Imprensa | Embraer e Boeing anunciam sociedade na aviação comercial

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Fonte: Portal G1 – 6/7/2018

Boeing vai ter a maior parcela da nova empresa. Pela participação no empreendimento, os americanos vão pagar US$ 3,8 bilhões.

A Embraer e a gigante norte-americana Boeing anunciaram uma sociedade na área de aviação comercial. A Boeing vai ter a maior parcela da nova empresa.

O negócio decolou precisamente às 8h, quando a Embraer comunicou ao xerife do mercado de ações que tinha fechado o acordo com a americana Boeing.

Na prática, a empresa foi dividida: a Embraer continua tendo 100% do controle da parte de defesa, segurança e aviação executiva, que são jatos pequenos. Para a aviação comercial, jatos de 70 a 150 lugares, surge uma nova empresa que terá 20% de participação da Embraer e 80% da Boeing.

“Os aviões da Boeing são diferentes dos aviões da Embraer. Eles fizeram um portfólio muito mais abrangente e, portanto, para a empresa tem um efeito positivo. Aumenta a competitividade dela”, disse Paulo Furquim de Azevedo, professor do Insper.

Pela participação na nova empresa, os americanos vão pagar US$ 3,8 bilhões, hoje em torno de R$ 15 bilhões.

A nova empresa terá sede no Brasil, mas os executivos responderão diretamente ao presidente mundial da Boeing, nos Estados Unidos. Essa empresa ficará com os produtos de maior sucesso da Embraer, os jatos de tamanho médio. Nessa categoria, a Embraer é líder mundial.

“Se ela não fizesse esse acordo, a própria Boeing, que estaria ou se associando com russo ou chinês ou desenvolvendo seu avião provavelmente, então teria um concorrente muito forte atrás”, afirmou André Castellini, especialista no setor aéreo.

Hoje 81% das ações da Embraer já estão nas mãos de estrangeiros, principalmente fundos de investimentos. O maior acionista brasileiro é o BNDES.

A associação da Embraer com a Boeing veio depois de outra grande fusão, quando a principal concorrente da Embraer, a canadense Bombardier, foi adquirida pela principal concorrente da Boeing, a Airbus. Por isso, o presidente do BNDES acha que o negócio era inevitável.

“Dadas as mudanças desse mercado, a Embraer precisa se posicionar”, disse o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira.

Desde o início das negociações, em dezembro de 2017, as ações da empresa deram um salto – subiram mais de 60%. Nesta quinta-feira (5), tiveram uma grande queda.

O negócio ainda precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores, acionistas e pelo governo brasileiro, que detém a chamada “golden share”, o poder de veto em algumas decisões.

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