[{"jcr:title":"Aluna do Insper é escolhida para participar de curso em Oxford sobre IA como risco existencial"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Aluna do Insper é escolhida para participar de curso em Oxford sobre IA como risco existencial","jcr:description":"Giovana Vilhena, do sexto semestre da graduação em direito, considera que a melhor forma de regular a inteligência artificial é por meio de uma governança multissetorial"},{"subtitle":"Giovana Vilhena, do sexto semestre da graduação em direito, considera que a melhor forma de regular a inteligência artificial é por meio de uma governança multissetorial","author":"Ernesto Yoshida","title":"Aluna do Insper é escolhida para participar de curso em Oxford sobre IA como risco existencial","content":"Giovana Vilhena, do sexto semestre da graduação em direito, considera que a melhor forma de regular a inteligência artificial é por meio de uma governança multissetorial   Bruno Toranzo   Os riscos existenciais têm potencial de acabar com a vida humana na Terra. Guerra nuclear, bomba química, incluindo vírus desenvolvido em laboratório, mudanças climáticas e inteligência artificial sem controle ou regulação estão entre essas ameaças temidas por todos. “Em trabalho realizado para uma das matérias da graduação, cheguei à conclusão de que a melhor forma de regular a IA é por meio de uma governança multissetorial, com participação do Estado, da iniciativa privada e do terceiro setor, a fim de fazer com que esses sistemas estejam realmente alinhados com os interesses da sociedade, da coletividade. Esse conhecimento me ajudou a conquistar a vaga”, diz Giovana Vilhena, aluna do Insper, do 6º semestre de Direito, que foi selecionada para participar do Condor Camp – Caminhos para Mudar o Futuro da Humanidade, em Oxford, na Inglaterra, entre os dias 24 e 30 de julho. O curso, promovido pela Rethink Priorities, uma ONG dedicada a mitigar riscos existenciais, aborda questões cruciais de inteligência artificial e sua influência no destino da humanidade, visando mitigar os riscos envolvidos nos sistemas e nas decisões tomadas por eles. A viagem está sendo patrocinada pela Condor Initiative, uma ONG brasileira que tem o mesmo compromisso da Rethink Priorities em busca de um futuro mais seguro para a humanidade. Giovana fez parte inicialmente de um grupo de 35 estudantes de diversas instituições de ensino, inclusive internacionais, escolhidos para o pre-camp , um curso online intensivo com duração de uma semana. “Fizemos diversas atividades entregáveis, por meio principalmente de discussões em grupo, com o desafio de identificar os riscos dos sistemas de IA”, diz Giovana. Por causa do seu excelente desempenho, ela garantiu vaga na lista de 17 alunos classificados para a etapa presencial da iniciativa em Oxford.   Riscos da IA Os sistemas de inteligência artificial, cada vez mais utilizados no mundo inteiro, podem resultar na divulgação de fake news, prejudicando, por exemplo, o processo eleitoral de um país; na adoção de uma visão enviesada em suas decisões, gerando formas diversas de discriminação como de gênero, orientação sexual e religião; e na substituição de milhões de trabalhadores, por causa do chamado desemprego estrutural, caso governos e empresas não se preocupem efetivamente em preparar essas pessoas para assumir novas funções no mercado de trabalho. A inteligência artificial generativa, com destaque para o ChatGPT, trouxe a discussão sobre a necessidade de haver uma pausa no desenvolvimento dessa tecnologia para a criação de uma governança global que possa dar mais segurança a todos os envolvidos, especialmente aos cidadãos. “O papel do direito é proporcionar uma regulação que estabeleça critérios e limites claros para a IA sem que isso por si só trave ou interrompa o desenvolvimento da tecnologia. É preciso que essas regras mitiguem os riscos de abuso por parte de empresas e governos em relação aos direitos fundamentais dos cidadãos, incluindo o da privacidade e da proteção de dados pessoais”, afirma Giovana. Interesse pelo tema Ainda segundo a estudante, há necessidade de aumentar o interesse de quem está se formando pela atuação ligada aos riscos existenciais. “Percebemos que os grupos de trabalho dessa área demandam profissionais com formações variadas para que seus conhecimentos possam se complementar. Sobreviveremos, ainda, por centenas de milhões de anos se nenhum dos riscos existenciais se concretizar. Para isso, precisamos de engajamento, ou seja, de mais profissionais à disposição para atuar pelo futuro da humanidade”, diz. Na visão dela, há, por enquanto, poucas pessoas no Brasil interessadas nesse assunto, assim como baixo número de ferramentas de trabalho disponíveis. “Por isso, espero, na Inglaterra, encontrar uma rede de suporte para aumentar meus conhecimentos e networking. Na volta, buscarei compartilhar essa experiência com meus colegas do Insper, por meio da criação de grupos de estudo, exercendo o papel de entusiasta dessa área de atuação”, finaliza Giovana.   Mansão do século 15 em Oxford onde Giovana se hospedou  "}]