[{"jcr:title":"Abertas as inscrições para o Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI)","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Abertas as inscrições para o Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI)","jcr:description":"Os alunos de graduação do Insper que participam de projetos de iniciação desenvolvem habilidades importantes, tanto para a carreira acadêmica quanto para o mercado de trabalho"},{"cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação"},{"subtitle":"Os alunos de graduação do Insper que participam de projetos de iniciação desenvolvem habilidades importantes, tanto para a carreira acadêmica quanto para o mercado de trabalho","author":"Tiago Cordeiro","title":"Abertas as inscrições para o Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI)","content":"Os alunos de graduação do Insper que participam de projetos de iniciação desenvolvem habilidades importantes, tanto para a carreira acadêmica quanto para o mercado de trabalho A aluna Barbara Martins Damasceno, do curso de Engenharia Mecatrônica   Tiago Cordeiro   Levar adiante o desenvolvimento de um protótipo de equipamento que utilize espectroscopia por infravermelho próximo para identificar casos de síndrome do desconforto respiratório agudo. Pouco invasivo, o dispositivo seria especialmente útil para o acompanhamento de pacientes com algumas doenças respiratórias, como complicações da covid-19. Essa foi a missão para a qual a paulistana [Barbara Martins Damasceno](https://www.linkedin.com/in/barbara-martins-damasceno?originalSubdomain=br) se candidatou a cumprir entre agosto de 2022 e julho de 2023. Aluna de [Engenharia Mecatrônica](https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica/) , bolsista do Insper, atualmente com 22 anos e cursando o último semestre do curso, ela foi incentivada por colegas que haviam participado do programa de iniciação científica e tecnológica do Insper. O programa é destinado a alunos de graduação interessados em desenvolver pesquisa científica ou produzir conhecimento em tecnologia e inovação. [As inscrições para a edição de 2024 estão abertas.](https://www.insper.edu.br/graduacao/iniciacao-cientifica-tecnologica/)   Pesquisa científica e tecnológica Os alunos recebem bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do próprio Insper. Contam com orientação de professores da instituição. São duas opções diferentes, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI). Coordenado pelo professor [Bruno Varella Miranda](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/bruno-varella-miranda/) , o PIBIC é focado em expandir o conhecimento fora da sala de aula, com aplicação de método científico em temas que são do interesse do aluno e que podem levá-los a se tornar novos pesquisadores. Já o PIBITI, do qual Damasceno participou, incentiva os alunos a aplicarem e aperfeiçoarem seus conhecimentos em atividades práticas de desenvolvimento tecnológico e inovação. “A iniciação tecnológica é especialmente adequada para os cursos de Engenharia, ainda que se preste a alunos de todas as graduações. É focada em desenvolver projetos práticos, em produtos, softwares e equipamentos”, explica a coordenadora do programa de PIBITI no Insper, a professora [Joice Miagava](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/joice-miagava/) . “O aluno de graduação passa um ano focado em melhorar algum processo, incrementar algum componente. Até mesmo quando ele conclui que um determinado caminho em pesquisa não é válido, essa é uma forma de apresentar resultados relevantes. É uma atividade muito adequada para se realizar no início do curso, a partir do segundo semestre, com benefícios tanto para uma futura carreira acadêmica quanto para a atuação no mercado de trabalho”, explica a docente. Foi o que Barbara Damasceno descobriu ao longo de seu ano de aprendizado.   Aperfeiçoamento de equipamento Em geral, os alunos interessados procuram por professores com os quais se identificam — e eles, por sua vez, costumam indicar iniciativas. “Acontece de os estudantes indicaram os projetos que desejam desenvolver, mas mesmo nesses casos o docente orientador atua para definir o escopo de acordo com a disponibilidade de recursos do Insper”, diz Miagava. Damasceno consultou a professora [Ana Carolina de Magalhães](https://www.linkedin.com/in/ana-carolina-de-magalh%C3%A3es-36942548/?originalSubdomain=br) , que sugeriu à estudante aperfeiçoar um trabalho desenvolvido por um aluno de graduação em Engenharia de Controle e Automação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Giácomo Antonio Dollevedo. Ele desenvolveu um trabalho de conclusão de curso que consistia num protótipo para medir oxigenação sanguínea utilizando a técnica de espectroscopia por infravermelho próximo. A solução é capaz de mensurar a oxigenação sanguínea em unidades de terapia intensiva (UTIs) hospitalares. A prova de conceito foi realizada e o componente foi validado em ambiente clínico, porém sua utilização não é fácil, especialmente para as equipes que operam o equipamento no dia a dia. “Quando são lançados comprimentos de onda diferente, a hemoglobina as absorve de formas variadas, o que permite conhecer o grau de saturação de oxigênio, de forma não invasiva”, explica Magalhães. “A ideia era melhorar o equipamento, no sentido de deixá-lo menor e conectado a uma interface própria, com tela touch, de uso intuitivo.”   Barbara com a professora Ana Carolina de Magalhães   Avanço parcial Como é muito comum em pesquisas acadêmicas com foco em tecnologia, a aluna precisou encontrar soluções para problemas de diferentes ordens. “O mercado de importação de componentes ainda não se recuperou completamente da pandemia, o que dificultou o acesso a peças importantes. Além disso, para alguns desafios do projeto, eu precisei buscar o suporte dos profissionais do laboratório do Insper”, diz Damasceno. “A capacidade de trabalhar em grupo e buscar soluções criativas para problemas complexos representa um dos grandes diferenciais de atuar em um projeto de iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação”, avalia Magalhães. Para dar conta da dificuldade na importação, mudanças no esquemático eletrônico foram feitas para que componentes do mercado nacional pudessem ser usados em quase todos os circuitos necessários. Mesmo assim, outros componentes tiveram que ser importados, como foi o caso dos LEDs. Além disso, durante o processo de montagem do circuito eletrônico, a estudante encontrou dificuldades, especialmente na compreensão do circuito de amplificação, desde seu funcionamento até seus parâmetros para operar normalmente para o dispositivo. “O projeto não foi concluído inteiramente, mas alcancei avanços importantes. Aprendi muito com a experiência”, relata a aluna. “Aprofundei meus conhecimentos em biofotônica, tive que aprender bastante eletrônica, e também definir o cronograma do projeto. Não era um trabalho comum de faculdade, era um desafio maior.” O dispositivo apresenta alguns desafios, que podem ser encarados por uma próxima pesquisa, como aponta o relatório final: “A elaboração do dispositivo para mensurar oxigenação sanguínea teve seu desenvolvimento pausado devido a problemas encontrados durante os testes do circuito eletrônico em protoboard. Esses problemas são associados a quantidade de ruído na transmissão do sinal dos receptores e a falha no circuito de amplificação entre os amplificadores. A resolução desses problemas é a primeira perspectiva futura para dar continuidade no desenvolvimento.”   Aprendizado importante A aluna alcançou o objetivo central, que é trabalhar num projeto de aplicação prática e aprender no processo, afirma a orientadora. “Não se trata apenas de aprender atividades técnicas, mas desenvolver habilidades que facilitam lidar com os percalços, estudar o que outros fizeram, deixar documentação para quem vem depois.” Também foi importante aprender a estruturar a pesquisa, sem empacar em problemas pontuais. “Outro benefício é aprender como o próprio aluno se organiza, em que horários se sente mais produtivo para programar, ler um texto ou revisar um código. Projetos assim contribuem para melhorar a capacidade de alocar o tempo da melhor forma possível, conciliando com as demais atividades, tanto da faculdade quanto pessoais.” A estudante ficou satisfeita com a jornada. “Não cheguei aonde queria, o ideal seria ver o equipamento pronto. Mas aprendi muito, fiquei bastante orgulhosa”, relata. “Quando eu era criança, queria ser cientista. Agora entendi melhor o que significa, na prática, atuar em pesquisa. O projeto abriu portas para a possibilidade de seguir uma carreira acadêmica.”  "}]