[{"jcr:title":"Insper organiza conferência internacional de aprendizado ativo em Engenharia"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Insper organiza conferência internacional de aprendizado ativo em Engenharia","jcr:description":"Na PAEE-ALE, pesquisadores do mundo todo apresentam, na prática, estratégias pedagógicas e formas mais eficientes de ensino para a graduação"},{"subtitle":"Na PAEE-ALE, pesquisadores do mundo todo apresentam, na prática, estratégias pedagógicas e formas mais eficientes de ensino para a graduação","author":"Ernesto Yoshida","title":"Insper organiza conferência internacional de aprendizado ativo em Engenharia","content":"Na PAEE-ALE, pesquisadores do mundo todo apresentam, na prática, estratégias pedagógicas e formas mais eficientes de ensino para a graduação   Leandro Steiw   O Insper está organizando e será sede da International Conference on Active Learning in Engineering Education ( [PAEE-ALE’2023](https://www.insper.edu.br/en/paee-ale-2023/) ), uma das principais conferências internacionais de aprendizado ativo em Engenharia. De 28 a 30 de junho de 2023, serão apresentados cerca de cem trabalhos acadêmicos que investigam estratégias pedagógicas e formas mais eficientes de ensinar Engenharia. O tema deste ano é “Design e mestrado em engenharia para os trabalhos do futuro”. A programação não está baseada em apresentações orais, mas em workshops . “Basicamente, pegamos uma aula-modelo de alguma disciplina ou alguma estratégia de educação e mostramos como é que se faz”, diz o professor Luciano Pereira Soares, líder do grupo de pesquisa em Educação de Engenharia do Insper e coordenador-geral da PAEE-ALE’2023. “É um evento no qual as pessoas participam das oficinas e tentam levar as estratégias pedagógicas que elas aprendem para as suas instituições, para as suas aulas, para as suas casas.” Nesta edição, serão três palestrantes principais: os professores Mark Somerville, Diana Mesquita e Irineu Gianesi. Segundo Soares, Somerville foi um parceiro importante na criação dos cursos de Engenharia do Insper, oferecidos desde 2015, mas que começaram a ser pensados alguns anos antes. Ele é pró-reitor e professor de Engenharia Elétrica e Física no Olin College of Engineering, nos Estados Unidos, e colabora com a divulgação das mudanças no ensino na área, particularmente por meio da aplicação de técnicas de design colaborativo nos processos de revisão de currículo. Professora na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, Diana Mesquita é ativa na comunidade informalmente chamada de “mão na massa”, que promove o aprendizado prático. Ela ministrou mais de 80 workshops dedicados à formação de professores em Portugal, Brasil, Colômbia, Rússia e Tailândia, organizou conferências nacionais e internacionais e publicou 80 artigos em revistas internacionais, capítulos de livros e eventos científicos. O engenheiro Irineu Gianesi é diretor de Assuntos Acadêmicos do Insper, responsável pelo design e pela implementação de novos programas de graduação e inovação curricular, entre os quais os cursos de Engenharia Mecânica, Mecatrônica e de Computação. Doutor em Administração de Empresas pela Cranfield University, no Reino Unido, assinou, em coautoria, quatro livros nas áreas de gerenciamento de operações e desenho de currículos e cursos.   Práticas mais modernas As experiências trocadas na conferência estão na essência dos cursos de [Engenharia](https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharia/) do Insper. “Estudamos bastante as diversas práticas de educação e trouxemos as melhores para os cursos de Engenharia”, diz Soares. “Como tínhamos a vantagem de começar do zero, víamos ideias de sucesso de outras instituições e podíamos decidir quais eram as melhores e colocá-las em prática. Hoje estamos em um cenário diferente. Já temos muitas inovações em prática e, depois de todos esses anos, reunimos resultados positivos suficientes para apresentar.” A organização do evento em São Paulo é um indicativo do alinhamento do Insper às práticas mais modernas de educação. E existe espaço para aperfeiçoá-las. As diretrizes curriculares do Ministério da Educação, mesmo depois da recente revisão dirigida aos cursos de Engenharia, ainda permitem certa liberdade em conteúdos e programas. “Já fazíamos tudo o que a última revisão curricular pediu”, afirma Soares. “Não são essas regras, no entanto, que determinam se um currículo é mais ou menos inovador.” De abrangência nacional, realiza-se desde 1973 o Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge), que discute a formação e o exercício profissional em Engenharia no país. Por sua vez, a PAEE-ALE contribui com vivências internacionais para a comunidade de educação em Engenharia. “Abrem-se também as oportunidades de networking e futuras parcerias, que são importantes também na educação”, diz Soares. “Quando se conhece um professor de outra instituição, que é da sua área ou aplica práticas parecidas, estabelece-se um vínculo que vai gerar compartilhamento de materiais e estratégias. Queremos que esse networking ocorra bastante na conferência.” A PAEE-ALE nasceu da junção de dois grupos de pesquisadores em ensino de Engenharia que organizavam eventos próprios, ambos com raízes fortes na Europa: PAEE (sigla em inglês para Abordagens de Projeto no Ensino de Engenharia), criado em 2009, e ALE (Oficina de Aprendizagem Ativa no Ensino de Engenharia), que existe desde 2001. A oitava edição conjunta será a segunda oportunidade de mostrar as experiências no Brasil — Brasília foi sede em 2018 —, depois de encontros em Portugal, Espanha, Colômbia, Tunísia e Tailândia (em modelo híbrido por causa da pandemia da covid-19).  "}]