[{"jcr:title":"AgroInsper percorre 7 mil quilômetros para mapear a cadeia do agro brasileiro"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"AgroInsper percorre 7 mil quilômetros para mapear a cadeia do agro brasileiro","jcr:description":"Empresa júnior dedicada a atender o setor e parceira do Insper Agro Global percorreu seis empreendimentos do agronegócio em quatro estados. As visitas vão render uma minissérie no Canal Rural"},{"subtitle":"Empresa júnior dedicada a atender o setor e parceira do Insper Agro Global percorreu seis empreendimentos do agronegócio em quatro estados. As visitas vão render uma minissérie no Canal Rural","author":"Ernesto Yoshida","title":"AgroInsper percorre 7 mil quilômetros para mapear a cadeia do agro brasileiro","content":"Empresa júnior dedicada a atender o setor e parceira do Insper Agro Global percorreu seis empreendimentos do agronegócio em quatro estados. As visitas vão render uma minissérie no Canal Rural   Tiago Cordeiro   O agronegócio é um setor amplo e diversificado, que abrange atividades que vão muito além do plantio e dependem de processos industriais e logísticos, que vêm sendo transformados por novas tecnologias, impulsionando o foco em práticas de sustentabilidade ambiental, social e de governança (reunidas na sigla ESG). Os estudantes de graduação que atuam no [AgroInsper](https://www.agroinsper.com/) , empresa júnior fundada em 2017 e dedicada a oferecer consultoria e gestão em projetos para o setor, conhecem bem esta realidade. Mas identificam que a população, em geral, não conhece as práticas das empresas do ramo. Para dar visibilidade e conhecer a rotina do setor, que responde por um quarto do PIB do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), eles resolveram ir a campo, literalmente. Em 2022, com o apoio do [Insper Agro Global](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-agronegocio-global/) , percorreram 1.800 quilômetros para visitar produtores que atuam em São Paulo e em Minas Gerais, entrevistar os líderes e mapear e descrever práticas. A experiência foi tão bem-sucedida que os estudantes resolveram dar um salto maior em 2023. Por 23 dias, começando em 9 de julho, sete integrantes da empresa júnior iniciaram a segunda edição da Expedição AgroInsper. Percorreram quase 7 mil quilômetros, passaram por quatro estados e visitaram seis empreendimentos que, somados, proporcionam um panorama detalhado do momento do setor. “Começamos há 6 meses buscando apoio de grandes produtores”, relata Pedro Rocha de Felipe, de 21 anos, presidente do AgroInsper e aluno do quinto semestre da graduação em [Administração](https://www.insper.edu.br/graduacao/administracao/) . “Foi um processo desafiador, que nos colocou para fazer reuniões, fortalecer o networking com lideranças do setor e até mesmo conduzir o fechamento de contratos”, reforça Antonio Simão Stefano Neto, de 19 anos, aluno do terceiro semestre de Administração e vice-presidente da empresa júnior. Além de Pedro e Antônio, participaram da viagem os estudantes de graduação do Insper Sofia de Souza Moreira Sampaio Piegas, Lourenço Junqueira Franco Meireles, Sofia Leal Nunes Barreto, Paulo Henrique Carrer Ribeiro e Enrico Faé Giannetti. O Insper Agro Global atua com mentorias e apoio técnico-científico aos alunos que fazem parte do AgroInsper.   Produção em vídeo Ao longo das negociações para colocar em pé a viagem, os estudantes fortaleceram o relacionamento com o [Canal Rural](https://www.canalrural.com.br/) , dedicado a produzir notícias e análises sobre o setor. “Eles entenderam a proposta e abraçaram o projeto porque viram em nós o futuro do agronegócio brasileiro”, comemora Pedro. O resultado estará disponível a partir do final de setembro, em uma minissérie inédita de cinco episódios. A viagem acabou se mostrando importante para fortalecer o vínculo entre o Insper e o campo, aponta Antonio. “O Insper é formador de lideranças em gestão e administração, além de posicionar personalidades de referência no mercado financeiro. São áreas que só têm a ganhar com a interação com as organizações que atuam no agronegócio.” A imersão também fortaleceu a posição do AgroInsper, afirma o presidente. “ O agronegócio é muito amplo. Na viagem conseguimos acompanhar a colheita do milho na SLC, que é utilizado pela FS para produção de etanol e é transportado pela Rumo para exportação. Além disso, vimos a produção de algodão e a questão da rastreabilidade desse produto”, diz Pedro. “Foi muito interessante também poder ver a produção de feijão na Elisa Agro com foco no mercado interno e, ainda, na última visita, conseguimos ver o Bioparque da Raízen, com grande foco em sustentabilidade.”   Desafios superados Logo no primeiro dia de percurso, dos três veículos utilizados, um apresentou problemas mecânicos e o outro parou por causa de pneus furados. Foi preciso improvisar para garantir a manutenção do cronograma. “Aprendemos a lidar com situações imprevistas. Dividimos a equipe: uma parte permaneceu para consertar os carros e a outra parte seguiu adiante, para não atrasar a programação. No segundo compromisso, já estávamos reunidos novamente”, diz o presidente. A viagem prosseguiu, sem maiores incidentes — e muitos aprendizados de parte a parte. “Queremos levar uma visão jovem para o agronegócio, um setor que gera empregos qualificados e renda no interior e está focado em produzir em larga escala, de maneira sustentável, inovando em tecnologia e aumentado a conexão com o mercado financeiro”, resume o presidente.     Visita à SLC Agrícola, em Chapadão do Sul (MS) Conheça o percurso da viagem Os empreendimentos visitados durante a Expedição AgroInsper   1. Chapadão do Sul (MS) SLC Agrícola • 670 mil hectares de área plantada em 22 unidades de produção localizadas em sete estados brasileiros. • Produz e comercializa sementes de soja e algodão sob a marca SLC Sementes. • Produz algodão, milho e soja e se dedica à criação de gado no modelo integração lavoura-pecuária (ILP).   Fazenda Pantanal • Área totalmente arrendada de 26.289 hectares, com produção de 44.772 ha em duas safras. • Agroindústria de beneficiamento de algodão e silo de armazenagem para grãos. • Cultivo de soja, milho e algodão.   2. Rondonópolis (MT) Rumo • Malha ferroviária com cerca de 14 mil km e ligação direta com os portos de Santos, Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande. • Transporte de 28% do volume de grãos exportados pelo Brasil. • Transporte de fertilizantes, milho, trigo, soja, farelo, óleo vegetal, açúcar e combustíveis.   Terminal ferroviário de Rondonópolis (TRO) • Principal terminal de transbordo da companhia, com capacidade para carregar mais de 1,7 milhão de toneladas de grãos por mês. • Conexão com as principais áreas produtivas do país, como Lucas do Rio Verde (MT) e Cuiabá (MT). • Conexão direta com o Porto de Santos (SP).   3. Lucas do Rio Verde (MT) FS Fueling Sustainability • 3 unidades industriais no Mato Grosso, com capacidade de processamento de 4,8 bilhões de toneladas de milho. • 2 bilhões de litros de etanol por ano, mais 70 mil toneladas de óleo de milho e 1,7 bilhão de toneladas de grãos secos de destilaria. • Geração de 533 mil megawatts de energia elétrica.   Unidade de Lucas do Rio Verde • Primeira indústria de etanol 100% de milho do Brasil, localizada no maior centro produtivo de grãos do país. • Capacidade de produzir 530 milhões de litros de etanol por ano. • Aquisição de 100% do milho utilizado nas plantas em um raio médio de 150 km de distância dos fornecedores.   Visita ao parque de bioenergia da Raizen em Guariba (SP) 4. Britânia (GO) Elisa Agro Sustentável • Modelo de negócio focado em agricultura irrigada, com cerca de 9 mil hectares de irrigação em Goiás. • Produção agrícola com foco em soja, milho, algodão e feijão. • Algodoeira com capacidade de 40 fardos/hora (até 10.000 hectares de área plantada). • 2 usinas fotovoltaicas com 1,8 MW de capacidade. • 2 silos com capacidade para 4.500 toneladas cada. • Unidade de biotecnologia para produção de fertilizantes e defensivos biológicos. 5. Guariba (SP) Raízen • 4ª maior empresa em faturamento no Brasil e 2ª maior distribuidora de combustíveis no país. • Produção de 6,1 bilhões de litros de etanol e 4,8 milhões de toneladas de açúcar. • 1,3 milhão de hectares de área agrícola cultivada.   Planta Bonfim • Parque de bioenergia com produção de etanol, açúcar, biogás, energia elétrica e E2G. • Capacidade de moagem de mais de 5,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. • A unidade de E2G de Bonfim terá capacidade de produção de 82 milhões de litros por ano, com investimento previsto de R$ 1,2 bilhão.   6. São Paulo (SP) Galapagos Capital • Asset management: alocação e gestão de fundos de investimento e previdência para pessoas físicas e investidores institucionais. • Investment banking: serviços de M&A e captação de recursos, além de originação e estruturação de títulos de dívidas. • Wealth management: gestão de patrimônio para clientes alta renda. • Presente em 5 estados brasileiros e em Miami, nos Estados Unidos.  "}]