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Agosto 2022 | Alocação setorial dos recursos das empresas abertas

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Nos últimos anos, tem aumentado a importância do mercado de ações brasileiro como fonte de recursos para o financiamento das empresas e de seus investimentos. Em 2021, o valor das emissões primárias de ações feitas nesse mercado atingiu 12,6% do valor total da captação líquida de recursos de todas as empresas brasileiras.

Esta edição apresenta uma análise preliminar da alocação setorial dos recursos captados nas emissões primárias de ações, complementada pela comparação da alocação setorial do capital total investido das novas empresas abertas criadas a partir de 2011 (amostra 2011/2021) com as empresas abertas existentes em 2010 (amostra 2010).

Dados indicam que 80% dos recursos captados no mercado de ações no período de 2011 a 2021 foram destinados a setores de bens não comercializáveis. Por sua vez, com base nos dados das demonstrações financeiras de 2021, verifica-se que a participação desses setores na alocação do capital total investido, que era de 62,5% nas empresas que já existiam em 2010, sobe para quase 90% nas novas empresas abertas.

São usados os dados de 2019, último ano sem os impactos da pandemia da covid-19, para comparar o desempenho das duas amostras de empresas. Os principais indicadores de resultados econômicos e de situação financeira das novas empresas abertas são superiores aos das empresas que já existiam em 2010. Essa comparação mostra ainda que os impostos representam apenas 28,1% do valor adicionado das novas empresas abertas contra 39,7% das empresas da amostra 2010, e um indicador da produtividade do capital é cerca 14% menor.

Fonte: Demonstrações financeiras Valor Pro – Elaboração CRC Consultores Associados

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Julho 2022 | Aumento do custo de dívida não compromete situação financeira das empresas abertas de 2022

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Depois de quatro anos de queda do custo de dívida no mercado doméstico e taxas de juros baixas no mercado internacional, as empresas abertas brasileiras fecharam o ano de 2021 com índices de rentabilidade e situação financeira entre os melhores desde 2010. Esta edição apresenta um conjunto de dados que permitiu analisar o efeito da elevação das taxas de juros, desde março de 2021, nos resultados econômicos e financeiros das empresas de capital aberto em 2022.

Para entender a dimensão do potencial aumento do custo da dívida, coube verificar inicialmente a situação financeira em que essas empresas fecharam 2021. Em média, o lucro líquido foi de 9,7% das vendas, superior ao observado em 2010 em 5,5 pontos percentuais. Como já analisado na última edição deste boletim, o crescimento de margens de lucro bruto e a redução das despesas operacionais sobre vendas, que não têm acompanhado a inflação, resultaram no aumento desse lucro líquido, o que elevou as taxas de rentabilidade do capital investido em 16,3%.

Desse modo, os principais indicadores da situação financeira das empresas da amostra calculados a partir de suas demonstrações financeiras apontam tendência de melhoria em relação aos anos anteriores. Mesmo com a elevação de 176,5 bilhões de reais da dívida bruta em 2021, o aumento das disponibilidades em quase 49 bilhões limitou o crescimento da dívida líquida, evitando maior impacto negativo na situação financeira de 2022.

A principal conclusão é a de que, nas condições favoráveis apresentadas pela maioria das empresas da amostra em 2021, a simulação não indica que o aumento de custos de dívida tenha impacto significativo sobre os seus principais indicadores de endividamento e solvência. Estes continuariam favoráveis, não obstante se observe alguma redução das taxas de rentabilidade do capital investido.

Fonte: Valor Pro – Elaboração CRC Consultores Associados

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Junho 2022 | Apesar da instabilidade macroeconômica dos últimos 11 anos, desempenho de companhias abertas é positivo

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Esta edição apresenta uma análise sobre o desempenho econômico e financeiro de uma amostra de empresas de capital aberto de 2010 a 2021. Ainda que esse período seja marcado por baixo crescimento, grande instabilidade macroeconômica e reflexos da pandemia da covid-19, que resultou em uma crise global, é possível observar bons resultados na amostragem investigada.

Uma série de indicadores organizados neste estudo aponta algumas das condições macroeconômicas com as quais as empresas tiveram de lidar. Dentre elas, destaca-se a taxa média de crescimento do PIB no período, de mero 1,2% ao ano, que abriga grandes variações. Houve desde o crescimento econômico de 7,5% em 2010 até a queda acumulada de 6,7% em 2015 e 2016, e o impacto da pandemia, que resultou em queda de 3,9% em 2020, com recuperação de 4,6% do PIB em 2021.

No entanto, um conjunto constituído principalmente de empresas abertas e grandes, com administração profissional, padrões de governança e transparência elevados e acesso a recursos dos mercados de capitais domésticos e internacionais, chega ao final do período com resultados surpreendentemente positivos. Um indicador é o fato de que a margem de lucro líquido sobre vendas dessa amostra de empresas, tendo partido de 9,7% em 2010 e caído a apenas 1% em 2015, retornou à média de 9,7% em 2021. Esse resultado combina o aumento de margens brutas, redução das despesas operacionais, ausência de pressão dos salários e queda do custo de dívida.

Foi significativo então, no último ano, o aumento da proporção de empresas com taxas de retorno do capital investido superiores ao custo médio do capital.

Fonte: Demonstrações financeiras Valor Pro – Elaboração CRC Consultores Associados

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Maio 2022 | Resultados dos avanços institucionais do sistema financeiro e das concessões de infraestrutura podem aumentar a produtividade da economia brasileira

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Esta edição apresenta uma análise sobre os resultados potenciais de avanços institucionais implementados nos últimos anos no sistema financeiro e na regulação de concessões de infraestrutura, no aumento da produtividade e do crescimento da economia brasileira. A maior eficiência dinâmica da alocação de recursos pelo mercado de capitais e pelo sistema bancário dirige os recursos para as empresas e projetos que apresentam melhores perspectivas de resultados, favorecendo desse modo os que adotam inovações tecnológicas para obter ganhos de produtividade e competitividade.

Os avanços institucionais na regulação das concessões de infraestrutura, com o reforço da autonomia das agências reguladoras e a criação ou atualização de marcos regulatórios criam condições para um aumento significativo dos investimentos privados nesses projetos. Não obstante a recuperação da capacidade de investir do setor público nessa área seja essencial, o interesse revelado por empresas privadas nessas concessões nos últimos anos mostra que as novas condições regulatórias podem propiciar uma aceleração significativa desses investimentos, desde que seja gerado um fluxo continuado (pipeline) de projetos executivos de boa qualidade. Com a queda dos investimentos públicos nos últimos anos, a participação dos investimentos privados em infraestrutura aumentou, tendo atingido quase 80% do valor em 2021.

Fonte: ABDIB

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Abril 2022 | Acelerar o crescimento da economia é o grande desafio para promover a inclusão social

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Esta edição traz uma análise do baixo crescimento da economia brasileira nos últimos 40 anos, cuja aceleração é necessária para melhorar de modo significativo as condições atuais de milhões de pessoas em condições de pobreza. Trata-se da adoção de política econômica que incorpore uma visão moderna do processo de crescimento, criando ambiente favorável para implementar as inovações, que são o principal fator de crescimento da produtividade, combinadas com o aperfeiçoamento de instituições inclusivas.

A taxa média de crescimento da renda per capita, que era de 4,46% ao ano no período de 1945 a 1980, reduziu-se para apenas 0,72% ao ano entre 1981 e 2021. A projeção do crescimento do produto potencial da economia brasileira nos próximos anos, que está entre 1,5% a 2,0% anuais, é insuficiente para promover a inclusão social.

A perda de dinamismo da economia brasileira desde 1980 se dá, entre outros fatores, pela queda da taxa de investimento do setor público, especialmente em infraestrutura, instabilidade macroeconômica, juros elevados e ambiente de negócios desestimulante para o investimento privado, além da deficiência de recursos humanos qualificados. A opção de manter a economia fechada limita a concorrência, o incentivo à inovação e à exploração de ganhos de escala dada a dificuldade de acesso ao mercado internacional por parte do setor industrial.

A implementação de algumas reformas julgadas necessárias para aumentar a produtividade e acelerar o crescimento constituem desafio político a ser enfrentado. É o caso, por exemplo, de reformas que visem um ajuste fiscal sustentável, sistema tributário simples, funcional e progressivo, e a abertura gradual da economia em ambiente concorrencial e estimulante para a adoção de inovações e aumento da produtividade.

 

Fonte: IBGE – Contas Nacionais

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Março 2022 | Inovações de regras do Banco Central ampliam competição bancária e estimulam o mercado de crédito

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Os programas de inovação adotados pelo Banco Central na área de crédito, iniciados com o BC+ em 2016 e ampliados com o BC# em 2019, têm o potencial de tornar o sistema financeiro brasileiro mais funcional e eficiente. Entre as iniciativas tomadas pelo BCB incluem-se desde a implantação do cadastro positivo até a adoção de duplicatas eletrônicas e os marcos legais para o open banking e as fintechs.

No seu conjunto, e ao lado da digitalização dos processos e serviços bancários, essas mudanças podem contribuir para ampliar a inserção das empresas no mercado de crédito, aumentar a competição entre os bancos e reduzir os spreads e o custo do crédito. Em especial, as empresas de menor porte podem ganhar mais acesso ao crédito bancário.

Fonte: Demonstrações financeiras dos bancos e dados do crédito total PJ do BCB

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Fevereiro 2022 | Como o mercado de capitais mudou o padrão de financiamento das empresas brasileiras

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Com os avanços da regulação promovidos pela CVM, o novo posicionamento do BNDES e a queda da taxa de juros a partir de 2017, houve uma mudança significativa no padrão de financiamento das empresas no Brasil. Foi crescente, desde então, a participação do mercado de capitais, com aumento das captações de recursos pelas empresas via lançamento de ações e emissão de títulos de dívida. A mudança traz diversos benefícios para a economia brasileira, como o estímulo à alocação mais eficiente de recursos e a melhoria da governança das companhias. E há potencial para avançar ainda mais.

Fontes: BNDES, BACEN, ANBIMA

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Janeiro 2022 | Taxa de investimento sobe apesar da crise

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A primeira edição da InsperRadar deste ano traz uma análise sobre os fatores que impulsionaram o aumento do investimento realizado em 2021 por empresas brasileiras, mesmo diante do cenário de instabilidade política e econômica do país.

Dados mostram que a taxa de investimento geral do Brasil subiu de 15,5% do PIB em 2019 para 19% em 2021. Isso se deve exclusivamente ao aumento do investimento privado, que se elevou em 4 pontos percentuais, de 13,7% para 17,7% do PIB.

Fonte: IBGE – Contas Nacionais

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Leia também a nota complementar de janeiro/2022

Dezembro 2021 | Poupança financeira das famílias cresce até o 3º trimestre e mostra tendência declinante

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Uma análise da evolução da poupança financeira das famílias brasileiras desde o início da pandemia mostra a continuidade da geração de fluxos positivos, embora declinantes nos últimos meses, até o terceiro trimestre de 2021.

O valor acumulado de poupança nesse período atinge quase R$ 500 bilhões, equivalentes a 6,7% do PIB no ano terminado neste trimestre. A comparação desses fluxos de poupança financeira com dados das contas nacionais trimestrais mostra que seu impacto atingiu o máximo de 16,4% do consumo total das famílias no segundo trimestre de 2020, com fortes variações daí por diante, até chegar a 3,5% no terceiro trimestre de 2021.

Fluxo de Poupança Financeira Pessoa Física – em milhões de reais

Fontes: Anbima, Bacen, B3, Abecip e Cemec/Fipe

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Novembro 2021 | Situação financeira das empresas é favorável, apesar da crise

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É com satisfação que compartilhamos a primeira edição do Insper Radar, boletim produzido pelo consultor Carlos Antonio Rocca. Com experiência acadêmica e de mercado nos setores público e privado, Rocca é um dos principais observadores da economia brasileira e passa a colaborar com nossa escola em uma série de projetos. Primeiro dos frutos dessa parceria, o Insper Radar trará, mensalmente, análises aprofundadas sobre temas relevantes que concernem ao cenário econômico.

Nesta primeira edição, são analisados efeitos da crise da pandemia, dos choques de preços e da elevação da taxa de câmbio sobre a situação financeira das empresas que atuam no país até o segundo trimestre de 2021. Também é avaliada em que medida essa situação pode favorecer ou dificultar a continuidade do atual ciclo de recuperação da economia brasileira.

Soma da dívida Financeira Líquida/Soma EBTIDA

Gráfico de linha sobre EBITIDA em Bilhões. 2021 2º trimestre 524,8

Fonte: Valor PRO – dados de 454 empresas abertas não financeiras, excluindo Petrobras, Eletrobras e Vale

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Infraestrutura