[{"jcr:title":"Estudo estima o desperdício de tempo com reuniões desnecessárias"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Estudo estima o desperdício de tempo com reuniões desnecessárias","jcr:description":"Pesquisa em seis países com trabalhadores do conhecimento aponta que eles gastam 58% da jornada com “trabalho sobre trabalho”, incluindo reuniões que poderiam ser evitadas"},{"subtitle":"Pesquisa em seis países com trabalhadores do conhecimento aponta que eles gastam 58% da jornada com “trabalho sobre trabalho”, incluindo reuniões que poderiam ser evitadas","author":"Ernesto Yoshida","title":"Estudo estima o desperdício de tempo com reuniões desnecessárias","content":"Pesquisa em seis países com trabalhadores do conhecimento aponta que eles gastam 58% da jornada com “trabalho sobre trabalho”, incluindo reuniões que poderiam ser evitadas     As reuniões de trabalho fazem parte da rotina de qualquer empresa. Elas são o momento em que os membros de uma equipe podem discutir objetivos, traçar estratégias e avaliar progressos, garantindo que todos entendam seus papéis e estejam alinhados. As reuniões criam oportunidades para debater problemas, para dar e receber feedback, para construir e estreitar relacionamentos, para tomar decisões em conjunto. Ninguém discute que as reuniões são importantes para o funcionamento de uma empresa — em excesso, porém, tornam-se contraproducentes e podem custar caro. A americana Asana, empresa de software que tem uma plataforma de gestão de trabalho, desenvolve um estudo que chama de [Índice Anatomia do Trabalho Global](https://asana.com/pt/resources/anatomy-of-work) . No mais recente relatório, de 2023, a plataforma ouviu 9.615 profissionais e verificou que, em média, eles gastam 58% da jornada com trabalho improdutivo — que o estudo chama de “trabalho sobre trabalho”. O trabalho qualificado ocupa 33% do tempo dos profissionais e o trabalho estratégico, apenas 9%. O “trabalho sobre trabalho” inclui atividades que as pessoas desempenham sem ter sido contratadas exatamente para isso (um programador, por exemplo, é contratado para fazer programação, não para participar de reuniões). Segundo o estudo, a maior perda de tempo em uma empresa se deve a reuniões desnecessárias. Os executivos ouvidos na pesquisa gastam em média 3,6 horas por semana em reuniões que consideram desnecessárias. Os demais funcionários gastam 2,8 horas por semana com reuniões que poderiam ter sido evitadas. A pesquisa ouviu trabalhadores do conhecimento (profissionais cujas funções envolvem principalmente adquirir e usar informações de forma criativa) na Alemanha, Austrália, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. De acordo com a pesquisa da Asana, os executivos têm 30% mais chances de perder um prazo do que o trabalhador médio devido a reuniões por telefone ou vídeo. Quase um terço (32%) dos trabalhadores afirmaram que as videochamadas consomem mais tempo do que um ano atrás. E 22% disseram que as chamadas de áudio tomam hoje mais tempo do que há um ano.   Desperdício de dinheiro Se tempo é dinheiro, e as empresas gastam tempo com reuniões desnecessárias, a conclusão óbvia é que elas estão perdendo dinheiro. Quanto? Um estudo realizado no ano passado nos Estados Unidos estimou que grandes empresas poderiam economizar até 100 milhões de dólares por ano fazendo menos reuniões desnecessárias e reduzindo o número de participantes. A [pesquisa](https://20067454.fs1.hubspotusercontent-na1.net/hubfs/20067454/Report_The%20Cost%20of%20Unnecessary%20Meeting%20Attendance.pdf) de Steven G. Rogelberg, professor da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, foi produzida para o fabricante de software Otter.ai e verificou que quase 6 horas das 18 horas semanais que os funcionários gastam em reuniões são improdutivas. Rogelberg perguntou a 632 trabalhadores em 20 setores a quantas reuniões eles comparecem em uma semana e se sua presença era de fato necessária. Os entrevistados disseram que não precisavam estar em 30% das reuniões de que participaram. Para determinar o potencial de economia de custos para as empresas, Rogelberg calculou os gastos totais das organizações em reuniões, incluindo aquelas que os funcionários disseram que valia a pena comparecer. Ao longo de um ano, ele estimou que as grandes organizações gastam em média 80 mil dólares em reuniões por funcionário, levando em conta os salários dos profissionais e o tempo que eles gastam em reuniões.   Como cerca de um terço do tempo gasto nas reuniões é improdutivo, isso equivale a mais de 25 mil dólares em investimento anual “desperdiçado” por funcionário, de acordo com Rogelberg. A pesquisa então extrapolou esses dados para empresas de diferentes tamanhos. Por exemplo, uma organização com 5 mil funcionários gasta cerca de 320 milhões de dólares por ano em reuniões. Se um terço dessas horas anuais é improdutivo, a empresa está desperdiçando cerca de 100 milhões de dólares por ano em tempo de reunião que poderia ser mais bem aproveitado de outra forma, concluiu o estudo. O estudo de Rogelberg constatou que a maioria das pessoas tem dificuldade de declinar os convites para participar de reuniões de trabalho. Segundo o levantamento, os funcionários aceitam 83% dos convites para reuniões que lhes são enviados. Eles gostariam de recusar em 31% dos casos, mas acabam declinando apenas 14% dos convites. Sobre os motivos de não recusar os convites, 47% dos profissionais entrevistados disseram que não gostariam de ofender o organizador da reunião. E 45% afirmaram que não gostariam que seus colegas julgassem sua atitude como falta de engajamento no trabalho.   Como reduzir as perdas O estudo de Rogelberg sugere algumas medidas para que os funcionários possam faltar a reuniões desnecessárias sem culpa. O principal ponto é que seria preciso uma mudança na cultura organizacional para modificar o comportamento dos empregados em relação ao receio de recusar convites. A empresa poderia elaborar uma diretriz formal sobre o tema, bem como encorajar conversas abertas entre os gestores e os liderados (88% dos empregados disseram que se sentiriam confortáveis em faltar a uma reunião caso seus chefes digam explicitamente que não há problema nisso.) Outra medida sugerida no estudo é convidar um funcionário a participar apenas da parte da reunião que diretamente lhe disser respeito (em vez de obrigá-lo a ficar na reunião inteira, mesmo quando os demais assuntos não tiver relação com ele). Há também a sugestão de distribuir posteriormente um resumo da reunião a todos os convidados, para que ninguém se sinta forçado a participar mesmo quando sua presença não é essencial.  "}]