[{"jcr:title":"Intersecção entre agronegócio e mudanças climáticas é tema de novo curso"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Intersecção entre agronegócio e mudanças climáticas é tema de novo curso","jcr:description":"Debate entre especialistas marcou o lançamento de programa oferecido em parceria pelo Insper e pela Columbia University"},{"subtitle":"Debate entre especialistas marcou o lançamento de programa oferecido em parceria pelo Insper e pela Columbia University","author":"Ernesto Yoshida","title":"Intersecção entre agronegócio e mudanças climáticas é tema de novo curso","content":"Debate entre especialistas marcou o lançamento de programa oferecido em parceria entre o Insper e a Columbia University   Michele Loureiro   O Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo e abriga a maior floresta tropical do planeta, tornando-se um ator importante na discussão entre as mudanças climáticas e a questão da segurança alimentar. Justamente para abordar esse tema, o Insper e a Columbia University criaram o curso [Agro e Meio Ambiente: Desafio climático global e sistemas agroalimentares sustentáveis](https://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/politicas-publicas/agro-e-meio-ambiente-desafio-climatico-global-e-sistemas-agroalimentares-sustentaveis/) . O programa pioneiro prepara o aluno para os desafios e as oportunidades do agronegócio brasileiro diante da realidade climática global. O programa, com 75 horas de aula, foi apresentado durante um evento online realizado no dia 31 de maio com as principais lideranças do curso. Com aulas tendo início em agosto, a expectativa é que profissionais de sustentabilidade e ESG de empresas e instituições financeiras, gestores públicos preocupados com a formulação de políticas públicas na área agroambiental e setor empresarial formem novas lideranças para deliberar sobre o tema. Também são esperados profissionais ligados ao terceiro setor, mídia, associações setoriais, cooperativas e produtores rurais que atuam diretamente com a temática ou tenham interesse em aprofundar seus conhecimentos. Camila Dias de Sá, pesquisadora sênior do Centro de Agronegócio Global do Insper e coordenadora do curso, disse que a ideia do programa surgiu do contexto do necessário enfrentamento das mudanças climáticas. “O setor de agronegócio tem papel central a desempenhar nesse sentido. Não basta mensurar os recursos naturais e buscar investimentos. Precisamos principalmente de pessoas capacitadas e preparadas para lidar com essa nova realidade climática”, disse Camila. “A ideia é formar lideranças com competências para tomar decisões para evitar o aquecimento global e, ao mesmo tempo, garantir a segurança alimentar.” O curso nasce de uma parceria entre o Insper Agro Global, o Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper e a Columbia Climate School, representada pelo Columbia Global Center do Rio de Janeiro. O economista Tom Trebat, diretor do Global Center do Rio e professor da Columbia University, explicou que se trata de um programa inédito, que surge neste momento por causa de três pontos centrais. “São três felizes coincidências. A primeira delas é a decisão da Columbia University de fazer sua parte prática no combate ao aquecimento global. Estamos comprometidos com essa questão e temos mais de 1 mil pesquisadores trabalhando nessa frente. O segundo ponto é o reposicionamento político do Brasil, que está reassumindo o papel de protagonista mais ativo na governança global do assunto clima. É uma mudança muito bem-vinda, visto a importância do país como um ator fundamental”, afirmou. O terceiro ponto, segundo Trebat, foi o encontro entre Insper e Columbia. “As duas escolas estão empenhadas com a causa e percebemos que nossas habilidades combinavam para ajudar a falar sobre esse conflito entre agronegócio e clima. O programa vai ajudar a enfrentar esse dilema e mostrar como superá-lo”, disse.   Clima e agronegócio João Adrien, que foi Assessor Especial de assuntos socioambientais e Diretor de Regularização Ambiental no Mapa e recém concluiu o seu mestrado em Ciência e Política Ambiental em Columbia, , reforçou que o principal objetivo do programa é formar lideranças nos setores público e privado para conduzir essa agenda de intersecção entre clima e agronegócio. “O contexto Brasil tem um grande papel nas duas partes. Nosso país tem essa característica de ser uma potência agrícola e ambiental e ocupa lugar especial nesse debate global. As decisões políticas muitas vezes não consideram o arcabouço científico e é fundamental que isso aconteça, por isso esse programa é essencial”, disse Adrien. Marcos Jank, professor senior fellow e coordenador do Insper Agro Global, afirmou que esse curso é a realização de “um sonho antigo”. “Fazer essa interface entre clima, agronegócio e meio ambiente é o objetivo. Queremos mostrar como essas frentes se compatibilizam e montamos esse curso para falar sobre o desafio dessa mudança que o planeta está assistindo. Estamos em uma fase de insegurança nas frentes alimentar, energética e climática. Por isso, o curso debate ações nas frentes de energias renováveis, alimentos e meio ambiente.” Para Jank, o curso também é resultado da demanda de empresas que reclamam da falta de profissionais que entendam da união dessas frentes. “No curso, teremos aspectos que vão desde os princípios da ciência climática, com exemplos e cases trazidos pela Columbia, até questões de teoria agroambiental e políticas públicas. Além de falar do contexto no Brasil, a ideia é explorar as estratégias empresariais no mundo”, afirmou. Segundo Walter Baethgen, pesquisador sênior e diretor do programa de pesquisa regional e setorial no International Research Institute (IRI) da Columbia Climate School, o curso é importante por causa da relação que existe entre os sistemas alimentares e o clima.  “Por um lado, o clima afeta a produção, transporte e armazenamento do agronegócio. Por outro, os sistemas alimentares são responsáveis por cerca de 30% das emissões dos gases de efeito estufa no mundo”, disse. Baethgen ponderou que o Brasil é um ator fundamental na produção de alimentos na América Latina e no mundo, mas disse ser muito comum que os planos de todos os níveis, de fazendas até ministérios, não incluam a ciência climática na tomada de decisão. “Há uma comunicação falha entre clima e sistemas alimentares. Um dos problemas que observamos como limitante para melhorar essa relação entre a ciência de clima e a política pública é a dificuldade em comunicar conhecimento com linguagem acessível, que vá além das compressão de pessoas especialistas, para que o produtor agropecuário entenda”, observou Baethgen. “Um dos objetivos desse curso é traduzir informação científica para uma linguagem útil e compreensível para quem toma as decisões e elabora políticas públicas.” O pesquisador comentou também que a questão financeira está cada vez mais atrelada aos assuntos de clima e agronegócio, por conta das políticas de ESG. “No conteúdo do curso, abordaremos o que está acontecendo nos tratados ao redor do mundo e como os governos e empresas estão encarando o sistema financeiro. É fato que cada vez há mais relevância dos pilares de ESG na hora dos aportes do mercado financeiro. Esse curso inova nesse tipo de conteúdo no Brasil e até no mundo.”   Informações sobre o curso A proposta central do novo curso é oferecer uma visão objetiva sobre a realidade climática global e os desafios agroambientais brasileiros, em consonância com uma visão estratégica sobre o papel de sistemas agroalimentares competitivos e sustentáveis. Na abordagem do curso, estão as implicações das mudanças climáticas para a agropecuária e para a segurança alimentar. Além disso, o programa inclui a oportunidade de conhecer os compromissos, acordos internacionais e os principais conceitos, princípios e mecanismos da agenda climática. De acordo com o professor Marcos Jank, além de abordar a agenda desafiadora, que inclui pautas como desmatamento e aumento de emissões, o curso também vai falar de agendas positivas, como as técnicas de agronegócio sustentável como sistemas integrados de produção. “O curso já está aberto para inscrições. No processo seletivo, buscaremos pessoas que devem virar lideranças ativas no tema”, afirmou. [ Clique aqui para saber mais sobre o curso Agro e Meio Ambiente: Desafio Climático Global e Sistemas Agroalimentares Sustentáveis. ](https://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/politicas-publicas/agro-e-meio-ambiente-desafio-climatico-global-e-sistemas-agroalimentares-sustentaveis/)  "}]