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Campanhas com microinfluenciadores são estratégia para trazer leads

Eles produzem 66% dos conteúdos disponíveis na internet, possuem entre 5 mil e 10 mil seguidores no mundo virtual e geram engajamento proporcional, por serem mais segmentados. Com este crédito, os microinfluenciadores são hoje ponto de atenção nas estratégias das marcas que os acompanham e exploram seu potencial para promoção de produtos e serviços.

Estudo realizado pela Squid, plataforma de Marketing, aponta que 75% dos microinfluenciadores são do gênero feminino, 70% moram no Sudeste e cerca de 50% têm entre 26 e 35 anos. Os perfis foram analisados através de suas contas no Instagram, mídia social de maior atuação desses profissionais.

“Os microinfluenciadores mostram mais entendimento e proximidade com seu público, diferentemente do grande influenciador, que tem alcance e prestígio. O que vai determinar onde investir é a natureza da marca, que precisa ter um conteúdo com contexto”, enfatiza Romeo Busarello, professor do Insper.

O levantamento da Squid também destaca a importância do conteúdo com contexto. De acordo com a pesquisa, uma a cada quatro pessoas impactadas pelas campanhas digitais se engajam com o que foi postado, devido a sua identificação com o influenciador e, consequentemente, com a marca.

Avaliar o perfil do influenciador é o primeiro passo. O valor de investimento nesse tipo de campanha varia entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, de acordo com a quantidade de publicações sobre o produto ou serviço e o que mais for negociado com a marca.

Métricas

O professor Busarello chama a atenção para a importância estratégica das métricas, apontando que há dois tipos. As métricas de vaidade são as curtidas, compartilhamentos e comentários. Enquanto as de verdade são os leads gerados e quanto foi realmente convertido em vendas.

“As curtidas, compartilhamentos e comentários têm utilidade, servindo para testar hipóteses e fazer pesquisas com quem segue sua marca. É possível extrair um feedback do mercado”, indica.

Além de mensurar o retorno obtido com o trabalho, é preciso garantir outras frentes do processo de profissionalização da área: planejar as campanhas, identificar esses influenciadores e monitorar através de ferramentas tecnológicas.

Diante de uma nova forma de interação com o público e de um novo canal de divulgação de produtos e serviços, o mercado brasileiro está começando a ter maturidade quando o assunto são os influenciadores digitais.

“A tendência é que haja ainda mais profissionalização, com escolhas assertivas do que, quando e como fazer a divulgação, para que as campanhas tragam resultados efetivos”, afirma Gustavo Reis, professor do Insper.

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