Revista de Economia e Administração – vol. 2 – n° 4

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Sumário

Fluxo de caixa e análise do posicionamento estratégico

Haroldo Guimarães Brasil

Michel Fleuriet …………………………………………………….. 01 – 21

Governança corporativa e performance empresarial no Brasil

Marcelo Cabus Klotzle

Fernanda Maciel Silva ……………………………………………. 22 – 46

Governança corporativa em fundos de investimentos financeiros no Brasil: mensuração de ativos

Marina Mitiyo Yamamoto

Ricardo Hirata Ikeda

Mara Jane Contrera Malacrida …………………………………. 47 – 60

Incidência tributária e estrutura de mercado

Delso Morais da Silva…………………………………………….. 61 – 80

Avaliação de linha aérea como uma opção real: prosseguir, expandir ou contrair?

André Barreira da Silva Rocha

Antonio Carlos Figueiredo …………………………………….. 81 – 114

Exigência de capital para risco de mercado de taxa de juros prefixada: avaliação de propostas de alteração na Circular 2.972/00

João Maurício de Souza Moreira

Ricardo dos Santos Maia Clemente ……………………….. 115 – 130

Resumo

1. Fluxo de caixa e análise do posicionamento estratégico

Haroldo Guimarães Brasil

Michel Fleuriet

Resumo

Neste texto discutimos o comportamento financeiro da empresa como função do seu posicionamento estratégico. Mostramos como detectar características deste posicionamento através da análise dos indicadores financeiros vinculados ao conceito de fluxo de caixa da empresa. Associamos estratégia competitiva a atributos financeiros de liquidez, geração de caixa, endividamento e rentabilidade. Tomamos como referência o modelo de análise estratégica de Michael Porter.

2. Governança corporativa e performance empresarial no Brasil

Marcelo Cabus Klotzle

Fernanda Maciel Silva

Resumo

Surgido incialmente na Inglaterra e nos EUA, o movimento de Governança Corporativa ganhou repercussão considerável na última década em função da pressão crescente de investidores e acionistas minoritários por maior transparência na divulgação de informações. No Brasil, só muito recentemente o tema vem atraindo a atenção de empresas, estudiosos e investidores como conseqüência, em grande parte, da necessidade de profissionalização das companhias devido à crescente globalização financeira. A partir de uma amostra de 145 empresas brasileiras não financeiras listadas em bolsa em 2002, o estudo busca verificar se existe uma relação estatisticamente significante entre os padrões de governança corporativa observados nas empresas brasileiras e seus respectivos valores de mercado e desempenho, particularmente através da utilização de uma modelagem estatística de regressão linear múltipla. Os resultados revelam que os modelos propostos são estatisticamente válidos e que a estrutura de governança corporativa influencia desempenho e valor de mercado de forma distinta.

3. Governança corporativa em fundos de investimentos financeiros no Brasil: mensuração de ativos

Marina Mitiyo Yamamoto

Ricardo Hirata Ikeda

Mara Jane Contrera Malacrida

Resumo

A governança corporativa refere-se de maneira geral ao bem estar das sociedades e da economia como um todo. A contabilidade se insere neste contexto na medida que fornece informações aos diversos segmentos da sociedade. No mercado atual, é imprescindível que os gestores conheçam as alternativas de investimento disponíveis, o que os torna importantes usuários da informação contábil. Com o intuito de contribuir para reflexões adicionais sobre as formas de evidenciação e mensuração de desempenho dos fundos mútuos de investimentos de renda fixa que se constituem em relevante alternativa de investimento no mercado nacional, este trabalho discute os critérios do custo original e do fair value na avaliação dos ativos mantidos em carteira pelos referidos fundos. Os resultados desta pesquisa indicam que tanto o custo histórico como o fair value podem ser considerados apropriados, dependendo das características e finalidades específicas de cada ativo.

4. Incidência tributária e estrutura de mercado

Delso Morais da Silva

Resumo

A incidência de imposto indireto apresenta particularidades e semelhanças quando comparadas às de ações oriundas de decisões de agentes operando em mercados imperfeitos. Este estudo tem como base a idéia de que a análise da equivalência de resultados produzidos pela incidência de impostos em um mercado perfeitamente competitivo com fins de maximização da renda tributária, com aqueles promovidos pela busca do lucro máximo em um mercado imperfeito, constituído de um monopsonista-monopolista açambarcando o mercado de competição perfeita. Em sua avaliação final, este estudo procura estabelecer um confronto entre os aspectos teóricos da tributação indireta e a estrutura da arrecadação tributária na economia brasileira na última década.

5. Avaliação de linha aérea como uma opção real: prosseguir, expandir ou contrair?

André Barreira da Silva Rocha

Antonio Carlos Figueiredo

Resumo

O artigo utiliza opções reais para avaliar uma linha aérea internacional de uma empresa de transporte aéreo regular de passageiros. A análise é apropriada na medida que a indústria do transporte aéreo, atualmente em crise, está sujeita a fortes incertezas de receita de passageiros e também de custos como o de combustível. Os resultados obtidos demonstram que a flexibilidade existente acerca das opções de aumentar ou reduzir freqüências nos vôos, aliada às incertezas de mercado, adiciona valor considerável aos ativos de uma empresa aérea. Assim, avaliar as mesmas apenas baseando-se no método ortodoxo do Valor Presente Líquido, num cenário de crise como o atual, constitui-se numa análise incompleta. Foi utilizada uma modelagem discreta no tempo e de estado, com a combinação das incertezas de receita e combustível evoluindo segundo uma árvore quadrinomial.

6. Exigência de capital para risco de mercado de taxa de juros prefixada: avaliação de propostas de alteração na Circular 2.972/00

João Maurício S. Moreira

Ricardo S. Maia Clemente

Resumo

Este trabalho examina os efeitos de três alterações no cálculo da exigência de capital para risco de mercado de taxas de juros prefixadas, regulamentado pela Circular nº 2.972 do Banco Central do Brasil, de 23 de março de 2000. As modificações consideradas são: a substituição da volatilidade máxima dos vértices pela volatilidade média no cálculo do valor em risco (VaR) e na determinação do multiplicador; a substituição do multiplicador hiperbólico por uma versão linear; e a divulgação semanal, ao invés de diária, dos parâmetros calculados pelo Banco Central do Brasil. As alterações são avaliadas com base no desempenho da exigência de capital calculada para 1000 carteiras de renda fixa construídas por simulação.

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