassas, inclusive no mundo profissional “Eu treino isso justamente para conseguir me virar e continuar seguindo a minha vida”, afirma. A participação dos alunos nas decisões sobre as adaptações é fundamental para tornar a experiência no Insper mais acessível. “A sociedade ainda tem muito a aprender sobre deficiência”, diz João Pedro. “Recursos de acessibilidade mal elaborados e atitudes preconceituosas são comuns, mesmo quando a intenção é boa. É preciso mais conscientização sobre as necessidades reais das pessoas com deficiência”, completa. Tanto que um de seus planos é trabalhar com desenvolvimento de softwares — e, idealmente, com acessibilidade. “Existem empresas inovadoras que utilizam inteligência artificial para desenvolver jogos mais inclusivos, como aqueles que simulam a ecolocalização para ajudar pessoas com baixa visão a se orientarem no mundo virtual”, destaca João Pedro. “Meu foco é trabalhar como engenheiro de software, e adoraria trabalhar com acessibilidade.”  "},{"subtitle":"O respeito à diversidade é parte do compromisso de promover a educação e valores como direitos humanos, liberdades fundamentais e acesso irrestrito à democracia e à justiça.","themes_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/transformação","title":"Diversidade, Equidade e Inclusão","variant":"image","buttonText":"Confira","buttonLinkUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/diversidade-equidade-e-inclusao"},{"text":"  Em constante evolução A área de Acolhimento do Insper foi criada em 2023, após uma reestruturação das áreas de suporte ao estudante, segundo Ana Cristina Sena, psicóloga encarregada da área, responsável pelo processo de Acessibilidade e pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão. Anteriormente, os serviços de acolhimento, acessibilidade, regime multidisciplinar e organização estudantil se concentravam na área MultiInsper. No entanto, com o passar do tempo, tornou-se evidente a necessidade de um atendimento mais especializado para os alunos. Assim, a área de Acolhimento foi desmembrada da MultiInsper, e ambas passaram a atuar como frentes do Student Life, setor dedicado ao suporte integral dos estudantes da vida acadêmica. Com essa reestruturação, a equipe também cresceu: hoje são quatro profissionais no núcleo de Acolhimento, incluindo duas psicólogas, uma psicopedagoga e um assistente social. Cada um, segundo Ana Cristina, é referência para um projeto do Acolhimento. “Nós atuamos em frentes que entendemos atravessar a experiência acadêmica do aluno e afetam diretamente a jornada e a permanência dele na faculdade”, diz Ana Cristina. Segundo ela, isso é algo que vai muito além da estrutura física ou do corpo docente, incluindo também Saúde e Bem-estar, Adaptação, Aprendizagem e Acessibilidade. A atuação de cada uma dessas frentes é integrada — em Acessibilidade, por exemplo, Ana Cristina faz interface com diversas outras áreas, como o próprio MultiInsper e a área de Atendimento ao Aluno. E o contato não é somente com a comunidade acadêmica, mas também com pais e familiares, que são atendidos pelos profissionais do Acolhimento. Esse acompanhamento começa desde o primeiro contato dos estudantes com o Insper: já no vestibular, os alunos têm a oportunidade de informar se têm alguma deficiência ou necessidade específica. “A nossa área de Admissão nos encaminha a informação e já avaliamos a necessidade para providenciar a adaptação”, explica Ana Cristina. “Quando o estudante ingressa na faculdade, passamos a acompanhá-lo, e todas as decisões que tomamos são em conjunto com ele.” O objetivo é que cada estudante participe ativamente de seu processo de adaptação, proporcionando o máximo de autonomia e independência. Para aperfeiçoar ainda mais esse processo, a área de Acolhimento vem sendo orientada por uma consultoria externa. “A partir daí, criamos o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão”, diz Ana Cristina. “Ele é composto por professores de atendimento especializado, que fazem o acompanhamento em sala dos alunos que necessitam de apoio.” Toda semana, a área de Acolhimento promove reuniões para discutir cada caso com os professores de atendimento especializado, buscando entender como esse suporte vem acontecendo na prática. É o momento de checar, também, se é preciso rever alguma estratégia ou ação, e as medidas que foram colocadas em prática. Uma das decisões recentes foi instituir, no segundo semestre deste ano, uma sala dedicada aos alunos que necessitam de tempo extra para realização de provas e atividades avaliativas. O espaço estará sempre à disposição, com a presença de um assistente de acessibilidade para orientar e oferecer suporte aos estudantes. “Nós estamos, também, estabelecendo um contato mais próximo com os docentes, inclusive para orientá-los”, diz Ana Cristina. No primeiro semestre, ocorreu um Workshop de Acessibilidade e Práticas Inclusivas, voltado para o corpo docente, e o objetivo agora é manter encontros mensais. “Queremos que não só a estrutura e o acesso sejam mais adequados, mas que a própria metodologia de ensino também atenda a essas necessidades.” Apesar dos avanços, Ana Cristina conta que um dos maiores desafios ainda é a conscientização. “Para que mudanças efetivas ocorram, é preciso uma mudança de cultura e do entendimento das pessoas sobre a deficiência”, diz. “É curioso porque, às vezes, você pensa que para se tornar acessível e inclusivo precisa de grandes projetos, mas, na realidade, com pequenos passos já podemos caminhar nessa direção”, diz.  "},{"jcr:title":"A psicóloga Ana Cristina Sena, da área de Acolhimento","alt":"A psicóloga Ana Cristina Sena, da área de Acolhimento"},{"linkIcon1":"icon-insper-return-arrow","linkIcon2":"icon-insper-return-arrow","linkText1":"Acessibilidade","linkText2":"Canais de escuta","madeBy":"Por","buttonUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/atendimento/fale-conosco","title":"fale conosco","variant":"nobackground","buttonText":"+ atendimento","linkUrl1":"https://www.insper.edu.br/pt/atendimento/acessibilidade","linkUrl2":"https://www.insper.edu.br/pt/atendimento/canais-de-escuta"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"}]