[{"jcr:title":"Um guia de viagem pessoal para Israel"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Um guia de viagem pessoal para Israel","jcr:description":"Carolina Fouad Kamhawy, gerente de projetos do Hub de Inovação do Insper, compartilha suas impressões sobre a primeira visita ao país"},{"subtitle":"Carolina Fouad Kamhawy, gerente de projetos do Hub de Inovação do Insper, compartilha suas impressões sobre a primeira visita ao país","author":"Ernesto Yoshida","title":"Um guia de viagem pessoal para Israel","content":"Carolina Fouad Kamhawy, gerente de projetos do Hub de Inovação do Insper, compartilha suas impressões sobre a primeira visita ao país   Tiago Cordeiro   Filha de egípcio, fascinada pela beleza e cultura dos países árabes, Carolina Fouad Kamhawy recebeu a informação de que iria viajar a trabalho, para Israel, em meados de 2022. Gerente de projetos do [Hub de Inovação Paulo Cunha](https://www.insper.edu.br/hub-de-inovacao-paulo-cunha/) , ela foi convidada a participar da primeira Expedition Learning realizada pelo Insper. A proposta era realizar uma [imersão no ecossistema de inovação ](https://www.insper.edu.br/noticias/por-que-israel-tem-um-dos-melhores-ecossistemas-de-inovacao-do-mundo/) do país, considerado um dos mais avançados do mundo quando se trata de dinamismo de suas ações empreendedoras. Um grupo de alunos, alumni e executivos de empresas parceiras passou cinco dias em cidades como Telaviv, Jerusalém, Haifa e Berseba. Conheceu a Afeka College, uma faculdade pública de engenharia em Telaviv, a plataforma de inovação The Bridge Coca-Cola, o Centro Peres para Paz e Inovação, a Universidade de Telaviv, o Instituto Weizmann de Ciências, a Universidade Ben-Gurion do Neguev, a Universidade de Haifa e a Universidade Hebraica de Jerusalém (considerada entre as 100 melhores do mundo). Sobrou algum tempo para passear. E para Carolina, em especial, essa foi uma experiência intensa e emocionante. “Toda a família do meu pai é egípcia e muçulmana. Já visitei o Egito, mas nunca tinha estado em Israel. Então, foi impressionante visitar o território israelense. Nunca mais vou me esquecer da visão das fronteiras com Líbano, Síria, Jordânia e Egito, a partir de uma janela do ponto mais alto da Universidade de Haifa”, conta. O local trouxe à tona experiências da família egípcia de Carolina. Afinal, o histórico entre os dois países é tenso e marcado por conflitos. Em 1967, em especial, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel tomou do Egito a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, além da Cisjordânia, da Jordânia, e as Colinas de Golã, da Síria. “Ficou claro, em Israel, que os moradores árabes habitam ambientes diferentes. A tensão está sempre presente”, diz ela.   Cerco histórico Carolina encarou também uma aventura. “Eu estava em uma van, com um grupo de poucas pessoas e um motorista que não falava inglês. Mas sabíamos que muitas vezes a estrada, que fica no meio do deserto, ruía. Olha, eu rezei! O mais impressionante é que, chegando ao nosso destino, a infraestrutura era excelente.” O destino era Massada, mais especificamente as ruínas onde, entre os anos de 1973 e 1974, um grupo judeu liderou uma rebelião contra o poderio do Império Romano — o movimento foi iniciado após a destruição do Segundo Templo de Jerusalém, na década de 1970. Acabaram todos submetidos a um cerco, ao final do qual preferiam se matar, lançando-se do penhasco rochoso de 450 metros de altura onde ficava instalada a fortificação onde eles vinham se defendendo. “O lugar tem uma história muito forte. Pudemos ver a ladeira que eles construíram até chegar ao topo, o ponto onde os judeus se suicidaram para não render. É um local obrigatório para quem visita Israel”, recomenda Carolina. Dali, aliás, o grupo seguiu para o Mar Morto, que fica nas proximidades.   Visitando as ruínas de Massada Capital religiosa A gerente de projetos também ficou especialmente tocada em dois locais de Jerusalém: o Muro das Lamentações e o Santo Sepulcro. “Não dá para não acreditar, mesmo que você não seja religioso”, diz ela, que tem formação católica por influência da mãe. “Passamos por vários dos locais onde Jesus Cristo teria andado. Há um ponto onde ele teria apoiado a cruz, segundo a tradição, e há ali uma grande marca visível.” No Muro, ela fez questão de colocar um lenço. “Não era obrigatório, mas muitas das mulheres usavam, e eu havia acabado de comprar um. Foi uma questão de respeito. O lugar é venerado, pessoas rezam ali 24 horas por dia, você não pode se afastar dando as costas para o Muro.” Dentro do Santo Sepulcro, onde Cristo teria ficado sepultado por três dias, não era possível tirar fotos. “Entram poucas pessoas de cada vez, você fica praticamente ajoelhado. Chorei muito, foi emocionante. O lugar é impressionante, parece preservado como há 2 mil anos.”   Outras curiosidades do país Algo que chamou a atenção de Carolina foi o valor dos itens em Israel e a diferença de valores nas casas de câmbio para trocas de moedas (dólar por shekel israelense). “Tudo era bem caro. Se ficássemos fazendo a conversão de valores para dólar ou real, enlouqueceríamos”, diz Carolina, rindo. Outros pequenos detalhes do país, especialmente de Telaviv, impressionaram Carolina. “Telaviv tem praia ocupada até tarde da noite. As mulheres usam biquínis menores do que se vê no Brasil, e o esporte, principalmente o vôlei de praia, é muito presente. Não imaginava. Há também muitos gatos, para todos os lados. E a comida é a melhor que eu já provei na vida”, ela relata. “Desde que voltei, vivo procurando restaurantes de comida israelense. Uma simples abobrinha fica especial da maneira como eles fazem.”  "}]