[{"jcr:title":"Economia azul considera o mar como recurso ou meio para geração de riqueza"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Economia azul considera o mar como recurso ou meio para geração de riqueza","jcr:description":"Curso do Laboratório mostra como explorar de forma sustentável as atividades econômicas em um país que está entre os maiores do mundo em extensão litorânea"},{"subtitle":"Curso do Laboratório mostra como explorar de forma sustentável as atividades econômicas em um país que está entre os maiores do mundo em extensão litorânea","author":"Ernesto Yoshida","title":"Economia azul considera o mar como recurso ou meio para geração de riqueza","content":"Curso do Laboratório mostra como explorar de forma sustentável as atividades econômicas em um país que está entre os maiores do mundo em extensão litorânea   Bruno Toranzo   O Brasil está entre os 15 países do planeta com maior extensão litorânea. Essa proximidade com o mar traz uma série de oportunidades para a economia das cidades. A lógica da chamada economia azul é precisamente considerar o mar como um ativo porque se trata de recurso ou meio para geração de riqueza de diversos setores – como o de turismo, o náutico, o da pesca, defesa, biotecnologia e mineração. Assim, cresceu, sobretudo nos últimos anos, a preocupação com o saneamento do mar, ou seja, a atenção com políticas públicas para manter as águas limpas. “A ênfase na sustentabilidade ambiental passa inclusive por assegurar que as regiões no entorno dos portos estejam limpas, revitalizadas e com uma vida ativa, chamando a atenção da população para elas e impulsionando atividades culturais e de gastronomia”, diz Antonio Pinaud, especialista em planos de desenvolvimento local e regional sustentável e docente à frente do curso do Insper de educação executiva [“Economia Azul e Cidades”](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/economia-azul-e-cidades/#:~:text=O%20Insper%20incentiva%20a%20pluralidade,possibilidade%20de%20aplica%C3%A7%C3%A3o%20e%20impacto.) , que será oferecido em maio. Os oceanos têm recebido atenção crescente da comunidade internacional. No ano passado, os Estados-membros da ONU (Organização das Nações Unidas) assinaram acordo histórico de proteção dos mares depois de 15 anos de discussões. Por meio dele, cerca de 30% dos oceanos passarão a ser áreas protegidas até 2030. Atualmente, esse índice é de apenas 1,2%. Isso significa que, nesses locais, atividades como pesca, passagem de navios e mineração terão controle rígido. O acordo se concentra, portanto, nas regiões de alto-mar que estão fora das águas nacionais dos países. Esses locais representam 60% da superfície dos oceanos e reúnem recursos estratégicos para a humanidade. Isso porque fornecem metade do oxigênio e absorvem grande parte do dióxido de carbono emitido. A estimativa é que 95% dos ecossistemas do alto-mar estejam ameaçados pelas mudanças climáticas, poluição e pesca predatória. “Medidas como essa são fundamentais, assim como o desenvolvimento da economia local para que a exploração do turismo e de outras atividades seja feita de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente”, afirma Pinaud, ressaltando que esses serão tópicos abordados em sala de aula durante o curso promovido pelo Laboratório Arq.Futuro de Cidades. Ainda que o mar seja mais lembrado na economia azul, ela se aplica também aos rios, lagos e lagunas. “As intervenções realizadas nos últimos anos no Rio Pinheiros em São Paulo são um exemplo de economia azul. As ligações de esgoto e demais obras de saneamento básico vêm permitindo recuperar o ecossistema que estava morto, o que será relevante para trazer de novo a população paulistana para interagir com esse ambiente”, explica Pinaud. “Ao interagir com o rio de alguma forma, por meio das atividades econômicas que surgirão, nos próximos anos, no seu entorno, a cidade de São Paulo terá sido bem-sucedida no seu esforço de economia azul”, observa ele.   Integração Para Renato Regazzi, especialista em desenvolvimento regional, cadeias produtivas e gestão de projetos, que também lecionará no curso, há necessidade de integração entre os setores para que os potenciais da economia azul sejam aproveitados ao máximo. “A lógica é de integração por meio de uma convergência entre as atividades econômicas para o desenvolvimento dessas cidades litorâneas. Há setores que não se percebem como correlatos, motivo pelo qual a política pública de estímulo à economia azul deve fazer com que eles se conversem ou se relacionem”, sublinha Regazzi. Nesse contexto, segundo o especialista, não há como um porto ignorar o impacto ambiental causado por suas atividades. “Há exemplos no mundo de cidades que utilizam o porto como um ativo que agrega valor a várias atividades econômicas. Em alguns casos, como Lisboa, que tem atraído várias empresas de tecnologia, Buenos Aires, com o bairro de Puerto Madero, e Amsterdã, ele ocupa papel central no planejamento urbano”, completa elei. Um exemplo de convergência para uma cidade como Maceió seria, de acordo com Pinaud, integrar profissionais da economia criativa, nas áreas de design de produtos, arquitetura, artes plásticas e arte popular com a iconografia alagoana, o folclore, as paisagens (o mar, as lagunas, fauna e flora), personagens (jangadeiros, pescadores e marisqueiros, entre outros) ou símbolos da cultura local. Esses elementos funcionariam como inspiração para o desenvolvimento de mobiliário que incorpore a identidade do território, integrando-a com a indústria do setor para a produção de peças como cadeiras, mesas e estantes, que poderão ser disponibilizados para, digamos, hotéis e pousadas.   A força econômica da praia Há, além disso, um outro aspecto da economia azul que está relacionado à praia. No Rio de Janeiro, considerando as principais praias da capital fluminense, bilhões de reais são movimentados por ano pelos quiosques, ambulantes e demais atividades realizadas na areia e na orla. “Como a população utiliza bastante para o lazer, a praia é, de fato, também, um território gerador de emprego e renda. Oferece ainda a menor barreira de entrada para empreender dentro dessa dinâmica própria da economia azul”, destaca Regazzi. “O que precisa, no entanto, ser estimulado nos quiosqueiros e na atividade dos ambulantes, por exemplo, é o empreendedorismo profissional. Com a profissionalização, vem também uma maior consciência sobre a relevância de prezar pela sustentabilidade, preservando o meio ambiente, que, nesse caso, representa o local de geração da renda”, aponta. Além de todas essas questões, o curso vai abordar, ainda, a importância de uma cultura oceânica no Brasil, estimulando a população a considerar o mar como um recurso ou meio para empreender. Há por fim espaço para as chamadas bluetechs , startups da economia azul, com atenção especial a modelos internacionais como o de Portugal. [Saiba mais sobre o curso Economia Azul e Cidades clicando aqui.](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/economia-azul-e-cidades/#:~:text=O%20Insper%20incentiva%20a%20pluralidade,possibilidade%20de%20aplica%C3%A7%C3%A3o%20e%20impacto.)"}]