[{"jcr:title":"Você confia em inteligência artificial?"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Você confia em inteligência artificial?","jcr:description":"Economias emergentes são as que reúnem maior número de pessoas que confiam nos benefícios de sistemas baseados em tecnologias de IA, aponta pesquisa em 17 países"},{"subtitle":"Economias emergentes são as que reúnem maior número de pessoas que confiam nos benefícios de sistemas baseados em tecnologias de IA, aponta pesquisa em 17 países","author":"Ernesto Yoshida","title":"Você confia em inteligência artificial?","content":"Economias emergentes são as que reúnem maior número de pessoas que confiam nos benefícios de sistemas baseados em tecnologias de IA, aponta pesquisa em 17 países   Bernardo Vianna   Os mais recentes avanços no campo da inteligência artificial estão impulsionando a inovação e transformando a forma como as pessoas trabalham e como serviços e produtos são entregues. No entanto, seu uso também apresenta riscos e desafios, gerando questionamentos sobre a confiabilidade dos sistemas de IA — preocupação alimentada por casos notórios de uso tendencioso, discriminatório ou mesmo de violação de direitos humanos. Diante desse cenário, a KPMG, uma das maiores empresas globais de auditoria, e a Universidade de Queensland, na Austrália, lideraram uma pesquisa para verificar o grau de confiança das pessoas em relação aos avanços dos sistemas de inteligência artificial. “Para aproveitar os benefícios da IA e obter retorno sobre o investimento nessa tecnologia, é fundamental manter a confiança do público, garantindo que a IA seja desenvolvida e utilizada de maneira responsável e confiável”, afirma a publicação [Trust in Artificial Intelligence: Global Insights 2023](https://kpmg.com/au/en/home/insights/2023/02/trust-in-ai-global-insights-2023.html) , resultado da pesquisa que ouviu mais de 17 mil pessoas de 17 países líderes em atividades em IA.       Globalmente, três em cada cinco pessoas (61%) manifestaram cautela em relação a sistemas de IA, relatando indecisão ou desconfiança. De modo geral, as pessoas têm mais confiança na capacidade da IA de produzir resultados precisos e fornecer serviços úteis, mas são mais céticas em relação a segurança, privacidade e equidade desses sistemas. A confiança em IA é particularmente baixa em países como Finlândia e Japão, nos quais menos de um quarto das pessoas afirmaram confiar nessa tecnologia. Já nos países de economia emergente, como Brasil, Índia, China e África do Sul, a maioria das pessoas confia nos sistemas de IA. De acordo com a pesquisa, a confiança é influenciada pelo contexto e pela aplicação específica: as pessoas são menos confiantes no uso de IA em recursos humanos e mais confiantes em sua aplicação na área da saúde, onde o benefício direto é mais evidente. “A visão mista dos benefícios e riscos da IA contribui para a cautela e ambivalência das pessoas. A maioria acredita que a IA traz benefícios, especialmente em termos de eficiência, inovação, eficácia e redução de custos. No entanto, apenas metade acredita que os benefícios superam os riscos. Esse ceticismo é particularmente evidente nos países ocidentais e no Japão, enquanto a maioria das pessoas nos países BRICS e em Singapura acredita que os benefícios superam os riscos”, avalia o estudo.         Embora haja diferenças na percepção da relação risco-benefício da IA, a forma como as pessoas avaliam os riscos é bastante consistente entre os países estudados. Cerca de três quartos dos entrevistados se mostraram preocupados com riscos potenciais como violações de segurança cibernética e de privacidade, perda de empregos, falhas de sistema, violações de direitos humanos e resultados imprecisos ou tendenciosos. Independentemente do país, os riscos cibernéticos são a principal preocupação, enquanto a tendência preconceituosa dos sistemas de IA é o que menos preocupa as pessoas. De modo geral, as pessoas têm mais confiança nas universidades e organizações de defesa para desenvolver, utilizar e regulamentar sistemas que utilizem inteligência artificial, enquanto confiam menos em governos e organizações comerciais para o mesmo fim. “Essa falta de confiança é preocupante, considerando o aumento da utilização da IA por essas entidades e a expectativa do público de que elas a utilizem e a regulamentem de forma responsável”, observa o estudo. “Esses resultados indicam que fortalecer a confiança nas instituições de forma geral é um alicerce importante para a confiança nas atividades específicas de IA”, conclui.  "}]