[{"jcr:title":"Insper e Ipen firmam acordo para fomentar o desenvolvimento tecnológico"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Insper e Ipen firmam acordo para fomentar o desenvolvimento tecnológico","jcr:description":"A parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares vai colocar em contato os pesquisadores das duas instituições em busca de aplicações práticas para projetos"},{"subtitle":"A parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares vai colocar em contato os pesquisadores das duas instituições em busca de aplicações práticas para projetos","author":"Ernesto Yoshida","title":"Insper e Ipen firmam acordo para fomentar o desenvolvimento tecnológico","content":"A parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares vai colocar em contato os pesquisadores das duas instituições em busca de aplicações práticas para projetos   Tiago Cordeiro   De um lado, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), uma [autarquia gerenciada](https://www.ipen.br/portal_por/portal/interna.php?secao_id=6) pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Ocupa uma área de 500 mil metros quadrados dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP), onde desenvolve pesquisas em biotecnologia, física nuclear, radioquímica, materiais avançados, nanotecnologia e na obtenção e preparação de cerâmicas especiais, biomateriais e crescimento de monocristais para o uso em lasers. De outro, o Insper, uma [instituição sem fins lucrativos](https://www.insper.edu.br/quem-somos/) , dedicada ao ensino e à pesquisa, que oferece cursos de graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, além de educação executiva e programas customizados. É reconhecido pela formação de líderes inovadores, com foco em pesquisa aplicada e um olhar dedicado às demandas da sociedade e das organizações, do Brasil e do exterior. A partir de agora, as duas instituições vão atuar em parceria. O acordo foi formalizado em um [evento](https://www.insper.edu.br/agenda-de-eventos/encontro-ipen-insper/) realizado no dia 18 de junho, ocasião em que pesquisadores de ambos os espaços reforçaram os laços — um esforço iniciado ao longo dos últimos meses e que incluiu uma [visita](https://www.ipen.br/portal_por/portal/interna.php?secao_id=37&campo=20541) do Insper ao Ipen, em fevereiro. Naquela ocasião, já ficou claro que uma série de pesquisas desenvolvidas ali tem grandes aplicações práticas, incluindo, por exemplo, um estudo que envolve o uso de laser na agricultura; ele pode ser acoplado a um drone e, assim, auxiliar no controle de pragas.   Desenvolvimento tecnológico aplicado Em abril, uma [nova visita](https://www.ipen.br/portal_por/portal/interna.php?secao_id=38&campo=20783) consolidou a parceria e já coletou algumas das assinaturas necessárias. Agora, durante o encontro do dia 18, foi a vez de o Insper receber representantes do Iprn, que conheceram alguns dos Projetos Finais de Engenharia ( [PFEs](https://www.insper.edu.br/pfe/) ) da instituição. Trata-se de um dos marcos de conclusão do processo de formação da graduação na área, na medida em que coloca os alunos para desenvolver soluções voltadas para demandas reais de empresas e instituições. Também foram realizadas as assinaturas finais, formalizando o acordo de maneira definitiva. “Para nós, é uma satisfação celebrar [neste evento] o que iniciamos há alguns meses, uma parceria que será muito proveitosa para todos. Acreditamos que daqui vão surgir muitas inovações, muitos trabalhos de tecnologia que acreditamos que poderão ser transferidos à sociedade para o seu próprio benefício”, diz Isolda Costa, pesquisadora e superintendente do Ipen. Para Guilherme Martins, presidente do Insper, o acordo de cooperação com o Ipen é um marco que vem ao encontro dos objetivos da escola em ampliar as atividades de pesquisa voltadas para inovação. “Acordos como esse são essenciais para que o Insper possa cada vez mais continuar contribuindo com o país, assim como o Ipen faz tão bem. O nosso compromisso é fazer muito investimento nos próximos anos para expandir o nosso impacto do desenvolvimento tecnológico aplicado.”   Guilherme Martins, presidente do Insper, fala durante a cerimônia de assinatura do acordo   Expertises complementares Como afirma [Arnaldo Silva](https://www.linkedin.com/in/arnaldo-silva-20b61b11?utm_source=share&utm_campaign=share_via&utm_content=profile&utm_medium=android_app) , que já foi subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e atua como consultor para o Ipen, a aproximação entre as instituições visa aproveitar a expertise do Insper em transformar resultados de pesquisas em produtos de inovação para a sociedade “Pela natureza das atividades que desenvolve, o Ipen protege seu patrimônio intelectual, valoriza a produção de patentes. Da porta para dentro, está muito bem estruturado. A parceria com o Insper vai ajudar a dar maior visibilidade para essas pesquisas, da porta para fora, com o apoio de pesquisadores e alunos acostumados a desenvolver trabalhos com foco em inovação e na aplicabilidade dos projetos.” Para [Cristine Pinto](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/cristine-campos-de-xavier-pinto/) , professora titular do Insper, diretora de pesquisa e coordenadora do Centro de Ciência de Dados ( [CCD](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-ciencia-de-dados/) ) da instituição, além de impulsionar as pesquisas já desenvolvidas pelo Ipen, a proposta da parceria é fomentar trabalhos em conjunto com os professores das graduações em Engenharia do Insper. “As duas instituições têm expertises que se complementam. O Ipen tem dificuldade em levar ao mercado as pesquisas de ponta que desenvolve e o Insper tem esse olhar para a inovação e as demandas da sociedade”, afirma. “Além disso, para nossos docentes e alunos, o contato com os pesquisadores e os laboratórios de uma instituição de referência como o Ipen representa uma grande oportunidade.” Para Niklaus Wetter, diretor de pesquisa, desenvolvimento e ensino do Ipen, a complementaridade entre as duas instituições traz fluidez para esse acordo. “Muita gente pode achar que há uma grande diferença entre essas duas instituições, mas não é bem assim. Há fluidez em termos de ensino e pesquisa. As instituições têm muito em comum e há muitas possibilidades a serem exploradas, o que beneficiará os dois lados.”   Foco na interdisciplinaridade A proposta, a partir de agora, é reforçar os contatos entre os pesquisadores para, de forma orgânica, começar a desenvolver projetos em conjunto, diz [Joice Miagava](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/joice-miagava/) , professora do Insper em tempo integral desde 2015 e coordenadora do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação ( [PIBITI](https://www.insper.edu.br/graduacao/iniciacao-cientifica-tecnologica/) ). “Creio que a parceria pode ser bastante benéfica para ambos os lados. O Ipen é uma instituição bastante consolidada na pesquisa, com infraestrutura de ponta e equipe muito especializada. O Insper tem como um dos pilares a inovação e um corpo docente e discente que entende que a interdisciplinaridade é muito importante para o sucesso de um projeto”. Ao mesmo tempo, a Engenharia do Insper ainda está dando seus primeiros passos na pesquisa, aponta ela. “Está buscando se estruturar nessa frente. Isso ocorre depois de a maioria do corpo docente ter ficado focado no desenvolvimento e consolidação do curso de graduação. Assim, para os professores da Engenharia, pode ser uma forma de voltar a estar mais próximo da pesquisa, de se atualizar e retomar essa carreira.” Com a vantagem adicional de contar com o compartilhamento de infraestrutura de pesquisa, que tem custos elevados. “Não faz sentido cada equipe de pesquisa ter o seu próprio equipamento e não compartilhar com outros. Isso porque, de alguma forma, os custos podem ser ‘distribuídos’ e porque equipamentos, quando ficam muito ociosos, têm uma tendência maior a dar problemas”, diz Miagava. Já para o Ipen, entre os benefícios imediatos, estão a capacidade de contar com alunos do Insper para acelerar o desenvolvimento de projetos. “Além disso, algumas das expertises de nossos professores podem ser complementares às deles e agregar no desenvolvimento das ideias e soluções. Alguns exemplos de nossas áreas que podem ter interface e podem gerar bons projetos em conjunto é a inteligência artificial, a manufatura avançada e a bioengenharia”, afirma ela.   Oportunidades para empreender A capacidade de inovar do Insper vai se mostrar crucial para o sucesso deste acordo, como afirma [Rodrigo Amantea](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/rodrigo-amantea/) , head do [Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha](https://www.insper.edu.br/noticias/por-dentro-do-hub-de-inovacao-agosto-2022/) . “Para o Hub, esta é uma oportunidade muito interessante. Existe uma competência de pesquisa instalada no Ipen que pode ser complementar à nossa capacidade de formar empreendedores. Temos diante de nós um amplo leque de oportunidades de projetos que podem ser desenhados em conjunto, construindo em cima de competências complementares do Ipen e do Insper. Podemos transformar tecnologias incríveis em negócios.” Representantes do Insper e do Ipen durante a cerimônia  "}]