[{"jcr:title":"Uso de dados e participação coletiva para trazer mais diversidade e inclusão"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Uso de dados e participação coletiva para trazer mais diversidade e inclusão","jcr:description":"Dashboard de indicadores e política antiassédio são duas iniciativas que serão implementadas neste ano, diz Débora Mallet, coordenadora executiva da área de DEI do Insper"},{"subtitle":"Dashboard de indicadores e política antiassédio são duas iniciativas que serão implementadas neste ano, diz Débora Mallet, coordenadora executiva da área de DEI do Insper","author":"Ernesto Yoshida","title":"Uso de dados e participação coletiva para trazer mais diversidade e inclusão","content":"Dashboard de indicadores e política antiassédio são duas iniciativas que serão implementadas neste ano, diz Débora Mallet, coordenadora executiva da área de DEI do Insper   Bárbara Nór   Um ambiente diverso e inclusivo não é algo que se faz da noite para o dia — e muito menos sem o engajamento e a participação de todos. Foi com base nisso que a área de Diversidade, Equidade e Inclusão do Insper decidiu implementar, neste ano, dois grandes projetos. Um deles é a construção de um dashboard de informações de diversidade, que deve reunir dados de todas as áreas do Insper e ajudar na tomada de decisões e implementação de políticas de diversidade e inclusão em toda a instituição. Outro é a elaboração e implementação de uma política antiassédio, que envolva a participação de alunos, docentes, colaboradores e fornecedores do Insper. Em comum, os dois projetos levam a inclusão e a diversidade como algo que se faz coletivamente. De um lado, os dados reunidos irão ajudar diferentes áreas a conversarem e definirem políticas mais efetivas. De outro, a participação de toda a comunidade na definição da política antiassédio ajuda a garantir engajamento na pauta. “O Insper não funciona no modelo de hierarquia de cima para baixo”, diz Débora Mallet, coordenadora executiva da área de DEI do Insper. “Tudo aqui é muito discutido e compartilhado e requer a participação das pessoas que você quer envolver.” E, no caso de temas como a inclusão, ter o apoio e a adesão de todos é um passo ainda mais importante para o sucesso das políticas, ela diz. Veja mais sobre os dois projetos na entrevista a seguir com Débora Mallet.   Como surgiu a ideia de construir uma política antiassédio no Insper? Desde o ano passado, a gente vinha entendendo que era necessário ter um documento norteador, uma política que dissesse para a comunidade como o Insper entende essas questões de assédio e que ajudasse no letramento desse tema. Nosso objetivo é que as pessoas saibam qual conduta adotar nesses casos e como isso será recebido pela escola. Para fazer esse trabalho, contratamos uma consultoria externa chamada Gema, voltada para o desenvolvimento de políticas e ações de DE&I. Nosso primeiro movimento foi ouvir a comunidade, em uma série de conversas que envolveu os grandes stakeholders : grupos de alunos, docentes, colaboradores, fornecedores e executivos.   Por que vocês tomaram essa decisão de ouvir primeiro a comunidade do Insper? Queríamos justamente entender como é a visão hoje, como que as pessoas percebem essa questão na escola e colher sugestões do que deveria ser contemplado nessa política. Você precisa ter a participação das pessoas que quer envolver. Não adianta baixar as coisas como uma ordem de cima, porque não costuma ter um bom efeito. É comum ouvirmos as pessoas que assinaram um documento de código de ética e conduta quando são contratadas, como um “check” que eles marcam, sem envolvimento de fato naquilo que estão assinado. É isso que queremos evitar.   Quais são os próximos passos? Agora, vamos iniciar a segunda fase, que é o processo de elaboração de uma primeira versão dessa política. Nós já tínhamos estipulado que era importante que essa política fosse um texto claro, que trouxesse exemplos para as pessoas entenderem bem os termos e orientações. Em abril devemos elaborar e validar essa primeira versão. A participação da comunidade continua nessa etapa de validação. Outra preocupação nossa é com a divulgação e adesão dessa política. Queremos fazer ações para que as pessoas conheçam essa política e entrem em contato de fato com ela. Já iniciamos a conversa com representantes dos diferentes grupos no Insper para discutir como pode ser o melhor formato para disponibilizar essas informações para cada um desses grupos. E, claro a política deve ser um norteador — depois dela deverão vir diversas ações formativas. A política vai explicitar uma forma de enxergar e iniciar essa discussão. Queremos que ela represente a cultura e os valores da instituição e deixar claro a posição do Insper.   E como deverá funcionar o dashboard de indicadores de diversidade do Insper? Por tradição, o Insper é muito focado em evidências e na ideia de que devemos tomar decisões com base em dados. Esse dashboard tem esse papel de trazer as evidências de como estão nossos dados de diversidade e inclusão. De alguma forma, nós já temos essas informações — algumas bastante estruturadas, como marcadores importantes ligados a gênero e raça —, mas percebemos que elas estão um pouco espalhadas. A ideia do dashboard é reunir todos esses dados de forma padronizada em um único lugar, que diferentes áreas possam acessar. Assim, ele vai facilitar o entendimento dessas informações e dar uma ideia mais clara do ponto em que estamos. É claro que as informações sensíveis serão tratadas com todo o cuidado necessário, e a área de TI tem nos apoiado nesse sentido.   Por que é importante ter dados para tomar decisões melhores? Nós sempre queremos melhorar nossos indicadores, mas para isso precisamos saber qual é o nosso ponto de partida e quais os maiores problemas para eventualmente fazer ações dirigidas para aquilo que consideramos mais urgente. O dashboard vai nos ajudar a fazer escolhas mais assertivas. Além disso, a ideia é também que possamos nos comparar a nível nacional e internacional, vendo como estão outras universidades nesse sentido, com as informações que são disponíveis publicamente.   Em que ponto vocês estão nesse projeto do dashboard ? Já começamos algumas reuniões e a fazer uma primeira simulação de alguns dados. Estamos construindo isso também de forma colaborativa para que possamos chegar a um modelo ideal de visualização de dados, que realmente ajude as diferentes áreas que poderão ter acesso a essas informações. Nesse primeiro semestre, devemos ter alguns protótipos prontos, para ter algo mais consolidado no segundo semestre. É importante lembrar que esses dados não serão públicos. Somente as áreas que precisarem dessa informação para tomar decisões e fazer análises terão acesso. Além disso, nunca olharemos para o nível do CPF — todas as informações serão sigilosas. Até porque o objetivo é ter uma visão macro do Insper nos principais marcadores de diversidade e inclusão."}]