Empresas seguram mão de obra para ciclo de retomada

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

SÃO PAULO – O nível de emprego no Brasil ficou praticamente estável no mês de setembro. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, a população desocupada no período foi de 5,4% ante 5,3% no mês anterior. Especialistas consultados pelo DCI acreditam que o dado é condizente com a manutenção da estabilidade econômica no País.
A renda média, por outro lado, mostrou resultados positivos já que passou de R$ 1.768,89 em agosto para R$ 1,771,2 no último mês. A massa de rendimento real habitual (R$ 41,3 bilhões) aumentou 0,9% em relação a agosto e 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o professor Fabrício Pessato, da Veris Faculdades, os salários se mantiveram altos pois a época da pesquisa corresponde a um período em que a indústria contrata mais para se preparar para as vendas do final do ano.
O baixo crescimento do setor industrial chamou a atenção durante este ano. Apesar disso, o setor não diminuiu postos de trabalho. Segundo o professor do Insper, Otto Nogami, os industriais estão “mantendo os empregos, na esperança de um novo ciclo da economia em breve”.
Segundo o IBGE, em setembro do ano passado o setor representava 16,4% do percentual de ocupados. No mês de setembro deste ano o número chegou a 16%.
Para ele esse cenário também reflete o baixo crescimento da economia brasileira já que não são criados novos postos de trabalho. O relatório Focus que mostra a opinião do mercado financeiro, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira, aponta expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,54% neste ano. Segundo a PME, os empregos com carteira assinada no setor privado tiveram alta de apenas 0,3% ante o mês anterior, o que mostra praticamente um cenário de estabilidade dos postos.
Regiões
A PME é realizada a partir de dados de seis regiões metropolitanas do País: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em setembro a taxa de desocupação caiu em Recife (de 6,7% para 5,7%), cresceu em São Paulo (de 5,8% para 6,5%) e ficou estável nas demais regiões.
Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, “São Paulo apresentou maior contingente de desocupados o que pode ser explicado pelo maior estímulo da população em procurar emprego nesta época do ano”. Ele também destacou que a região metropolitana é expressiva pois representa 40% da população ocupada do conjunto dos locais pesquisados.
2013
A maioria dos especialistas consultados pelo DCI acredita que se for confirmado um crescimento maior da economia no próximo ano, O País pode ter resultados satisfatórios também para o mercado de trabalho.
A professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Celina Ramalho, colocou que “a economia brasileira passa por uma fase de acompanhamento de período de eleições, e que o crescimento deverá ser retomado no ano que vem, com no mínimo a manutenção ou a criação de novos cargos e melhores salários”.
O professor do Insper alerta para o fato de que a se a “retomada do crescimento demorar demais, a indústria vai chegar num momento que terá que eliminar postos de trabalho, mas as festas de final de ano dão um certo alento a setor, então irão esperar ate janeiro para ter uma percepção mais nítida do que vai acontecer em 2013”. O relatório do Banco Central aponta que a economia deve crescer 4% em 2013.
Para o professor Pessato, uma área que preocupa é a construção civil que mesmo com estímulos do governo como os projetos Minha Casa Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está enfrentando uma queda de lucratividade que pode resultar em demissões. O rendimento real do trabalhador deste setor, caiu 1,2% em setembro ante agosto deste ano.

Fonte: DCI – SP – POLITICA ECONOMIA

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