[{"jcr:title":"Internet das coisas transforma ficção científica em realidade"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Internet das coisas transforma ficção científica em realidade","jcr:description":"Mercado global de dispositivos interconectados deve ultrapassar 1 trilhão de dólares em 2023"},{"subtitle":"Mercado global de dispositivos interconectados deve ultrapassar 1 trilhão de dólares em 2023","author":"Ernesto Yoshida","title":"Internet das coisas transforma ficção científica em realidade","content":"Mercado global de dispositivos interconectados deve ultrapassar 1 trilhão de dólares em 2023   Bernardo Vianna   O termo internet das coisas — ou IoT, na sigla em inglês — surgiu em 1999, criado pelo tecnólogo britânico Kevin Ashton para se referir a uma rede que conecte pessoas e objetos ao seu redor, algo que, para a época, parecia assunto de ficção científica. Hoje em dia, graças ao desenvolvimento de tecnologias de comunicação como o 5G e à análise de dados com o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina, a internet das coisas está se tornando realidade. Ao ligar uma vasta rede de dispositivos que coletam e analisam dados e executam tarefas autonomamente, a IoT tem aplicações que vão desde smartwatches até infraestrutura urbana. Segundo [dados reunidos pelo Statista](https://www.statista.com/outlook/tmo/internet-of-things/worldwide?currency=USD) , site americano de inteligência de mercado, a receita gerada pela internet das coisas deverá ultrapassar a marca de 1 trilhão de dólares em 2023. Apenas a IoT automotiva, segmento que domina esse mercado, tem um volume projetado de 397 bilhões de dólares em 2023. Com taxa de crescimento anual prevista acima dos 13%, a receita do mercado global de internet das coisas deve superar 2,2 trilhões de dólares em 2028.       Definida como uma rede de dispositivos físicos e virtuais capazes de se comunicar autonomamente entre si usando o protocolo de internet (IP), o escopo da internet das coisas abrange uma ampla variedade de casos de uso, desde objetos domésticos até aplicações industriais mais complexas. A IoT utilizada pelo consumidor final inclui dispositivos conectados que são usados para fins pessoais, como aparelhos domésticos inteligentes. Já o segmento de finanças inteligentes abrange aplicações como contratos de seguro, segurança bancária e caixas eletrônicos. Na área de saúde, a IoT inclui as aplicações utilizadas no cuidado de pacientes, monitoramento remoto e cirurgias. A IoT industrial compreende tanto automação em fábricas quanto na agricultura, otimização da cadeia de suprimentos e manutenção preditiva. Já a IoT automotiva abarca casos de uso em mobilidade e transporte. No total, esse mercado consiste em receita gerada pela venda de hardware (como sensores, chips e outros componentes), plataformas (plataformas de IoT, software de segurança e outros), conectividade (celular, LoRa, SigFox e outros protocolos de comunicação) e serviços (integração de equipamentos e sistemas e manutenção). As receitas de mercado relatadas nos dados incluem gastos de consumidores (B2C), empresas (B2B) e governos (B2G).       Estados Unidos, China, Índia, Japão e Alemanha são os cinco países que concentram as maiores receitas dos mercados nacionais de internet das coisas. Os dois primeiros, no entanto, destacam-se com mercados cerca de cinco vezes maiores do que os demais. O Brasil, de acordo com dados de 2022, tem o 13º maior mercado de IoT em receita. Na avaliação da publicação do Statista, o crescimento do mercado de internet das coisas coincide com o desenvolvimento de outras tecnologias importantes, como o 5G e a computação em nuvem, que abrem caminho para uma conexão mais rápida e fluida entre dispositivos inteligentes. Por outro lado, a análise chama a atenção para significativos riscos de cibersegurança. À medida que mais dados são coletados, transmitidos de um dispositivo para outro e armazenados na nuvem, o desafio de proteger essas informações e garantir a privacidade se torna mais relevante do que nunca.  "}]