Revista de Economia e Administração – vol. 8 – n° 1

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Sumário

Decisões estratégicas em empresas de telecomunicações no Brasil: uma aplicação de opções reais e teoria de jogos

Rodrigo Brites Martins Teixeira, Antonio Carlos Figueiredo,

Luiz E. T. Brandão e Roberto Moreno ……………………………………………………. 1-16

Disparidades regionais na capacidade de arrecadação dos municípios do estado de Minas Gerais

Maria del Pilar Salinas Quiroga Soria Galvarro, Marcelo José Braga,

Marco Aurélio Marques Ferreira e Suely de F. Oliveira Ramos ……………. 17-48

Uma análise econométrica da hipótese de continuação da política monetária brasileira após 2003

Reginaldo Pinto Nogueira Júnior ………………………………………………………….. 49-61

A fragmentação da produção e o comércio intra-setorial vertical português: a industria de componentes de automóveis

Nuno Carlos Leitão e Horácio C. Faustino ……………………………………………. 62-77

Uma análise da volatilidade condicional dos preços do petróleo

João Márcio Batalha e Fernando Nascimento de Oliveira …………………….. 78-119

Efetividade nas operações de hedge com contratos de boi gordo da BM&FBOVESPA

Aline Cristina da Cruz e João Eustáquio de Lima …………………………………. 120-140

Decisões estratégicas em empresas de telecomunicações no Brasil: uma aplicação de opções reais e teoria de jogos

Rodrigo Brites Martins Teixeira

Antonio Carlos Figueiredo

Luiz E. T. Brandão

Roberto Moreno

Resumo

Decisões estratégicas de empresas são afetadas pelas oportunidades de investimento e pelas ações de seus concorrentes. Imai e Watanabe propõem um modelo de opções reais para determinar a decisão de investimento ótima de uma empresa considerando um jogo de múltiplos estágios com duas firmas sob um processo trinomial com períodos múltiplos.

Utilizamos este modelo para determinar o momento estratégico ótimo para investimento em uma nova tecnologia em função da variação do custo de investimento e da demanda

inicial, considerando duas empresas concorrentes no mercado brasileiro de telecomunicações, sendo uma empresa líder (L) e a outra seguidora (S). Consideramos que ambas as

empresas já atuam no mercado e pretendem investir em uma nova tecnologia que permitirá a expansão dos seus negócios, e determinamos a curva de gatilho do custo do investimento e da demanda inicial dos serviços que delimitam a estratégia de investimento ótima da empresa líder. Os resultados obtidos indicam que, na presença de concorrência de

mercado e flexibilidade gerencial, a decisão ótima da empresa pode ser significativamente diferente daquela obtida através dos métodos tradicionais de análise de investimentos.

Palavras-chave: Avaliação de projetos; Opções reais; Teoria de Jogos; Telecomunicações.

Disparidades regionais na capacidade de arrecadação dos municípios do estado de Minas Gerais

Maria del Pilar Salinas Quiroga Soria Galvarro

Marcelo José Braga

Marco Aurélio Marques Ferreira

Suely de F. Oliveira Ramos

Resumo

Neste artigo procurou-se avaliar o estado de Minas Gerais sob a ótica das finanças públicas, com ênfase na capacidade de arrecadação dos municípios, visando identificar as tipologias dos municípios e as áreas prioritárias para adoção de políticas fiscais compensatórias. Para atingir os propósitos do estudo, foram elaborados fatores, índices e clusters

com base na análise multivariada, os quais permitem avaliar e hierarquizar os municípios de acordo com o seu desempenho. Os resultados evidenciaram enormes contrastes nos

municípios analisados, constatando que, apesar das medidas adotadas no propósito de fortalecer os mecanismos necessários para a equalização de políticas públicas e evitar a

manutenção de acentuados desequilíbrios financeiros, as disparidades prevalecem no estado. Verifica-se que mesorregiões economicamente menos favorecidas, como Norte

de Minas, Jequitinhonha e Vale do Mucuri, além de apresentarem baixa capacidade de arrecadação, apresentam também elevada heterogeneidade interna, com disparidades

significativas entre mesorregiões e municípios com maior e menor desenvolvimento econômico.

Palavras-chave: Indicadores fiscais; Descentralização; Federalismo brasileiro; Disparidades regionais.

Uma análise econométrica da hipótese de continuação da política monetária brasileira após 2003

Reginaldo Pinto Nogueira Júnior

Resumo

É amplamente difundida a hipótese de que a política monetária do governo Lula é igual àquela praticada no segundo governo FHC. Todavia, surpreendemente não existem estudos

que testem formalmente tal hipótese. Nesse sentido, o presente artigo procura preencher essa lacuna da literatura, conduzindo uma investigação empírica a respeito da existência de uma possível quebra estrutural na função de reação do Banco Central (BCB) após 2003. Para tanto, uma função de reação para o BCB é estimada, sendo aplicados alguns testes estatísticos simples para a identificação de possíveis mudanças no padrão de resposta da instituição a choques de inflação, câmbio e produto. De maneira geral, os resultados encontrados corroboram a hipótese de continuidade na condução da política monetária. Pequenas mudanças encontradas parecem estar relacionadas com aspectos contextuais, sem implicações sobre uma linha de ação de longo prazo.

Palavras-chave: Banco Central; Política monetária; Quebras estruturais.

A fragmentação da produção e o comércio intra-setorial vertical português: a indústria de componentes de automóveis

Nuno Carlos Leitão

Horácio C. Faustino

Resumo

O papel das empresas multinacionais (MNE) na fragmentação/outsourcing da produção pode ser observado no comércio internacional. O comércio de componentes de automóveis

entre diferentes unidades da MNE é um bom exemplo deste tipo de comércio, nomeadamente o comércio intra-setorial vertical. Este artigo examina as determinantes do comércio intra-setorial vertical (VIIT) na indústria de componentes de automóveis entre Portugal e a União Europeia 27 (UE-27), os BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China) e os Estados Unidos durante o período 1995-2006. Utilizando dados em painel, os resultados obtidos demonstram que a diferença na dotação relativa de fatores entre Portugal e os parceiros comerciais considerados é uma das causas principais da fragmentação da produção na nossa indústria automobilística. Os nossos resultados também confirmam a hipótese de que este tipo de comércio de componentes – comércio intrasetorial vertical de componentes – cresce com a diminuição dos custos de transporte.

Palavras-chave: Comércio intra-setorial vertical; Bens intermediários; Indústria automobilística; Dados em painel; Fragmentação; Globalização.

Uma análise da volatilidade condicional dos preços do petróleo

João Márcio Batalha

Fernando Nascimento de Oliveira

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar a volatilidade condicional dos retornos diários dos contratos futuros de petróleo West Texas Intermediate (WTI), transacionados na New

York Mercantile Exchange (NYMEX) no período de janeiro de 1985 a setembro de 2007. Procuramos verificar se houve aumento da volatilidade no período recente como conseqüência do aumento dos volumes negociados nos mercados futuros. Utilizando o modelo de volatilidade condicional ARMA(3,0) GARCH(1,1) com distribuição t-student, constatamos que apesar dos aumentos dos volumes transacionados nos mercados futuros, não houve aumento da volatilidade. Na realidade, houve uma redução da volatilidade no período entre 2004-2007. Houve também uma queda da persistência dos choques, indicando que estes são cada vez mais transitórios. Os resultados em relação à hipótese de existência de assimetria na volatilidade para os retornos do petróleo não foram conclusivos.

Palavras-chave: Petróleo; Volatilidade condicional; Mercados futuros.

Efetividade nas operações de hedge com contratos de boi gordo da BM&FBOVESPA

Aline Cristina da Cruz

João Eustáquio de Lima

Resumo

Este trabalho evidencia que o contrato futuro de boi gordo da BM&F é efetivo nas estratégias de gestão de risco do mercado físico de São Paulo. Os resultados indicam que os mercados físicos e futuros são co-integrados e que há causalidade bidirecional entre preços spot e futuro de boi gordo. Ademais, inferências feitas a partir de modelos econométricos mais avançados não se diferenciam substancialmente dos modelos relativamente mais simples nas estimativas das razões de hedge e da respectiva efetividade. No caso de séries diárias, o hedger deve comercializar no mercado futuro em torno de 30% da sua posição à vista para se proteger efetivamente. No caso da série semanal, este percentual é de aproximadamente 55%. Considerando essas razões de hedge, a variância da receita do hedger pode se reduzir em torno de 52% e de 78% para o caso das séries diária e semanal, respectivamente.

Palavras-chave: Boi gordo; Co-integração; Efetividade do hedge; Razão de hedge; Mercado futuro.

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