Revista de Economia e Administração – vol. 8 – n° 4

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Sumário

Equilíbrio de longo prazo entre o consumo das famílias e renda disponível: aspectos da co-integração I(1)-I(0) e fracionária

Guilherme Oliveira Lima Cagliari Marques ………………………………… 371-390

Aspectos de estruturação organizacional em cooperativas agropecuárias: um estudo de caso

Leonardo Pinheiro Deboçã

Antônio João Hocayen-da-Silva …………………………………………….. 391-408

Multinationals, debt and taxes: a Portuguese perspective

António Martins

Mário Augusto ……………………………………………………………………..409-421

Taxa de publicação em periódicos de artigos apresentados em encontros acadêmicos de administração

Richard Saito

Eduardo Hiramoto

Cristiana Checchia Saito ……………………………………………………….. 422-440

Purificação e validação da escala de orientação para o mercado de George Day

Angela Cristina Rocha de Souza

Sérgio Carvalho Benício de Mello …………………………………………… 441-463

Análise da transmissão espacial de preços no mercado de mandioca

José Roberto da Silva

Mario Antonio Margarido ……………………………………………………… 464-484

Equilíbrio de longo prazo entre o consumo das famílias e renda disponível: aspectos da co-integração I(1)-I(0) e fracionária

Guilherme Oliveira Lima Cagliari Marques

Resumo

Este estudo avalia a dinâmica de longo prazo entre o consumo das famílias e a renda disponível no Brasil. Foram analisadas séries históricas brasileiras com o uso de testes de co-integração I(1)-I(0) e fracionária. Buscaram-se evidências que pudessem corroborar a hipótese keynesiana sobre a relação estável entre consumo e renda no período 1947-2005. Os resultados do arcabouço tradicional I(1)-I(0) foram comparados àqueles dos modelos de co-integração fracionária. Evidências conclusivas de co-integração não foram encontradas utilizando os testes propostos por Engle & Granger (1987) e Johansen (1995). Contudo, resultados satisfatórios que corroboram a visão keynesiana foram obtidos utilizando os testes de co-integração fracionária com bootstrap propostos por Davidson (2002).

Palavras-chave: Consumo; Renda; Co-integração fracionária; Memória longa; Bootstrap.

Aspectos de estruturação organizacional em cooperativas agropecuárias: um estudo de caso Leonardo Pinheiro Deboçã

Decio Zylbersztajn

Antônio João Hocayen-da-Silva

Resumo

O presente artigo discorre sobre a estruturação do quadro social no contexto em que uma cooperativa agropecuária passa da intermediação de produtos de tipo commodity para a agroindustrialização destes produtos, necessitando, a partir deste processo, articular um conjunto de mudanças no plano organizacional. A metodologia se baseou no estudo de caso, sendo realizadas entrevistas com dirigentes e funcionários de nível estratégico e tático, além de análise documental referente ao período compreendido no estudo. Os resultados apontaram que o desempenho da cooperativa esteve atrelado, dentre outras variáveis, a uma forma de estruturação do quadro social capaz de conciliar a diversidade dos associados quanto a seus interesses, de modo alinhado às demandas de mercado da organização. Tal estruturação do quadro social, além de se fundamentar nos princípios cooperativistas, no caso estudado, configurou-se claramente como instrumento de melhoria social e econômica dos associados.

Palavras-chave: Agronegócio; Cooperativismo; Estrutura organizacional; Quadro social

Multinationals, debt and taxes: a Portuguese perspective

António Martins

Mário Augusto

Resumo

A maioria dos membros da OECD inseriram em seus códigos de tributação da renda de pessoas jurídicas as chamadas “cláusulas anti-abuso”. A baixa capitalização de uma empresa é comumente citada como sendo uma dessas cláusulas. O motivo de sua existência baseia-se no receito de que holding companies usem o financiamento interno, sob a forma de empréstimos entre unidades do grupo, para posicionar receitas e custos de financiamento na jurisdição tributária mais conveniente. Seria justificado este receio no caso das subsidiárias portuguesas de empresas estrangeiras? Essas empresas têm estruturas de capital mais apoiadas em capital de terceiros do que empresas inteiramente portuguesas? Esta é a pergunta analisada por este trabalho. A metodologia baseia-se numa amostra de 478 empresas portuguesas, cobrindo o período de 2000 a 2005, que são divididas em dois grupos: um contendo empresas inteiramente pertencentes a acionistas portugueses, e outro em que o capital das empresas é majoritariamente pertencente a acionistas estrangeiros e, portanto, tenderiam a usar o financiamento entre empresas do grupo para fins de planejamento tributário. Os resultados indicam que as subsidiárias de empresas estrangeiras são mais capitalizadas, ou seja, usam mais financiamento com capital próprio do que as empresas com proprietários locais. Em vista de tais resultados, pode ser argumentado que a baixa capitalização não parece ser um problema para as autoridades tributárias portuguesas; além disso, a eliminação (em 2006) da regra quando a matriz se situa em outro país da União Européia, imposta pela União Européia após o julgamento da Corte Européia de Justiça no caso Lankhorst- Hohorst, não produzirá perda de receita tributária.

Palavras-chave: Política de financiamento; Impostos; União Européia

Taxa de publicação em periódicos de artigos apresentados em encontros acadêmicos de administração

Richard Saito

Eduardo Hiramoto

Cristiana Checchia Saito

Resumo

Neste trabalho, examinamos a taxa de publicação em periódicos a partir de artigos apresentados em cinco dos principais encontros de Administração de Empresas – EnANPAD, EMA, EnEO, 3Es e encontro da SBFin, com o intuito de dimensionar a contribuição desses encontros para a academia neste campo. Consideramos 1549 artigos apresentados nas áreas de Estratégia, Finanças, Marketing e Organização no período de 2000 a 2004. Concluímos que os encontros e áreas temáticas com maior taxa de publicação, em ordem decrescente, são: Finanças (EnANPAD), Estudos Organizacionais (EnANPAD), SBFin, EnEO, e 3Es. Aprofundamos a análise em cada uma das áreas e identificamos algumas características daquelas que são mais prolíficas em termos de publicações. Encontramos que 65,1% dos artigos apresentados em encontros foram publicados em periódicos nacionais com classificação A pelo sistema Qualis, mas os encontros estão em nível embrionário no que tange ao desdobramento em publicações internacionais. Adicionalmente, observamos que cinco instituições, segundo a filiação dos autores (UFRGS, FGV-EAESP, UFPE, PUC-RJ e USP), representam mais de 30% das publicações em periódicos, e que somente trinta e oito dos autores são responsáveis por 21% das publicações em periódicos nacionais e internacionais destes artigos apresentados nestes encontros de 2000 a 2004. Isto evidencia o estágio inicial em que a área de administração se encontra em termos de inserção na academia internacional.

Palavras-chave: Publicação; Periódicos; Administração; Brasil

Purificação e validação da escala de orientação para o mercado de George Day

Angela Cristina Rocha de Souza

Sérgio Carvalho Benício de Mello

Resumo

A partir dos anos 90, muitos estudiosos concentraram suas pesquisas no tema orientação para o mercado. Dentre os vários trabalhos desenvolvidos, muitos se preocuparam em desenvolver e avaliar formas de mensuração deste construto. Recentemente, Souza e Mello (2003) encontraram problemas de dimensionalidade na escala de George Day (1999). Este trabalho teve como objetivos: avaliar a elasticidade, purificar e validar a escala de orientação para o mercado de George Day. A escala foi aplicada junto a médias e grandes empresas da Região Nordeste do Brasil. Os dados foram analisados quantitativamente, utilizando-se entre outras técnicas a matriz multitraço-multimétodo. Os resultados encontrados indicam que uma escala de seis pontos permite uma melhor mensuração do construto. A escala purificada apresenta treze variáveis distribuídas em cinco fatores que refletem dimensões similares às da escala original de Day. Outro resultado mostrou que há validade de construto para a escala purificada.

Palavras-chave: Marketing; Marketing estratégico; Orientação para o mercado; Escala; Purificação; Validação.

Análise da transmissão espacial de preços no mercado de mandioca

José Roberto da Silva

Mario Antonio Margarido

Resumo

Este trabalho analisa a elasticidade de transmissão espacial entre os preços da mandioca em nível de produtor no estado de São Paulo e os preços da mandioca em nível de produtor no estado do Paraná. Foram utilizados vários métodos relacionados com séries de tempo: teste Dickey-Fuller Aumentado (ADF) de raiz unitária, de co-integração de Johansen, Modelo Vetorial de Correção de Erro com imposição de restrições sobre os parâmetros de longo prazo, decomposição da variância dos erros de previsão, função de resposta de impulso e testes de exogeneidade. O modelo teórico utilizado tem como base a Lei do Preço Único. O período analisado vai de janeiro de 2000 a janeiro de 2009. Os resultados mostram que, no longo prazo, variações de preços da mandioca no estado de São Paulo são plenamente transmitidas para os preços da mandioca no Paraná, validando dessa forma a Lei do Preço Único nesse mercado. Outro aspecto importante é o de que, dada a constatação de que a Lei do Preço Único é válida, então o mercado geográfico relevante para os preços da mandioca no Paraná consiste no mercado para esse mesmo produto em São Paulo.

Palavras-chave: Mandioca; Transmissão espacial de preços; Co-integração; Lei do Preço Único

 

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