[{"jcr:title":"Curso discute como mulheres podem mobilizar recursos, redes e posições institucionais na arena pública"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Curso discute como mulheres podem mobilizar recursos, redes e posições institucionais na arena pública","jcr:description":"A baixa representatividade feminina foi o foco de Mulheres Líderes na Arena Pública, que examinou as barreiras enfrentadas para participar e ascender nesses espaços"},{"subtitle":"A baixa representatividade feminina foi o foco de Mulheres Líderes na Arena Pública, que examinou as barreiras enfrentadas para participar e ascender nesses espaços","author":"Ernesto Yoshida","title":"Curso discute como mulheres podem mobilizar recursos, redes e posições institucionais na arena pública","content":"A baixa representatividade feminina foi o foco de Mulheres Líderes na Arena Pública, que examinou as barreiras enfrentadas para participar e ascender nesses espaços   Bruno Toranzo   Dos 27 governadores brasileiros, há somente duas mulheres, eleitas no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Apenas 11,8% das prefeituras brasileiras são também ocupadas por mulheres. Esses são indícios claros da baixa participação feminina no Poder Executivo, também observada no Legislativo. O Brasil aparece entre os piores países — na 133ª posição — no ranking da instituição IPU Parline de presença feminina no Parlamento, com apenas 17,5% de participação na Câmara dos Deputados (90 dos 513 eleitos) e 18,5% no Senado Federal (15 dos 81 eleitos). Nos dias 23 e 24 de junho, o curso [Mulheres Líderes na Arena Pública](https://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/politicas-publicas/mulheres-lideres-na-arena-publica/) , do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, discutiu as barreiras enfrentadas para participar e ascender nesses espaços. Direcionado para mulheres líderes que atuam no setor público (Executivo, Legislativo ou Judiciário), no terceiro setor ou na interface com governos, o curso criou condições para potencializar suas ações na arena pública. “Mostramos como mobilizar recursos, redes e posições institucionais para que as mulheres possam avançar com suas agendas”, explicou Ana Diniz, professora do Insper que esteve entre as docentes. “O curso tinha três grandes eixos de discussão: um sobre desigualdade de gênero; outro sobre políticas públicas para combater essa situação; e o terceiro sobre as dinâmicas de poder observadas nos espaços públicos”, explicou. De acordo com a docente, as mesmas desigualdades de participação da mulher no setor privado são vistas no público. [Pesquisa recente realizada pelo Insper e pelo Talenses Group](https://www.insper.edu.br/noticias/mulheres-aumentam-presenca-em-cargos-de-alta-lideranca-nas-empresas/) , que contou com a contribuição da professora Ana, demonstrou que a participação feminina no cargo de presidente das empresas subiu para 17% em 2022, um crescimento de 4 pontos percentuais em relação a 2019, mas ainda abaixo do nível desejado e observado em outros países. Além do curso, entre os dois dias foi realizado um evento de networking em parceria com o grupo Women in Tech, do Hub de Inovação do Insper, que tem como objetivo aumentar a presença feminina tanto nos cursos da instituição quanto em cargos de liderança e de tecnologia no mercado.   Impressões sobre o curso Mariana Santos, assessora técnica na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo, foi uma das alunas do curso. “Foram dois dias de imersão em temáticas de gestão pública que são atravessadas por questões de gênero, compondo uma troca plural e acolhedora entre mulheres que estão fazendo a diferença nos seus espaços de liderança”, disse Mariana. Já Gabriela Sabino, assessora de projetos estratégicos do Ministério de Portos e Aeroportos, classificou a experiência como muito rica por ter proporcionado “uma imersão de conhecimento, troca e conexão entre realidades, vivências e níveis de experiência plurais para promover e fortalecer a presença de lideranças femininas nos cenários político e público do país”. Afirmou, ainda, que as mulheres “atravessam dificuldades muito parecidas”, e que a troca de experiências trouxe fortalecimento para os desafios presentes e futuros. A analista responsável pelo projeto do curso, Kelly Azevedo, demonstrou satisfação com a primeira turma e está otimista com as próximas. “Alcançamos nível máximo de satisfação, e um dos pontos fortes reconhecidos pela turma foi a coesão entre as aulas. Essa característica esteve no nosso planejamento desde o início em função dos objetivos de aprendizagem traçados. Outro fator de sucesso foi o evento de networking com outras turmas e com a liderança do Women in Tech. A ação foi pensada para fortalecer as redes de contato das mulheres líderes”, disse Kelly.  "}]