Revista de Economia e Administração – vol. 6 – n° 3

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Sumário

Impactos da ALCA no setor de aço do Brasil

Matheus Wemerson Gomes Pereira

Uemerson Rodrigues de Souza

Alan Figueiredo de Arêdes

Vladimir Faria dos Santos …………………………………………………………….. 295-312

Interdependência dos preços do álcool combustível entre os mercados de São Paulo e Minas Gerais

Talles Girardi Mendonça

Vanessa da Fonseca Pereira

Michelle Moutinho Venâncio

Marcelo José Braga ……………………………………………………………………… 313-325

Testando o CAPM no mercado de capitais brasileiro via GMM

Daniel Reed Bergmann

Luiz João Corrar

Wilson Toshiro Nakamura

Mauri Aparecido de Oliveira ……………………………………………………….. 326-346

Pessimistic preferences and portfolio allocation – empirical analysis and risk management applications

Márcio Poletti Laurini ……………………………………………………………….. 347-371

Metas intermediárias para o aumento da eficiência técnica estadual no setor de fabricação de produtos alimentícios e bebidas

Alexandre Gervásio de Sousa

Wilson da Cruz Vieira ……………………………………………………………….. 372-383

Formação de preços via regras de bolso e a persistência da inflação no Brasil

Eurilton Araújo ……………………………………………………………………….. 384-395

Sumário

Impactos da ALCA no setor de aço do Brasil

Matheus Wemerson Gomes Pereira

Uemerson Rodrigues de Souza

Alan Figueiredo de Arêdes

Vladimir Faria dos Santos

Resumo

Este artigo tem por objetivo avaliar os impactos de uma possível implementação da ALCA sobre o setor de aço brasileiro. Para tanto, utilizou-se o modelo de equilíbrio geral GTAP. Segundo os resultados, o acordo de liberalização comercial das Américas aumenta o nível de comércio entre os países e melhora o bem-estar dos consumidores. Além disso, o Brasil possui vantagem competitiva nos produtos pré-industrializados e teria essa vantagem ampliada diante da ALCA, embora os países do NAFTA, em especial os Estados Unidos, possuam maior vantagem em produtos de maior valor agregado, confirmada pelos saldos positivos na balança comercial, considerando a existência da ALCA.

Interdependência dos preços do álcool combustível entre os mercados de São Paulo e Minas Gerais

Talles Girardi Mendonça

Vanessa da Fonseca Pereira

Michelle Moutinho Venâncio

Marcelo José Braga

Resumo

A importância da cultura canavieira como fonte geradora de renda e empregos na economia brasileira remonta ao século XVI. Atualmente, a região sudeste, com destaque para os estados de São Paulo e Minas Gerais, responde pela maior parte da produção nacional de açúcar e álcool. Com relação ao mercado de combustíveis, nas décadas de 1970 e 1980 prevaleceu a intervenção governamental na determinação dos preços. Somente a partir da década de 1990 os preços passaram a ser formados pela interação entre as forças de oferta e demanda e também pela interdependência entre os mercados. Neste contexto, no presente trabalho é feita uma avaliação da relação entre os dois mercados do álcool combustível aplicando-se o teste de causalidade de Granger e o modelo Vetorial Auto-Regressivo (VAR). A análise baseou-se na verificação empírica da Lei do Preço Único. Constatou-se a existência de influência mútua entre os mercados, sendo que um aumento no preço do álcool defasado em um período em Minas Gerais eleva o preço nesse estado e tem efeito contrário sobre o preço em São Paulo. Por outro lado, o efeito do aumento do preço defasado em São Paulo é positivo em ambos os estados em estudo.

Testando o CAPM no mercado de capitais brasileiro via GMM

Daniel Reed Bergmann

Luiz João Corrar

Wilson Toshiro Nakamura

Mauri Aparecido de Oliveira

Resumo

Escolheu-se o método GMM a fim de testar os CAPMs não-condicionais (modelos Sharpe-Lintner e zero-beta) no mercado de capitais brasileiro, pois as séries dos log-retornos diários de ações analisadas não se mostraram normais e IID. Este trabalho é pioneiro em testar a validade do modelo CAPM zero-beta via GMM no mercado brasileiro. Constatamos que o modelo CAPM de Sharpe-Lintner, tanto em termos da SELIC como do CDI, não pode ser rejeitado no nível de 5% para o período de 2/1/00 até 31/12/04. Já para os períodos de 2/1/95 até 31/12/99 e de 2/1/95 até 31/12/04, tal modelo foi rejeitado no nível de 5%. Dessa forma, para o CAPM na versão Sharpe-Lintner, tanto em termos da SELIC como do CDI, o índice BOVESPA se comportou como uma carteira eficiente somente no período de 2/1/00 até 31/12/04. Já para o CAPM na versão zero-beta, verifica-se a sua não rejeição no nível de 5% nos três períodos analisados acima.

Pessimistic preferences and portfolio allocation – empirical analysis and risk management applications

Márcio Poletti Laurini

Resumo

Neste artigo, analisamos as propriedades empíricas da metodologia desenvolvida por Bassett et al. (2004) para a solução do problema de seleção de carteiras quando os agentes possuem funções utilidade pessimistas. Neste enfoque, as probabilidades dos retornos extremos negativos são inflacionadas com o uso de uma função de distorção empregando a teoria de utilidade esperada de Choquet. Compara-se esta metodologia ao paradigma média-variância de Markowitz, por meio de medidas de mensuração de risco tais como Value at Risk e Expected Shortfall, para uma carteira de ações formada pelos títulos contidos na carteira teórica do Ibovespa.

Metas intermediárias para o aumento da eficiência técnica estadual no setor de fabricação de produtos alimentícios e bebidas

Alexandre Gervásio de Sousa

Wilson da Cruz Vieira

Resumo

Propõe-se neste artigo uma busca de alvos, por etapas, com alvos intermediários nas camadas de iso-eficiência para que o Setor de Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas (SFPAB) de cada estado atinja, de forma gradual, um nível mais elevado de eficiência técnica. Utilizaram-se dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2005 do IBGE. Aplicou-se a análise envoltória de dados (DEA) orientada ao insumo, tendo-se a receita líquida do setor como produto e como insumos o total do custo das operações industriais (COI) e as remunerações de fatores pelo setor (SRO). Dos 18 estados analisados, São Paulo é o mais eficiente, e Santa Catarina o mais ineficiente. Outros 11 estados são tecnicamente ineficientes, de forma que seis deles devem, no curto prazo, buscar a camada 1; cinco a camada 2; e um (Santa Catarina) a camada 3.

Formação de preços via regras de bolso e a persistência da inflação no Brasil

Eurilton Araújo

Resumo

Este artigo estima duas curvas de Phillips híbridas para o Brasil, usando dados mensais de 1995 a 2002. No primeiro modelo, proposto por Gali e Gertler (1999), uma parcela das firmas segue uma regra de bolso e não escolhe o preço ótimo quando o reajuste de preços é permitido. O segundo modelo combina a existência de firmas que seguem regras de bolso com o esquema de indexação dinâmica proposto em Eichenbaum e Fisher (2004). Contrariando a evidência para os Estados Unidos, firmas que seguem regras de bolso continuam sendo importantes para explicar a persistência da inflação no Brasil, mesmo com indexação dinâmica. Esse resultado pode ser um indício de que a informação necessária para o reajuste ótimo de preços tem custo alto. Alternativamente, uma parcela das firmas tenderia a empregar regras de bolso, dado que a credibilidade do novo regime de metas de inflação estava em construção.

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