Imprensa | Para pesquisador, colaboração é vital no exercício da gestão escolar

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa
Fonte: Folha de S.Paulo – 27/9/2017

A colaboração entre gestores e outros atores educacionais é fundamental para o aumento da eficiência e a resolução de problemas no cotidiano escolar.

“Quando se cria uma comunidade em que os processos são compartilhados, ocorre uma troca de vivências e divergência de opiniões que melhora as práticas de gestão.

É uma rotina que torna o pensamento visível e cria um conhecimento colaborativo”, afirmou Cesar Nunes, pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem) da Unicamp.

Nunes ressaltou que gestores educacionais são profissionais que trabalham sozinhos e raramente têm contato com outros iguais. “Expor ideias para que sejam melhoradas é uma mudança em nossa cultura. Não basta o caminho individual, é preciso trabalhar no coletivo.”

Esse processo, segundo ele, contribui para mudanças nos resultados das escolas. “É preciso mexer na cultura da escola como um todo para transformá-la. Inovação não é um pacote que pode ser implementado.”

O tema foi abordado em debate sobre processos de aprendizagem de adultos em contexto profissional durante o 3º Seminário Internacional de Gestão Escolar, promovido pela Folha e pelo Instituto Unibanco nesta quarta-feira (27), no CineArte, no Conjunto Nacional, em São Paulo.

“Nem professores e gestores conseguem aprender dos outros de forma vertical. Como os problemas apresentados em cada escola são únicos, eles precisam construir soluções juntos” declarou Luis Bretel, membro da Associação de Aprendizagem Baseada em Problemas e Metodologias Ativas de Aprendizagem.

Para Bretel, que também é ex-diretor de educação básica do Ministério de Educação do Peru, os adultos precisam de uma estratégia de ensino especializada capaz de atingi-los.

É necessário despertar neles a vontade de adquirir novos conhecimentos. “A pessoa deve entender que precisa responder às suas próprias perguntas. A tendência é que o cérebro só absorva o que se associa perfeitamente com nossas teorias implícitas. Aprender requer destruir certas teorias para construir novas”, disse.

Para Michelle Forman, diretora do Internal Coherence Project do Instituto Serp (Parceria para Pesquisa Estratégica em Educação), a gestão escolar também deve estar comprometida com a educação continuada e a colaboração entre os próprios professores.

“Diretores têm que criar nas escolas ambientes em que os professores possam aperfeiçoar seu método pedagógico.”

A colaboração entre eles é importante para que aprimorem suas habilidades pedagógicas. “Precisamos fazer com que esses modelos de gestão incentivem os professores a se comunicarem, para que possam aprender e melhorar juntos”, disse. “Não podemos assumir que todos sabem ensinar da mesma forma.”

Michelle Forman, diretora do Internal Coherence Project do Instituto Serp (Parceria para Pesquisa Estratégica em Educação)

César Augusto Amaral Nunes, pesquisador no Gepem (Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral) da Unicamp

A mediadora do debate: Carolina da Costa, diretora de graduação do Instituto de Ensino e Pequisa (Insper)

Luis Bretel Bibus, professor visitante e assessor acadêmico e pedagógico de instituições de ensino do Peru, Brasil, Chile, Colômbia,Cuba, Espanha e México

A terceira mesa do seminário discutiu processos de aprendizagem em contexto profissional

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