[{"jcr:title":"Centro de Ciência de Dados do Insper completa dois anos"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Centro de Ciência de Dados do Insper completa dois anos","jcr:description":"Cristine Pinto, Suelane Garcia e Luciana Arjona conduzem os trabalhos da organização, dedicada a garantir que a disseminação de dados respeite os melhores padrões de governança"},{"subtitle":"Cristine Pinto, Suelane Garcia e Luciana Arjona conduzem os trabalhos da organização, dedicada a garantir que a disseminação de dados respeite os melhores padrões de governança","author":"Ernesto Yoshida","title":"Centro de Ciência de Dados do Insper completa dois anos","content":"Cristine Pinto, Suelane Garcia e Luciana Arjona conduzem os trabalhos da organização, dedicada a garantir que a disseminação de dados respeite os melhores padrões de governança   Tiago Cordeiro   Atuar como uma espinha dorsal capaz de relacionar todas as iniciativas em dados desenvolvidas dentro do Insper. Foi com essa proposta que [surgiu](https://www.insper.edu.br/noticias/evento-marca-inauguracao-do-centro-de-ciencia-de-dados-do-insper/) , há dois anos, o [Centro de Ciência de Dados](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-ciencia-de-dados/) (CCD) da instituição. Desde então, a iniciativa vem se mostrando bem sucedida na missão de liderar a promoção de desenvolvimento de uma política de governança de dados e assegurar um ambiente seguro para a realização de pesquisas que usam dados sensíveis, ultrapassando também as fronteiras do Insper. “Fomos a primeira instituição privada no Brasil a ter uma sala segura que acessa os dados administrativos da educação brasileira, mais especificamente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)”, explica [Cristine Pinto](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/cristine-campos-de-xavier-pinto/) , professora titular do Insper e que recentemente substituiu o professor [Rodrigo Soares](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/rodrigo-reis-soares/) na coordenação geral do CCD. O centro foi idealizado pelo professor [André Filipe de Moraes Batista](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/andre-filipe-de-moraes-batista/) , ao lado de [Luciana Arjona](https://www.linkedin.com/in/luciana-arjona-32477564/?originalSubdomain=br) , ex-gestora da Biblioteca Telles, sob a direção de [Sergio Firpo](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/sergio-pinheiro-firpo/) . Ao mesmo tempo que celebra seu aniversário, o centro experimenta ajustes em sua estrutura organizacional — e passa a ser liderado por três mulheres, que já atuavam, de uma forma ou de outra, junto ao CCD. Além de Cristine Pinto na coordenação geral, [Suelane Garcia Fontes](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/suelane-garcia-fontes/) , que atuava como engenheira de dados do centro, passa a ser responsável pela coordenação técnica, enquanto Luciana Arjona permanece no posto de coordenadora executiva.   Hub de dados As três assumem a missão de consolidar e ampliar as conquistas do CCD, cujas ações recentes incluíram a promoção de diversos eventos, entre os quais o Datathon, em parceria com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e a SAS Educação, que proporcionou estudos com dados sobre o câncer. Também foram oferecidos cursos na área de governança de dados, como o de Gestão de Dados, disponibilizado na plataforma Coursera, e a formação em governança avançada de dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Neste ano, estamos buscando uma certificação internacional para o centro que ateste a segurança dos nossos processos de manipulação e disponibilização dos dados, e também as nossas salas seguras”, anuncia Cristine Pinto, que tem graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestrado em Economia pelo PUC-Rio, mestrado em Estatística e doutorado em Economia na Universidade da Califórnia, Berkeley. “No futuro, o centro pode ser tornar um hub de dados que abrigue as principais bases de dados administrativas do Brasil e do mundo, fomentando a pesquisa aplicada de um modo geral, e em particular pesquisas que produzam evidências para fomentar as políticas públicas.” A nova coordenadora geral diz que as três lideranças estão bem ambientadas na instituição.  “A Luciana Arjona foi a pessoa que construiu o centro com os diretores anteriores e com a ajuda dos professores da computação. Ela é uma das grandes responsáveis pelas conquistas do centro. A Suelane já trabalhava na parte técnica e também era professora dos cursos do centro. Eu já estava no centro como coordenadora acadêmica. Como uma pesquisadora que trabalha com métodos econométricos e pesquisa aplicada em educação que envolve a manipulação de grandes bases de dados, a infraestrutura do CCD sempre foi essencial.” Portanto, o que se viu foram mulheres ocupando posições no centro de forma orgânica. “Isso mostra que as mulheres estão assumindo cada vez mais posições que antes eram ocupadas pelos homens. Esses movimentos também são frutos do ambiente do Insper, que permite a promoção da diversidade nas várias áreas”, diz Cristine Pinto. “Reforça a percepção de que, mesmo em campos com predominância masculina, as mulheres não apenas possuem a competência necessária, mas também podem ser integralmente reconhecidas por suas trajetórias de seriedade, dedicação, formação e profissionalismo”, reforça Fontes. “Para mim, pessoalmente, é uma alegria extrema ter ao lado mulheres competentes e inspiradoras que se somam em seus saberes complementares e colaboram para o meu desenvolvimento em um lugar de confiança mútua”, acrescenta Arjona.   Letramento em data science “Minha trajetória profissional e acadêmica está em sintonia com a missão do centro, que desempenha um papel de extrema importância para o Insper”, afirma Fontes, que é doutora em Engenharia de Computação pela Universidade de São Paulo e mestre em Engenharia de Computação pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) — e também encarregada de dados pessoais do recém-criado [Escritório de Privacidade de Dados](https://www.insper.edu.br/portal-da-privacidade/) . A instituição promove uma cultura de uso correto dos dados, letramento sobre data science e princípios de privacidade e proteção de dados, afirma ela. “Esses elementos são essenciais não apenas para uma tomada de decisão eficaz dentro da instituição, mas também para promover o bem comum em nossa sociedade, alinhando-se assim com a missão do Insper”, diz. “O centro tem sido reconhecido como uma referência em governança de dados, tanto internamente quanto externamente. Sua liderança, nesse aspecto, busca não apenas fortalecer a reputação do Insper, mas também influenciar positivamente órgãos públicos e instituições privadas, estabelecendo padrões elevados de ética e responsabilidade na gestão de dados.” Por sua vez, Arjona aponta que trajetória no Insper tem sido marcada por desafios diversos. “Cada experiência anterior que vivenciei me proporcionou aprendizados valiosos, preparando-me para abraçar este novo desafio com ainda mais vigor”, afirma ela, que trabalha no Insper há 22 anos. “Participar de um projeto de magnitude como este é uma oportunidade única, que reforça a minha convicção no compromisso de excelência que o Insper busca em todas as suas iniciativas. Sinto-me honrada por poder contribuir e aprender em um ambiente inspirador, onde cada ação é impulsionada pela busca por entregar o melhor.” O centro segue crescendo, ela aponta. “Evidenciamos, cada vez mais, a importância de uma área que se preocupa e cuida para que a disseminação de dados seja feita observando os melhores padrões de governança”, afirma. “Trata-se de uma atuação estratégica, extremamente relevante à pesquisa, em que somos capazes de colaborar em todo o processo: desde a distribuição de infraestrutura adequada, rígidos protocolos de segurança para garantia de transparência e acesso devido aos dados, até iniciativas de letramento de dados e oportunidade de desenvolvermos um extenso catálogo de dados com potencial de geração de conhecimento.”   Visão de futuro Para a coordenadora técnica do Centro de Ciência de Dados do Insper, o futuro do centro passa por ampliar e fortalecer o apoio ao ensino e pesquisa com base na ciência de dados e inteligência artificial (IA). “Com esse propósito, estamos concentrando nossos esforços na ampliação e consolidação de parcerias estratégicas com instituições públicas e privadas, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Essas colaborações são fundamentais para garantir acesso a conjuntos de dados significativos e à infraestrutura tecnológica de ponta necessária para impulsionar a pesquisa e inovação”, descreve. “Outro ponto estratégico é a ampliação da nossa atuação no campo da inteligência artificial, transformando a instituição em Centro de Ciência de Dados e Inteligência Artificial, garantindo que estejamos preparados para enfrentar os desafios futuros e para prover soluções inteligentes baseadas em dados para diversas áreas da sociedade.” Para Luciana Arjona, o futuro do centro passa por buscar constantemente a aplicação das melhores práticas para manejo de dados e consolidar parcerias que vão ajudar a impulsionar os serviços prestados: “Trazer inovação às estratégias da escola, maximizar o uso de tecnologia, IA e todos os recursos disponíveis para que possamos continuar a cumprir com a nossa missão”. Como sintetiza Cristine Pinto, o centro é essencial para garantir que os pesquisadores trabalhem com dados em um ambiente seguro, respeitando protocolos que protegem os dados sensíveis. “O CCD está se tornando uma referência em política de governança de dados, seguindo protocolos rigorosos que permite que abriguemos dados sensíveis essenciais para a pesquisa no Brasil”, afirma.  "}]