Juros menores pedem uma nova estratégia

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

A despeito de algumas divergências entre consultores e especialistas financeiros sobre as melhores opções de investimento para garantir uma velhice tranquila, todos concordam que quem quer dormir tranquilo amanhã precisa poupar mais hoje. A novidade recente sobre esse tema no Brasil é a constante redução dos juros iniciada em meados do ano passado.
Até pouco tempo atrás, uma aplicação de renda fixa conservadora oferecia ganho real entre 5% e 6% ao ano. Hoje, está torno de 1%. “Com um juro menor, as pessoas precisam rever seu planejamento financeiro e guardar mais dinheiro”, diz Sinara Polycarpo, superintendente de investimentos do Banco Santander.
Ela exemplifica: com juro real de 4% ao ano, um investidor de 40 anos com planos de se aposentar aos 65 com capital acumulado de R$ 1 milhão deveria poupar R$ 2 mil por mês. Hoje, esse mesmo investidor precisaria poupar R$ 3 mil.
Para Mauro Halfeld, professor da Universidade Federal do Paraná, “as pessoas precisam gastar menos, pois elas têm que fazer sobrar mais dinheiro”. Para Michael Viriato, professor de finanças do Insper, o brasileiro está começando a conviver com juros nominais baixos. “O investidor tinha um ganho alto e não se preocupava, por exemplo, em pagar ou não Imposto de Renda, e hoje isso pode fazer toda a diferença”, diz.
Sinara destaca que, diante das diversas opções de investimento disponíveis, o investidor médio “precisa, cada vez mais, contar com a ajuda das instituições financeiras que oferecem consultoria”. Uma regra de ouro é a diversificação. Com opções tão variadas de investimentos, que começam com fundos de renda fixa vinculados a índices de preços ou com títulos privados em suas carteiras, passam pelos fundos multimercados, imobiliários e de ações; e chegam até títulos do governo que podem ser adquiridos por meio do Tesouro Direto, planos de previdência e carteira própria de ações, é natural que o investidor fique em dúvida. A opção mais indicada é identificar qual grau de risco o investidor está disposto a assumir.
Embora exista certo consenso de que, em busca de uma rentabilidade maior há necessidade de migrar para aplicações com maior risco, é preciso ter claro que quanto mais perto de se aposentar menor deve ser a exposição ao risco, sem que isso indique que um jovem, obrigatoriamente, deva buscar aplicações com risco mais elevado. “Há pessoas que não suportam registrar prejuízo em seus investimentos, mesmo considerando que ao longo do tempo pode haver recuperação”, diz Viriato.
Halfeld chama a atenção para a taxa de administração. Ele avalia que, com o juro básico em 7,25%, taxas acima de 1% podem comprometer a rentabilidade da aplicação. Sinara sugere conferir o histórico da aplicação ao longo do tempo. Outro aspecto a ser considerado é o fiscal. Há algumas aplicações, como os fundos imobiliários, que isentam a aplicação do imposto de renda no rendimento auferido com aluguéis. Os planos de previdência privada, de acordo com a modalidade (PGBL ou VGBL) também oferecem esse benefício.

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Fonte: Valor Econômico – SP – 27/11/2012

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