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Índice de confiança do setor de pequenas e médias cai para 63,3 pontos

O Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN) caiu de 65,9 pontos para 63,3 pontos, na perspectiva para o terceiro trimestre de 2014. Esta é a quinta queda consecutiva no otimismo do segmento de PME. O resultado é do levantamento feito trimestralmente pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper (CPE), com apoio do Santander.

A queda foi registrada em todas as questões que compõem o índice e, assim como na edição anterior, a retração mais acentuada foi observada na questão relativa às perspectivas de crescimento da economia, de 6,2%. O indicador de confiança na economia passou de 59,4 pontos no segundo trimestre para 55,7 pontos no terceiro. “Há uma percepção geral de que a economia vem sendo conduzida de uma maneira errada, gerando um pessimismo com relação a seu futuro”, avalia o economista José Luiz Rossi Junior, professor responsável pela pesquisa.

A confiança dos empresários em relação a faturamento e lucro no terceiro trimestre caiu cerca de 4%, para 69,3 pontos e 68,9 pontos, respectivamente.

No comércio, o IC-PMN apresentou a maior queda, de 4,4%, variando de 65,5 pontos no segundo trimestre para 62,6 pontos para o terceiro. Na indústria, o índice caiu 3,1%, de 67,1 pontos no segundo trimestre para 65 pontos na pesquisa atual. No setor de serviços, o otimismo está 3,6% mais baixo, passando de 64,8 pontos no segundo trimestre para 62,4 pontos agora.

Centro-Oeste na contramão

As cinco regiões apresentaram resultados bastante diferentes. O Centro-Oeste foi a única que registrou alta no IC-PMN, de 5,26%, passando de 62,7 pontos no segundo trimestre para 66 pontos no terceiro trimestre. Por outro lado, Sul e Sudeste tiveram as maiores quedas, de 7,2% e 4,7%, respectivamente. “Um fator que pode explicar essa discrepância é a heterogeneidade com relação à participação da agricultura, indústria e serviços na atividade de cada região”, diz Rossi Junior.

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Sobre o IC-PMN

Desde 2009, a cada trimestre, o Centro de Pesquisas em Estratégia (CPE), realiza o levantamento do IC-PMN para capturar a confiança do empresário de negócios com faturamento até R$ 80 milhões na economia brasileira.

Os dados são obtidos por meio de entrevistas telefônicas com mais de 1.000 empresários de todo o país que respondem questões obedecendo a uma escala de 0 a 100 pontos, onde 100 representa o nível máximo de confiança.

O CPE conta com a coordenação do professor Luiz Fernando Turatti e o projeto do Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios é coordenado pelo professor Danny Claro.

Julho/2014

Saiba mais sobre o IC-PMN e conheça os professores envolvidos no projeto:

IC-PMN revela queda na confiança dos empresários de PME no Brasil para o 2º trimestre

A confiança dos empresários de pequenos e médios negócios na economia brasileira, para os próximos três meses, teve queda de quase 8%. É o que mostra o resultado do Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), referente ao segundo trimestre de 2014, divulgado em março pelo Centro de Pesquisas em Estratégia (CPE) do Insper, com apoio do Santander.

O indicador apresentou recuo de 4,8% na confiança geral dos empresários, para 65,9 pontos, ante os 69,2 pontos registrados no primeiro trimestre do ano. Esta é a quarta queda consecutiva do índice, desde que atingiu seu ápice no segundo trimestre de 2013, aos 75,2 pontos. “Isso se dá, principalmente, pelo aumento das incertezas com relação ao futuro da economia, que já atinge todos os setores”, explica José Luiz Rossi Junior, professor e pesquisador do Insper, economista responsável pela pesquisa.

O IC-PMN mede a confiança do empresário de negócios com faturamento anual de até R$ 80 milhões na economia brasileira. O índice reflete as perspectivas deste grupo com relação ao futuro da economia, do seu setor e do seu próprio negócio. Trimestral e único no país, o indicador foi lançado em novembro de 2008 e é elaborado pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper em parceria com o Santander. Os empresários respondem questões obedecendo a uma escala de 0 a 100 pontos, onde 100 representa o nível máximo de confiança.

Economia puxou o índice para baixo

Os dados, obtidos por meio entrevistas telefônicas com 1.336 empresários de todo o país, apontam queda em todas as questões que compõem o índice. A perspectiva de crescimento da economia teve a queda mais acentuada, de 7,9%, passando de 61,6 pontos no primeiro trimestre para 59,5 pontos agora. Também caiu bastante a intenção de realizar novos investimentos (6,2%), área que ainda apontava ligeira alta entre janeiro e março, de 67,8 pontos para 63,6 pontos. A expectativa com relação aos lucros recuou de 73,8 pontos para 71,5 pontos agora.

IC-PMN por questão abordada

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Quando separados por regiões, entretanto, o panorama é um pouco diferente. Os empresários de PME na região Norte mostram-se ligeiramente mais animados que seus pares em outros estados. O IC-PMN na região subiu de 69,7 pontos no primeiro trimestre para 69,89 pontos no segundo. Já nas demais regiões o indicador caiu, com destaque para o Nordeste e Centro-Oeste, com queda de 9%.

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Preços devem ser mantidos

Mesmo diante de menor otimismo, entretanto, a maioria dos empresários de PME (53%) pretende manter os preços cobrados por seus produtos. No levantamento feito para a pesquisa, uma das questões abordou as perspectivas de preço para 2014, diante do quadro econômico atual. “Preço é um elemento muito importante na gestão das empresas por ter impacto imediato no faturamento. Mudanças radicais e mal planejadas podem ter efeitos danosos para os resultados de longo prazo”, explica o professor Danny Claro, coordenador deste projeto do CPE.

“O resultado do IC-PMN é coerente com o que têm mostrado outros indicadores de confiança da economia”, diz Luiz Fernando Turatti, coordenador do Centro de Pesquisas em Estratégia.