CPP Debate: Copa do Mundo no Brasil

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Cidades-sede precisarão saber aproveitar a exposição mundial para obter vantagens depois da Copa

Exatos 30 dias antes da Copa, quase 100 pessoas participaram deste CPP Debate que reuniu Antero Greco, jornalista da ESPN e colunista do jornal O Estado de S.Paulo, e o professor José Renato Araújo, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da USP. Eles apresentaram, de modo geral, sua visão a respeito da realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil – quais as vantagens e desvantagens para o País, e depois responderam perguntas do público.

É consenso entre os debatedores que grandes eventos exigem investimentos altos e, na maior parte das vezes, resultam em prejuízo. No curto prazo, o principal ganho para o país é a exposição mundial. No longo prazo, as cidades que são sedes dos jogos podem extrair vantagens da exposição global promovida por estes eventos, como aconteceu com Barcelona depois dos Jogos Olímpicos de 1992.

No caso do Brasil, tanto Araújo como Greco enxergam perspectivas positivas para os estádios que estão em regiões onde os campeonatos de futebol são consolidados. “Os estádios vão ser aproveitados, mas não se pode dizer que vão recuperar o investimento só com bilheteria”, apontou Greco.

Já nas cidades onde o público que frequenta estádios é baixo, manter as arenas rentáveis depois da Copa será um grande desafio. “Um estádio fechado é mais caro do que um estádio em uso. Se considerarmos quantos jogos são disputados em cada campeonato, os estádios estão fechados a maior parte do tempo durante o ano”, lembrou Araújo.

Outra questão abordada foi o sentimento da população, que está bastante dividido, na opinião dos dois participantes. “Para algumas pessoas faz sentido, é importante ter um jogo da Copa em sua cidade”, disse Araújo. Ele e Greco acreditam que haverá manifestações durante a Copa, mas concordam que reclamações sobre investimentos feitos já não fazem mais sentido. “O dinheiro já foi gasto, já está lá nos estádios”, afirmou Greco.

Também se falou sobre planejamento, investimento dos governos e da iniciativa privada, controle de orçamento das obras, quais as chances do Brasil vencer e se isso vai ter impacto sobre a eleição – Greco e Araújo foram categóricos: não.

 

Conheça os participantes:

Antero Greco: Começou a comentar as transmissões de futebol da TVA Esportes em 1994, duas semanas após a criação do canal, que mais tarde se transformou na ESPN Brasil. Em 2000, passou a fazer o SportSCenter com Paulo Soares. Antero já participou da bancada do Linha de Passe e, atualmente, também faz o É Rapidinho, da ESPN. Cobriu todas as Copas do Mundo, de 1978 em diante, além de outros torneios internacionais. É colunista do jornal O Estado de S.Paulo, onde iniciou a carreira como revisor e também atuou na editoria de Esportes como repórter especial, editor e chefe de reportagem.

José Renato Araújo: É Professor-doutor na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH/USP), coordenador do Observatório Interdisciplinar de Políticas Públicas da EACH/USP e membro do LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas) sediado no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Foi coordenador do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, campus Leste, entre 2006 e 2011. É autor do livro Imigração e Futebol: O Caso Palestra Itália co-editado pela FAPESP e Editora Sumaré, além de colaborar em inúmeras publicações científicas brasileiras e internacionais. É Mestre em Sociologia e Doutor em Ciências Sociais pela UNICAMP.

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