[{"jcr:title":"Expansão do ensino técnico propiciaria ganhos para toda a economia","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Expansão do ensino técnico propiciaria ganhos para toda a economia","jcr:description":"Modelo estima alta de PIB e bem-estar e queda da desigualdade com elevação das vagas"},{"subtitle":"Modelo estima alta de PIB e bem-estar e queda da desigualdade com elevação das vagas","altText":"Estudantes em um laboratório","status":"publish","slug":"expansao-do-ensino-tecnico-propiciaria-ganhos-para-toda-a-economia","title":"Expansão do ensino técnico propiciaria ganhos para toda a economia","content":"  Expandir o ensino médio profissionalizante, que hoje abrange 8% dos concluintes da etapa final da educação básica e barra 4 em cada 5 adolescentes que pleiteiam cursá-lo, traria ganhos para toda a economia brasileira, com impacto moderado no gasto público. Com o aumento das vagas no ensino técnico, o Produto Interno Bruto e o bem-estar se elevariam, enquanto a desigualdade salarial seria reduzida, segundo estimam Marcelo dos Santos, Sergio Firpo, Vitor Fancio e Clarice Martins, pesquisadores do Insper. [O estudo](https://www.itaueducacaoetrabalho.org.br/biblioteca/publicacoes/potenciais-efeitos-macroeconomicos-com-expansao-da-oferta-publica-de-ensino-medio) conduzido em 2022, financiado pelo [Itaú Educação e Trabalho](https://www.itaueducacaoetrabalho.org.br/) , realizou um exercício sobre o que ocorreria com grandes agregados econômicos do Brasil caso a oferta vigente de vagas para o ensino médio profissionalizante fosse duplicada ou triplicada.   Os pesquisadores tomaram como parâmetro a realidade do estado de São Paulo, onde o Centro Paula Souza sustenta 216 mil alunos no ensino médio técnico. Apesar de ser a maior ofertante desse tipo de instrução no país, a organização do governo paulista atende apenas 20% dos jovens que se inscrevem nos seus processos seletivos. Adotando um modelo de equilíbrio geral — que extrai efeitos líquidos de interações entre variáveis como nível de instrução, volume de emprego, salário médio e escolhas pessoais —, os pesquisadores testaram o que ocorreria se a probabilidade de ser aceito num curso profissionalizante passe dos 20% atuais para 40% ou 60%. A simulação resultou numa elevação do PIB superior a 2% quando se triplicam as vagas. Ainda nessa hipótese, com mais trabalhadores instruídos até a etapa do ensino médio técnico, o salário médio nesse estrato cairia cerca de 14%, o que contribuiria para a queda na desigualdade da renda do trabalho, medida pelo indicador de Gini. O bem-estar, aferido como a variação resultante do consumo de toda a sociedade, ficaria 0,4% maior com uma oferta três vezes maior de vagas no ensino técnico de nível médio. O custeio da expansão da instrução média profissionalizante implicaria um aumento na despesa do governo com educação, pois essa modalidade é mais dispendiosa do que o ensino médio tradicional. Mas, como o PIB também aumentaria no exercício realizado pelos pesquisadores do Insper, o gasto público com a etapa da educação média subiria apenas moderadamente, permanecendo abaixo de 1,5% da renda nacional.   Leia o estudo: [Potenciais efeitos macroeconômicos com expansão da oferta pública de ensino médio](https://www.itaueducacaoetrabalho.org.br/biblioteca/publicacoes/potenciais-efeitos-macroeconomicos-com-expansao-da-oferta-publica-de-ensino-medio) ."}]