[{"jcr:title":"A vez dos dispositivos eletrônicos vestíveis"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"A vez dos dispositivos eletrônicos vestíveis","jcr:description":"Uso de relógios, fones de ouvido, óculos e visores inteligentes cresce e traz novas formas interação digital"},{"subtitle":"Uso de relógios, fones de ouvido, óculos e visores inteligentes cresce e traz novas formas interação digital","author":"Ernesto Yoshida","title":"A vez dos dispositivos eletrônicos vestíveis","content":"Uso de relógios, fones de ouvido, óculos e visores inteligentes cresce e traz novas formas de interação digital   Bernardo Vianna   A Apple planeja lançar, ainda em 2024, o seu headset de realidade mista, o Vision Pro, anunciado em junho do ano passado. Apresentado como uma nova maneira de ver filmes, de consumir imagens e de se conectar com as pessoas, o dispositivo promete uma tecnologia de display radicalmente superior à de seus antecessores, capaz de inserir objetos virtuais no campo de visão do usuário com uma resolução sem precedentes. No entanto, a questão que se levanta é se o dispositivo da Apple conseguirá ser bem-sucedido em um mercado no qual produtos anteriores, como o Google Glass, o Microsoft HoloLens e o Meta Quest, até o momento, falharam.     O Vision Pro tem a seu favor o atual cenário dos wearables , ou dispositivos vestíveis, no qual o segmento com o maior volume de vendas é o dos óculos e visores inteligentes, com cerca de um milhão de unidades comercializadas em 2023. Em segundo lugar vem o segmento de vestuário, cujas remessas devem ultrapassar 565 milhões de unidades até 2027, segundo [dados do Statista](https://www.statista.com/statistics/1265326/wearables-worldwide-shipments-quarterly-by-product-category/) . O mercado de eletrônicos vestíveis é impulsionado, também, pelos segmentos de áudio e de smartwatches , que crescem ao ritmo das inovações em microfones e alto-falantes e conforme avança a capacidade de integração com assistentes virtuais. Existe, ainda, uma crescente utilização de dispositivos vestíveis na área médica e em experiências imersivas. É esperado um aumento das vendas de sensores e dispositivos médicos vestíveis nos próximos anos, com cerca de 160 milhões de unidades previstas até 2024.     Os dados de posse de eletrônicos vestíveis mostram que mais da metade dos lares em países como a Índia, a China e o Reino Unido já adotaram o uso de relógios, óculos ou fones de ouvido inteligentes, de acordo com a [pesquisa Consumer Insights Global](https://www.statista.com/forecasts/1101101/wearable-devices-ownership-in-selected-countries) . Cerca de 41% dos entrevistados nos Estados Unidos afirmaram que seus domicílios possuem esses dispositivos, enquanto no Brasil o valor registrado foi de 31%. Ainda segundo dados reunidos pelo Statista, os principais atores da indústria de dispositivos eletrônicos vestíveis são Apple, Xiaomi, Samsung e Huawei. Na liderança desse mercado, a Apple chegou a ser responsável por 30% das vendas globais de wearables em 2021. A Samsung, por sua vez, é a empresa com maior quantidade de patentes ativas de produtos no mercado de tecnologia vestível. Com mais de 4 mil patentes registradas, ela supera significativamente seus concorrentes.          "}]