[{"jcr:title":"Ex-aluno é o novo diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Ex-aluno é o novo diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit","jcr:description":"José Eduardo Guidi, que analisou o “apagão das canetas” nas obras públicas quando estudava no Insper, tem agora a responsabilidade de fortalecer a integração das ferrovias à malha viária"},{"subtitle":"José Eduardo Guidi, que analisou o “apagão das canetas” nas obras públicas quando estudava no Insper, tem agora a responsabilidade de fortalecer a integração das ferrovias à malha viária","author":"Ernesto Yoshida","title":"Ex-aluno é o novo diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit","content":"José Eduardo Guidi, que analisou o “apagão das canetas” nas obras públicas quando estudava no Insper, tem agora a responsabilidade de fortalecer a integração das ferrovias à malha viária     Tiago Cordeiro   No início de julho de 2023, o Senado [confirmou](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/07/05/senado-aprova-quatro-indicados-para-diretoria-do-dnit) a composição da nova diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Infraestrutura e responsável por implementar a política de infraestrutura de transportes terrestres e aquaviários no Brasil. Na ocasião, José Eduardo Guidi foi aprovado como diretor de Infraestrutura Ferroviária. Tem agora a missão de gerenciar os ativos da antiga Rede Ferroviária Federal, além de gerir possíveis conflitos urbanos relacionados à utilização desse modal. “O Dnit representa a vanguarda da engenharia brasileira. É um dos maiores players de contratação de obras públicas do Brasil, com capilaridade que alcança todo o território nacional”, diz Guidi.   Engenharia e gestão A nomeação marca uma nova etapa na carreira de Guidi. Ele cursou graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e, desde 2005, fez carreira em Porto Velho (RO) como perito judicial e engenheiro consultor especialista em contratos de obras públicas. Especializou-se em assessorar empresas e entes públicos nas relações com Tribunais de Contas e demais órgãos de controle. No início da década passada, atuou com questões logísticas em diferentes cargos no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Rondônia. Em 2017, Guidi decidiu cursar o Programa Avançado em Gestão Pública ( [PAGP](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/pos-graduacao-em-gestao-publica/) ) do Insper. “Cheguei a um ponto da carreira em que o conhecimento proporcionado pela engenharia não era mais suficiente sem ferramentas e metodologias proporcionadas pela gestão pública. O Insper mudou minha vida. O professor [Marcelo Marchesini](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/marcelo-marchesini-da-costa/) , em especial, me desafiou a ir além e a formular diagnósticos e metodologias relevantes.” Seu trabalho de conclusão de curso apontava para as causas estruturais do “apagão das canetas”, uma expressão utilizada em 2019 por Bruno Dantas, atual presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), para identificar o impacto do que ele considerava um voluntarismo excessivo na fiscalização de obras públicas. E que resulta no fato de que, atualmente, 38% das obras públicas do Brasil estão paralisadas, gerando um prejuízo de R$ 1 trilhão. “As regras dos órgãos de controle vêm sendo aplicadas com um rigor excessivo, de maneira que um agente público, imbuído da função de aprovar obras, teme tomar uma decisão que pode, no futuro, fazer com que ele seja responsabilizado em seu próprio nome”, Guidi argumentou, em [entrevista](https://www.insper.edu.br/noticias/e-preciso-recuperar-a-seguranca-juridica-para-lidar-com-o-apagao-de-obras-publicas/) ao Insper, por ocasião do lançamento de seu [livro](https://leudeditora.com.br/produto/engenharia-legal-aplicada-ao-labirinto-das-obras-publicas/) sobre o tema, Engenharia Legal Aplicada ao Labirinto das Obras Públicas . Resultado da ampliação do trabalho de conclusão de curso do Insper, a obra rendeu duas premiações importantes para o meio, nos 20º e 21º Congressos Brasileiros de Engenharia de Avaliações e Perícias. Também inseriu Guidi na lista seleta de [coautores](https://ibape-nacional.com.br/site/coletanea-tecnica-de-avaliacoes-e-pericias-boletins-tecnicos-baseados-no-estado-da-arte-e-normas-tecnicas-aplicaveis-3/) da Coletânea técnica de avaliações e perícias: boletins técnicos baseados no estado da arte e normas técnicas aplicáveis . Com esses trabalhos, o engenheiro de 46 anos se viu na posição de contribuir para a implementação de metodologias eficazes para levar maior eficiência na gestão de investimentos públicos e infraestrutura. O que acabou por gerar o convite para a diretoria de Infraestrutura Ferroviária do Dnit, uma indicação do senador por Rondônia Confúcio Moura, ex-governador do estado, que conheceu o trabalho de Guidi no DER estadual.   Nova etapa No início de julho, Guidi estava em Buenos Aires com a família. Foi a Brasília para sabatina dos senadores e retornou à Argentina para terminar o passeio. Tomou posse no cargo no dia 19. A tendência é que a esposa e os filhos, de 15 e 14 anos, só se mudem em definitivo no início do próximo ano. Será uma nova fase para todos. “Estou preparado para contribuir para o fortalecimento da malha ferroviária brasileira”, afirma. “As ferrovias têm uma característica especial: sozinhas, elas são inúteis. Precisam estar integradas a outros modais. Nosso trabalho é complementar a infraestrutura terrestre nacional, num primeiro momento com foco em transporte de cargas por trilhos.” O trabalho tem metas: o [Plano Nacional de Logística](https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/politica-e-planejamento/copy_of_planejamento-de-transportes/pnl-2035) do governo federal estima que, atualmente, 17% das toneladas por quilômetro útil (TKU) movimentadas no país passam por ferrovias. Até 2035, a meta é dobrar esse percentual. Mas há um outro indicador importante: o valor por quilômetro útil (VKU), que mede o valor agregado transportado. Nesse aspecto, o ferroviário atende a apenas 4% do total. O objetivo é chegar a 20%. “Vamos trabalhar para alcançar esses objetivos, aumentando a relevância e o impacto positivo das ferrovias para o país”, afirma o ex-aluno do Insper.  "}]