[{"jcr:title":"Empresa com mais caixa teve melhor resultado na última recessão","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Empresa com mais caixa teve melhor resultado na última recessão","jcr:description":"Estudo avaliou 200 companhias brasileiras listadas em Bolsa de 2013 a 2016"},{"subtitle":"Estudo avaliou 200 companhias brasileiras listadas em Bolsa de 2013 a 2016","altText":"Operador da bolsa de valores de São Paulo","status":"publish","slug":"empresa-com-mais-caixa-teve-melhor-resultado-na-ultima-recessao","title":"Empresa com mais caixa teve melhor resultado na última recessão","content":"  Quanto mais recursos livres à disposição uma empresa listada em Bolsa detinha durante a última recessão brasileira, melhor em regra foi o seu desempenho operacional. Essa tendência foi verificada concentradamente nos setores de saúde e utilidade pública. Avaliar o impacto da gestão de caixa de companhias brasileiras no contexto econômico recessivo foi [o objetivo do estudo dos pesquisadores](https://ram.mackenzie.br/site/content/dam/insper-portal/legacy-media/2023/06/0039PT.pdf) do Insper Adriana Bortoluzzo e Mario Ferreira, com seu colega Mauricio Bortoluzzo, da Saint Paul Escola de Negócios. A possibilidade de a empresa acessar imediatamente recursos financeiros próprios é objeto de controvérsia. Uma parte da literatura entende que manter caixa acima do necessário para cobrir obrigações de curto prazo seria perder oportunidades de negócios. Outra vertente postula tratar-se de medida de cautela, que suaviza o impacto de crises setoriais ou macroeconômicas na operação empresarial. Crises econômicas têm sido comuns no Brasil, onde ocorre em média [uma recessão a cada quatro anos](https://portalibre.fgv.br/codace) desde 1980. A fim de avaliar essas cogitações numa situação concreta, Adriana, Mario e Mauricio analisaram como evoluiu o resultado de 200 empresas listadas na B3 no mais recente ciclo recessivo, que se estendeu do segundo trimestre de 2014 e ao quarto de 2016. O ano fiscal anterior ao início da crise, 2013, foi o ponto de partida da comparação. O ROA (resultado sobre ativos, em inglês) foi tomado como medida do resultado operacional, e o “market to book” (divisão do valor acionário pelo contábil), como parâmetro da visão da empresa pelo mercado. A análise econométrica confirmou a hipótese dos autores de que o resultado operacional nesse período foi maior quanto maior foi o caixa da companhia. Não detectou essa relação, entretanto, para o indicador “market to book”. Ao segmentar as empresas por ramo de atuação, o trabalho conclui que a correlação positiva entre caixa e desempenho não ocorreu para todos os setores. Ficou concentrada nos segmentos de saúde e utilidade pública, este último abrangendo companhias de saneamento, eletricidade, petróleo e gás. Leia o artigo: [Impacto da posição de caixa na performance das empresas brasileiras em períodos de recessão econômica](https://ram.mackenzie.br/site/content/dam/insper-portal/legacy-media/2023/06/0039PT.pdf) .  "}]