[{"jcr:title":"Do mercado financeiro à sala de aula"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Do mercado financeiro à sala de aula","jcr:description":"Professor de disciplinas que utilizam Business games em cursos de pós-graduação no Insper, Claudio Manassero iniciou seu relacionamento com a escola há 26 anos"},{"subtitle":"Professor de disciplinas que utilizam Business games em cursos de pós-graduação no Insper, Claudio Manassero iniciou seu relacionamento com a escola há 26 anos","author":"Ernesto Yoshida","title":"Do mercado financeiro à sala de aula","content":"  Professor de disciplinas que utilizam business games em cursos de pós-graduação no Insper, Claudio Manassero iniciou seu relacionamento com a escola há 26 anos     A ligação do professor Claudio Manassero com o Insper começou antes mesmo de a escola iniciar seus cursos de graduação, há 25 anos. Em 1998, ele foi convidado para substituir um professor que não poderia dar continuidade às aulas em um MBA. Manassero aceitou o convite e propôs introduzir o que na época era um novo conceito de aprendizagem, o “learning business by doing business”, o que foi prontamente aceito pela direção da escola. Desde então, permanece no Insper e demonstra orgulho de atuar em uma instituição que se moderniza e investe, continuamente, em inovação e qualidade. Paulistano, graduado em Economia, iniciou sua carreira na área de investimentos e, atraído pelo tema Administração e Finanças, fez o que hoje seria um MBA, à época chamado de CEAG (Curso de Especialização em Administração para Graduados) e o Mestrado em Administração, ambos na Fundação Getulio Vargas (FGV). Mais tarde, fez Especialização em Finanças no IMD, em Lausanne, na Suíça. Sua carreira profissional seguiu, basicamente, em instituições financeiras. Primeiro no Itaú, onde trabalhou por dez anos em diversas funções na área de investimentos, e depois na subsidiária brasileira do inglês Lloyds Bank, onde ocupou diversos cargos. Foi diretor de Operações Financeiras (Treasury), diretor de Operações Estruturadas e M&A e diretor de Corporate Finance. O Lloyds costumava realizar eventos com economistas renomados e clientes, em que Manassero participava apresentando a visão do banco sobre o mercado. “Comecei a gostar dessa interação com o público. Percebi que tinha prazer em transmitir conteúdo de forma que as pessoas pudessem relacionar os conceitos com a realidade, falando sobre situações práticas e mostrando as relações de causa e efeito”, diz. O gosto por transmitir conhecimento levou-o a prestar concurso para professor na FGV. Foi aprovado, mas, na época, teve que assumir funções no Lloyds que tornaram incompatível manter as duas atividades. A FGV convidou-o então para trabalhar como professor horista, sem necessidade de dedicação mínima, com a missão de implantar disciplinas de Banking e de Mercado Financeiro, levando os conceitos e a prática para a graduação e a pós-graduação. Foi esse histórico que o levaria ao Insper.   Carreira empreendedora A sequência de crises econômicas no país a partir da década de 1980, como a crise da dívida externa, a crise da balança de pagamentos e a hiperinflação, acabou por criar um ambiente desafiador para a maioria dos bancos, com várias quebras de instituições nacionais importantes e, também, para os estrangeiros. Nessa época, o Lloyds Bank decidiu sair do Brasil e dos demais países fora da Inglaterra, concentrando suas operações no mercado local, onde opera há mais de 200 anos. Era uma época de crise econômica em diversos países, principalmente nos emergentes. A saída do Lloyds Bank levou Manassero a repensar seus planos. “Eu já tinha mais de 20 anos de mercado financeiro e estava com 46 anos de idade. Não era velho, mas também não era mais um jovem em início de carreira. Naquele momento investiria no meu sonho de empreender na área da educação ou isso se tornaria cada vez mais difícil.” Seu propósito era ter um negócio inovador. “Queria montar uma empresa de treinamento especializado, juntando teoria e prática. Ao trabalhar em banco, percebi a dificuldade que era contratar profissionais mais jovens com alguma experiência prática e visão de negócios.” Segundo o professor, os bancos tinham que “roubar” talentos de outros bancos, porque era difícil encontrar, no ambiente acadêmico, pessoas que ao se formar tivessem uma visão estruturada de negócios em geral e bancários em particular. “Eu achava que poderia fazer algo nesse caminho. Foi com esse objetivo que montei a TecTrain, uma empresa especializada em desenvolver esse tipo de competência.” “No início, o principal desafio era identificar empresas que desenvolviam tecnologia que me permitisse implantar essa estratégia de ensino, lembrando que, naquela época, a internet engatinhava e o celular era uma peça limitada de uso. O segundo maior desafio era fazer as pessoas entenderem o que de fato significava minha proposta de trabalho: learning by doing.” Para concretizar seu sonho, o professor Manassero tornou-se representante, no Brasil, de empresas internacionais que desenvolviam tecnologias de aprendizado, como, por exemplo, business games, ferramentas de ensino utilizadas para treinar habilidades de tomada de decisão em um ambiente simulado. São essas ferramentas que Manassero utiliza nas aulas no Insper. Em 1998, quando trouxe um simulador de gestão ao Brasil, o produto era uma novidade completa. “Muitas pessoas nem sequer sabiam do que se tratava.” Manassero compara o simulador de gestão a um simulador de voo utilizado para treinamento de pilotos de avião. “O simulador reproduz situações que o piloto pode enfrentar em um voo real, para as quais precisa estar preparado. A melhor maneira de evitar riscos é treiná-lo de forma simulada. Se ele vai pilotar um avião novo ou diferente, precisa treinar antes”, diz o professor. “O conceito dos simuladores de gestão de empresas, de gestão bancária, de economia, de marketing e outros é o mesmo: permitir que os alunos pratiquem situações reais, facilitando a fixação de conceitos e fundamentos.” Segundo o professor, apesar de o racional dessa metodologia ser o mesmo ainda hoje, o avanço que essas tecnologias tiveram nos últimos anos também afetou os simuladores, que, nos casos mais avançados, incorporam uma série de funcionalidades impensáveis antigamente. “Por exemplo, entre várias funcionalidades que utilizamos no Insper, uma é a que permite avaliar o desenvolvimento de competências e skills focados no objetivo de aprendizagem da matéria. Esse aprendizado é medido, em detalhes, e compara o desempenho individual com o desempenho individual de estudantes não só nas diversas turmas do Insper, como também com estudantes no restante do mundo, permitindo conhecermos, de forma quantitativa e qualitativa, o que chamamos de Assurance of Learning.” O professor destaca a importância do uso dessas ferramentas. “O Insper tem utilizado algumas dessas funcionalidades para fornecer parte das métricas de aprendizado que as certificadoras internacionais exigem na avaliação das escolas de negócios, o que possibilita o acréscimo de modernidade e eficiência, contribuindo como objetivo de ser referência global em educação.”"}]