[{"jcr:title":"A carreira e os desafios profissionais no mercado de computação"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"A carreira e os desafios profissionais no mercado de computação","jcr:description":"Quatro alumni do curso de Engenharia de Computação compartilharam dicas em bate-papo promovido pelo Insper"},{"subtitle":"Quatro alumni do curso de Engenharia de Computação compartilharam dicas em bate-papo promovido pelo Insper","author":"Ernesto Yoshida","title":"A carreira e os desafios profissionais no mercado de computação","content":"Quatro alumni do curso de Engenharia de Computação compartilharam dicas em bate-papo promovido pelo Insper   Bárbara Nór   No dia 10 de maio, o Insper promoveu o [Painel de Carreiras de Computação](https://www.insper.edu.br/agenda-de-eventos/painel-de-carreiras-computacao/) , com a presença de quatro alumni do curso de [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao/) . O evento é parte de uma iniciativa da escola para aproximar ex-alunos e estudantes da graduação para conversar sobre carreira, tirar dúvidas e compartilhar dicas. Ao longo do encontro, os alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas e pedir conselhos sobre o mercado de trabalho. André Toyama, engenheiro de softwares na Microsoft, foi o primeiro a compartilhar sua trajetória. Aluno da primeira turma de Engenharia do Insper, de 2015, André se considera um exemplo de que é possível alcançar até mesmo os objetivos mais ambiciosos. “Eu tinha um objetivo quando entrei na faculdade. Queria muito trabalhar para uma big tech — era a minha ambição, queria fazer parte de algo muito grande”, disse. Ele achava que só iria conseguir isso depois de 10 ou 20 anos de carreira — mas, foi em 2022, menos de cinco anos depois de se formar, que ele conquistou seu objetivo e entrou na Microsoft. “Trabalho para um time de fora, com gente do mundo inteiro, da Índia, China, Europa”, disse. “Então, não sei quais são as ambições de vocês, mas é possível.” No entanto, para chegar lá, é preciso ter calma e aceitar que os tropeços fazem parte, comentou André. “É importante a trajetória para chegar, porque vocês não podem dar um passo maior que a perna”, disse. Ele mesmo começou a carreira estagiando em uma empresa pequena, onde era apenas o oitavo funcionário. Lá, o desafio era desenvolver e lançar um produto do zero — que hoje, se tornou a Flash Benefícios. “Foi muito bom essa experiência de uma empresa muito pequena no começo para entender como as coisas funcionam”, disse. Para André, uma das vantagens do mercado de tecnologia é a possibilidade de trocar de emprego com mais frequência. “Toda empresa hoje precisa de alguém de TI”. Com a ambição de trabalhar para fora, André conta que, depois de um tempo na Vtex, empresa em que trabalhou depois da Flash, decidiu buscar outras oportunidades. “Fui no site de carreira de todas as empresas e fui me candidatando a toda vaga que fazia sentido.” Nesse momento, a experiência com uma eletiva de programação no Insper foi um diferencial. “Essa matéria ajudou muito nesse processo, porque o que você vê nela é o que rola nas entrevistas. Você vai ter que resolver na frente deles enquanto explica o que está fazendo, explicar a complexidade do código. Às vezes eles vão te dizer a solução, mas você tem que pensar em coisas que melhorem.” Foi assim que ele conseguiu passar na Microsoft — e não foi também sem persistência. Da primeira vez, apesar de ter chegado até o final, André não conseguiu a vaga. “O entrevistador veio falar comigo e disse para tentar de novo”, contou. “Aí tentei de novo e passei.” Já para Giulia Passarelli, especialista de dados da dataRain Consulting e formada na terceira turma de Engenharia de Computação do Insper, as primeiras experiências profissionais foram marcadas pela pandemia. “Quando comecei a procurar emprego, era tudo remoto”, disse. “Foi muito difícil encontrar um estágio. Eu estava no mesmo sentimento de muitos de vocês: ‘não sei para onde vou, não sei o que fazer’.” Foi quando ela decidiu, lembra, “atirar para todos os lados” na busca de uma oportunidade e conseguiu uma vaga de estágio na dataRain Consulting, consultoria de computação em nuvem, parceira da AWS (plataforma da Amazon de serviços de computação em nuvem). Lá, ela trabalhava na área de pré-vendas, que envolvia conversar com os clientes para entender quais eram suas necessidades e preencher uma planilha mostrando cada serviço e quanto custava. “Fiquei um ano fazendo isso, e começou a ficar muito chato”, disse. “Eu estudei cinco anos no Insper para ficar um ano mexendo com planilha de Excel? Eu estava muito frustrada.” Mas, ela conta, a empresa era pequena — na época, tinha 30 pessoas (hoje, já chega a 80), ela conhecia todo mundo. “Eu sempre ia para a minha chefe, para outras pessoas, e falava: ‘será que não tem outra coisa?’.” Foi assim que Giulia começou a trabalhar em outros projetos, como ser alocada em uma empresa de energia para trabalhar com análise de dados. “Descobri o que eu realmente queria”, lembra Giulia. “Montei todo o sistema de dados deles — eles tinham os dados do servidor local e queriam passar isso para nuvem”. Depois de concluir esse projeto, Giulia foi alocado em outro, onde ela está até hoje, em uma química multinacional. Mas, se o projeto é parecido — passar os dados para a nuvem —, os desafios são outros, o que garante que ela continue se desenvolvendo na carreira. “Faço parte de um time global, com dados do mundo inteiro e com outros tipos de desafios.”   Furando a bolha Formado há dois anos em Engenharia de computação no Insper, Gustavo Braga, engenheiro de jogos na Doge Labs VR, lembra que entrou na faculdade já com uma ambição clara. No seu caso, era trabalhar com computação gráfica para jogos. “Desde o início do semestre, em toda matéria que eu tinha, eu fazia alguma coisa relacionada a jogos”, contou. Por outro lado, ele não conhecia ninguém que tivesse conseguido entrar na área. “É uma bolha — e as empresas de jogos têm o requisito de você já ter publicado um jogo”, disse. “Tive dificuldades com isso.” Assim, ao começar a fazer seu trabalho de conclusão de curso, quando os alunos de Engenharia do Insper têm a oportunidade de trabalhar com uma empresa, Gustavo acabou indo para a NTT, consultoria global de tecnologia. Ainda assim, ele ficou próximo de seus objetivos, atuando em um laboratório de computação gráfica. Assim que terminou o TCC, ele conta que ofereceram uma vaga para ele ficar, dessa vez como engenheiro de computação espacial. Para Gustavo, foi a oportunidade de se desenvolver ainda mais. “Foi muito bom para mim, porque basicamente eu estava sendo pago para estudar — como se fosse um TCC a cada dois meses, porque era pura pesquisa de computador.” Lá, ele foi responsável pela pesquisa, otimização e integração de tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual. A experiência deu bagagem para conseguir uma vaga, finalmente, em uma empresa de jogos de realidade virtual, baseada em Nova York, nos Estados Unidos, onde ele começou a trabalhar há um mês. Assim, ele conta que fez o processo inverso. “Saí de uma empresa enorme, com milhares de funcionários, para uma empresa bem pequena, uma startup de jogos”, disse. “E fiquei muito feliz com isso.” Mas nem sempre os objetivos de carreira são claros desde o começo. Foi o caso de Manuela Castilla, engenheira de softwares na Klubi, formada na mesma turma de Gustavo. Ao contrário do colega, contou, ela não fazia ideia do que fazer no início da faculdade. “Eu não sabia de nada, fui para a Engenharia Mecatrônica, mas não sabia o que queria”, disse. Foi ao longo das primeiras experiências na faculdade que Manuela começou a entrar em contato com o mundo da programação — e passou a cogitar a ideia de mudar para Engenharia de Computação. Antes de tomar uma decisão, ela lembra que queria entender como era, realmente, a área. Para isso, ela procurou um estágio de férias para uma ONG dedicada a ensinar mulheres a programar. “Era aula de HTML, CSS, foi bem legal”, disse. Assim, no quarto semestre, ela resolveu mudar o foco para a Engenharia de Computação. Ao contrário de muitos colegas, que já sabiam programar e sabiam desde cedo o que queriam, Manuela conta que teve que começar do zero, inclusive para ver o que queria realmente fazer na área. A experiência em estágios foi fundamental para que tivesse mais clareza. Além disso, no próprio Insper ela se envolveu com outros projetos, desenvolvendo aplicativos e soluções para diferentes áreas. “Isso foi me ajudando a montar meu próprio portfólio e descobrir o que queria”, disse. Hoje, olhando para trás, ela percebe que a dúvida faz parte do processo. “Se eu pudesse, eu falaria para mim naquela época que está tudo bem, vai no seu tempo, você não precisa estar igual a eles.” Foi nessa pressa de se encontrar, por exemplo, que ela acabou indo para uma grande empresa do mercado financeiro — já que era o caminho que a maioria dos alunos seguia. “Todo mundo falava que é no mercado financeiro que dá para ganhar dinheiro, então isso ficou na minha cabeça”, disse. “Mas eu só fazia planilhas, não tinha nada a ver com o que eu tinha estudado. Além disso, como era remoto, era difícil pedir ajuda e aprender.” Assim, ela procurou um professor para pedir conselho. Seu medo era que fosse prejudicada por sair depois de pouco tempo de estágio. Com o apoio do professor, Manuela acabou conseguindo mudar de empresa e entrar na Klubi, uma fintech de consórcio, como estagiária de engenharia de software. Assim como Gustavo, ela também migrou de uma empresa maior para uma menor. “É muito legal porque você faz de tudo. Fiz front, faço back, posso aprender sobre outras áreas”, disse. Para ela, aproveitar as oportunidades ao longo da graduação foi um dos grandes diferenciais em sua carreira. “Sempre vai ter uma oportunidade, o Insper ajuda muito. Você vai lá, pergunta, pede contato, vai tentando.”  "}]