[{"jcr:title":"As oportunidades e os desafios com as novas tecnologias digitais"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"As oportunidades e os desafios com as novas tecnologias digitais","jcr:description":"No lançamento do Programa Avançado em Transformação Digital, evento no Insper debateu fatores-chave para o sucesso da jornada de mudança nas empresas"},{"subtitle":"No lançamento do Programa Avançado em Transformação Digital, evento no Insper debateu fatores-chave para o sucesso da jornada de mudança nas empresas","author":"Ernesto Yoshida","title":"As oportunidades e os desafios com as novas tecnologias digitais","content":"No lançamento do Programa Avançado em Transformação Digital, evento no Insper debateu fatores-chave para o sucesso da jornada de mudança nas empresas   Não é de hoje que especialistas em diversas áreas e líderes empresariais falam na necessidade de transformar os negócios para se preparar para um futuro digital. Mas a ideia de “transformação digital” ganhou força nos últimos anos, sobretudo após a digitalização forçada pela pandemia da covid-19, e se tornou onipresente em todos os setores da economia. “A transformação digital, na verdade, é um processo muito antigo. Começou há algumas décadas com a chegada dos computadores no nosso dia a dia”, disse o engenheiro João Fernando Oliveira, presidente do conselho de administração da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) durante o painel [ Transformações digitais: a interseção entre oportunidades e desafios ](https://www.youtube.com/watch?v=oyf9THUlDBU&t=3671s) , promovido pelo Insper no dia 1º de julho. O evento, que aconteceu no auditório da escola, marcou o lançamento do [Programa Avançado em Transformação Digital: Gestão, Operações e Tecnologia](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/programa-avancado-em-transformacao-digital/) . Segundo Oliveira, que é cofundador da Scenario Automation, uma indústria no interior paulista especializada em automação residencial, e atuou como mediador do debate, a primeira fase da transformação digital durou cerca de 30 anos e foi marcada pelo esforço de integração de ferramentas como MRP (planejamento dos recursos), MRP II (gerenciamento do processo), ERP (gestão empresarial), CIM (manufatura integrada por computador) e outras tecnologias. “Agora a sopa de letrinhas mudou e passa pelo telefone celular, que fez com que o homem se tornasse digital. Enquanto eu aguardava o início do evento, chequei pelo celular se a televisão que comprei vai mesmo chegar no prazo e fiz uma transferência para a conta de um filho. Tudo isso num tempo antes inimaginável.” A nova “sopa de letrinhas”, segundo Oliveira, inclui tecnologias como cloud computing, IoT (internet das coisas), sensores inteligentes, inteligência artificial e rede 5G (quinta geração de internet móvel). “Essa sopa de letrinhas tem o potencial de dar um novo impulso para a transformação digital, pois habilita um ciclo de captura de informações, análise, inferência, decisão e atuação, tudo isso de uma maneira muito mais automática.”   O exemplo do campo Um dos participantes do debate, o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da consultoria MB Associados, destacou que o agronegócio é um setor que reconhecidamente deu certo e avança no Brasil há quase 50 anos pela conjugação de dois fatores:  o contínuo desenvolvimento tecnológico, que levou a um aumento sistemático da produtividade no campo, e sua profunda ligação com o resto do mundo, como parte das cadeias globais. Mendonça de Barros observou que a evolução do agronegócio no país só foi possível porque a transformação tecnológica se tornou algo endógeno, ou seja, já está incorporada ao sistema. “Não precisa ser um grande produtor. Até mesmo agricultores de pouca instrução sabem que a melhoria tecnológica é que pode levá-los a melhorar de vida”, disse o economista. O setor continua a dar exemplo com o desenvolvimento da agricultura de precisão, que utiliza os dados coletados no campo para aumentar a eficiência na produção. É uma espécie de agricultura 4.0, que, segundo Mendonça de Barros, tornou sem sentido a velha divisão da economia em setores primário (agricultura), secundário (indústria) e terciário (serviços). “Na agricultura digital, essas três coisas estão integradas. A agricultura continua sendo o que é desde tempos imemoriais, fazendo uso de fatores como terra, sol e água, mas agora cada vez mais turbinada pela introdução de produtos industriais e de serviços que agregam valor.”   Consumidores conectados Também presente no debate, Agenor Leão, vice-presidente de negócios da indústria de cosméticos Natura, disse que há 10 anos a empresa já contava com uma estrutura azeitada para atender mais de 1 milhão de consultoras, responsáveis por distribuir os produtos da marca aos consumidores finais. “Cerca de 50% dessas consultoras recebiam em até 48 horas em casa as caixas com seus produtos. Já era a maior operação de e-commerce no Brasil, mas não tínhamos nos dado conta disso.” Hoje a Natura atua com um modelo de omnicanalidade — a integração dos diferentes canais físicos e virtuais de atendimento, de modo a proporcionar aos clientes a melhor experiência possível de compra. “Cerca de 80% das nossas consultoras operam no modelo digital e 82% vendem e se relacionam com seus consumidores por meio das redes sociais, instrumentalizadas por ferramentas que desenvolvemos”, disse Leão. O executivo destacou a importância de pensar a transformação digital a partir das necessidades dos clientes, que estão cada vez mais conectados. “A indústria de beleza hoje é extremamente influenciada pelos consumidores que estão nas redes sociais e falam sobre os produtos.” A Natura, de acordo com Leão, vem utilizando modelos de inteligência artificial para testar produtos, o que tem permitido reduzir o time to market (tempo que um produto leva desde sua concepção até o lançamento no mercado). Mas, para Leão, o mais importante é a mudança da mentalidade das pessoas que conduzem o negócio. “A tecnologia está se commoditizando cada vez mais. O mais importante é o mindset das pessoas que vão colocar em prática um modelo de negócio centrado nesse consumidor que adquiriu novos hábitos e quer mais conveniência.”   As pessoas no centro Outra participante do debate foi Valéria Marretto, diretora de recursos humanos do Itaú Unibanco e responsável pela gestão do Escritório de Transformação Digital. “Às vezes as pessoas me perguntam por que é a área de pessoas, e de não de tecnologia, que está encabeçando a transformação digital no banco. E a resposta é simples: aprendemos ao longo dos anos que, sem as pessoas estarem no centro da transformação, por mais que evoluíssemos em tecnologia, essa mudança não aconteceria”, afirmou a executiva. “Começamos então a tratar a transformação digital como uma grande transformação cultural. E vou repetir uma frase de que gosto muito: as empresas não mudam; quem muda são as pessoas.” Segundo a executiva, a transformação digital é um processo contínuo, ainda mais numa empresa com quase 100 mil funcionários como o Itaú. “A jornada não acaba nunca e tem que estar ancorada em alguns pilares. É necessário um arcabouço de educação, síncrona e assíncrona, que disponibilizamos aos funcionários para difundir cada vez mais o mindset de aprendizagem. Isso é básico”, afirmou Valéria Marretto. Ela disse ser importante também trabalhar com a liderança e mexer nas ferramentas de recursos humanos, como os mecanismos de avaliação, incentivo e recompensa para os funcionários. “O conjunto de ferramentas de recursos humanos precisa estar alinhado com a jornada que estamos propondo. Não adianta, por exemplo, capacitarmos um funcionário em um modelo de trabalho que prevê colaboração e mantermos um sistema de avaliação que gere competição. Não vai funcionar.”   Programa Avançado O novo Programa Avançado em Transformação Digital do Insper é um curso que tem o objetivo de oferecer ao mercado profissionais completos, que conheçam em profundidade as novas tecnologias e liderem o processo de transformação digital a partir de práticas contemporâneas de gestão.   “É um curso que estava sendo demandado pelo mercado. Temos outros programas que abordam tópicos específicos desse tema, em disciplinas de graduação, de pós-graduação ou em educação executiva. Mas faltava um curso de longa duração que explorasse esse tema de uma forma mais transversal e completa”, disse o professor Carlos Valente, coordenador do Programa Avançado em Transformação Digital. “Esse curso tem o objetivo, primeiro, de fazer com que o profissional entenda o processo de transformação digital, algo bastante amplo e que envolve muitos conceitos. Depois, ele vai conseguir participar desse processo em empresas que já estão nessa jornada de transformação ou vai impulsionar esse processo em empresas que estão iniciando essa jornada. Ou, eventualmente, vai liderar esse processo”, disse Valente. Com carga de 396 horas, o curso tem seis trimestres de duração. As aulas começam no dia 22 de julho. Para mais informações, acesse a página do programa [clicando aqui](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/programa-avancado-em-transformacao-digital/) .  "}]