[{"jcr:title":"Desafios de transformação digital nas empresas são temas de viagem para a Europa dos alunos do Insper"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Desafios de transformação digital nas empresas são temas de viagem para a Europa dos alunos do Insper"},{"author":"Ernesto Yoshida","title":"Desafios de transformação digital nas empresas são temas de viagem para a Europa dos alunos do Insper","content":"Alunos do MBA Executivo Internacional observaram como o Reino Unido e a Alemanha utilizam a tecnologia para impulsionar mudanças consistentes de negócio e resolver problemas como a transição energética   Bruno Toranzo   A transformação é uma capacidade cada vez mais exigida das empresas. Considerada antes uma vantagem competitiva, ela tornou-se, nos últimos anos, essencial para que as organizações se mantenham bem posicionadas em seus mercados de atuação. Os líderes em transformações bem-sucedidas, sete em cada dez mais precisamente, concordam que a capacidade de fazer grandes mudanças nos negócios é fundamental para o futuro das suas empresas, de acordo com [estudo da escola de negócios da Universidade de Oxford](https://www.sbs.ox.ac.uk/research/research-areas/organisation-studies/transformation-leadership-humanscentre) . A maioria dos respondentes (85%) esteve envolvida em duas ou mais grandes transformações nos últimos cinco anos. Foi esse o assunto escolhido para a viagem dos alunos do [MBA Executivo Internacional](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/mba/mba-executivo-internacional/) do Insper, que estiveram na Europa em abril para explorar a transformação digital nas organizações. Viagens como essa, que compõem as Learning Journeys e fazem parte do curso, são obrigatórias. Cada estudante deve ir a pelo menos dois dos três destinos ofertados ao longo do MBA. “Observamos algumas empresas que estão inseridas na transformação dos seus negócios. Com a introdução de novas tecnologias, como a inteligência artificial, esse processo se acelerou. Enfrentamos, ainda, uma pandemia, que fez com que as empresas acelerassem investimentos em tecnologias digitais para, em alguns casos, transformar a forma de gerenciar suas operações e de se relacionar com seus clientes”, diz André Duarte, professor do Insper que acompanhou os alunos na viagem para Londres, um dos centros financeiros europeus mais relevantes, e para Berlim, que tem por característica a dinamicidade no mercado de tecnologia e startups. “O que precisa ficar claro é que, independentemente da tecnologia envolvida, como IA, IoT e impressora 3D, a transformação deve se concentrar nas pessoas, por meio do seu engajamento em direção às mudanças pretendidas para o negócio”, completa. Ainda segundo o estudo de Oxford, a transformação é um processo por meio do qual grandes modificações são feitas para melhorar o desempenho da organização e promover seu crescimento sustentável. Podem ser revistos aspectos de modelo de negócios, de operação, de força de trabalho e de experiência do cliente, por exemplo. As pessoas precisam ser colocadas no centro para que elas acreditem nos propósitos da transformação, contribuindo para que os objetivos sejam efetivamente alcançados. “Além da questão de olhar genuinamente para as pessoas, percebemos que toda transformação começa com uma pergunta: qual problema queremos resolver? Ainda que seja difícil de forma geral responder a essa pergunta, é a resposta que indicará o caminho a ser percorrido”, diz Karina Santos de Araújo, aluna do MBA que trabalha com a elaboração de estratégias de comunicação e de marketing de marcas no ambiente digital. “A questão é que, muitas vezes, começamos pela tecnologia, escolhendo os recursos e soluções que serão usados, mas ainda sem entender e identificar ao certo o principal problema a ser resolvido.”   Integração do sistema financeiro  Em Londres, os alunos tiveram contato com uma série de inovações voltadas para resolver problemas comuns do dia a dia. “O metrô já é um exemplo disso. É possível usar o cartão de crédito para acessar o sistema, que não depende de um cartão próprio, como o bilhete único em São Paulo. A cobrança é feita por trecho, com o sistema sabendo exatamente a estação que você entrou e aquela do seu desembarque”, destaca Felipe Mahatma, também aluno do MBA que fez a viagem. Os estudantes tiveram aula na London School of Economics, uma das principais escolas de negócio do Reino Unido; reuniões com consultores, que demonstraram como implementar a transformação digital nas empresas; e visitas a empresas locais. Na seguradora Allianz, a country manager demonstrou como a empresa está se transformando por meio da adequação às novas possibilidades do mercado financeiro. A digitalização da indústria financeira tem crescido em todo o mundo, impulsionando o acesso a esses serviços e produtos e estimulando a concorrência nesses mercados. Do ponto de vista tecnológico, essa transformação tem sido viabilizada por meio do uso de APIs, que permitem a integração entre diferentes sistemas de instituições financeiras em inovações como Open Banking (chamado de Open Finance no Brasil por ser mais abrangente) e Open Insurance.   Transição energética Na Alemanha, os alunos visitaram a Câmara de Comércio Alemã para entender as principais características da economia do país e os desafios enfrentados no momento em termos de transformação dos negócios. “O país, que ostenta um dos maiores PIBs do mundo, enfrenta atualmente dificuldades. A energia barata que vinha da Rússia, advinda do gás natural, é uma delas, já que o fornecimento, interrompido por causa da guerra, eleva os custos na Alemanha para obter energia. A concorrência da sua indústria com a asiática, especialmente chinesa, é outra. Sua mão de obra tornou-se cara, ainda mais considerando o valor praticado por esses países concorrentes, e escassa, por causa do envelhecimento da população”, resume Felipe. Nesse cenário, a Alemanha promove uma transformação energética, buscando a transição para fontes de energia renováveis, o que passa por desativar suas usinas nucleares. “A transformação digital por lá está pautada na questão energética. Os investimentos em novas tecnologias são direcionados para resolver esse grande desafio da sociedade. Essa preocupação não é apenas do governo, mas das empresas, com a tecnologia sendo usada para tornar as organizações mais sustentáveis e justas”, finaliza o professor André.   Próxima Learning Journey Se interessou pelas viagens promovidas pelo Insper? A próxima irá discutir empreendedorismo e venture capital no Vale do Silício. Mais informações no link: [Learning Journey Vale do Silício (EUA) – Insper soluções em Educação Executiva.](https://ee.insper.edu.br/cursos/internacional/learning-journey-vale-do-silicio-eua/)"}]