[{"jcr:title":"A chinesa BYD tira da Tesla a liderança no mercado global de carros elétricos"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"A chinesa BYD tira da Tesla a liderança no mercado global de carros elétricos","jcr:description":"Montadora americana ficou com sua principal fábrica fechada por 22 dias por causa do lockdown em Shangai e ainda enfrenta dificuldades por falta de peças"},{"subtitle":"Montadora americana ficou com sua principal fábrica fechada por 22 dias por causa do lockdown em Shangai e ainda enfrenta dificuldades por falta de peças","author":"Ernesto Yoshida","title":"A chinesa BYD tira da Tesla a liderança no mercado global de carros elétricos","content":"Montadora americana ficou com sua principal fábrica fechada por 22 dias por causa do lockdown em Shangai e ainda enfrenta dificuldades por falta de peças   Se o empresário Elon Musk acha que [seus empregados poderiam trabalhar mais](https://www.insper.edu.br/noticias/elon-musk-em-materia-de-trabalho-prega-a-volta-ao-passado) , ele acaba de encontrar mais um pretexto para defender seu argumento: a montadora controlada por ele, a Tesla, perdeu a posição de maior fabricante de carros elétricos do mundo para a chinesa BYD. De acordo com os números divulgados pelas empresas, a Tesla encerrou o primeiro semestre de 2022 com a venda de 564.000 veículos, o que representou um aumento de 46% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a BYD fechou o primeiro semestre com 641.000 veículos elétricos comercializados, um crescimento de 315% no mesmo período.   Alguns analistas não consideram justa essa comparação, uma vez que cerca de metade da produção da BYD é de veículos híbridos conhecidos no mercado como PHEV ( plug-in hybrid electric vehicle ). Esses veículos funcionam com um motor elétrico e outro a combustão, usado como apoio para aumentar a autonomia. Já os carros da Tesla são 100% elétricos. Pela classificação adotada no mercado chinês, ambos os tipos de veículos são de baixa emissão. Seja como for, a Tesla tenta recuperar o terreno perdido com os problemas que enfrentou no segundo trimestre deste ano por causa da pandemia da covid-19. Sua fábrica em Shangai, responsável por metade de sua produção global em 2021, ficou fechada por 22 dias no mês de maio em consequência do lockdown na cidade. Mesmo quando a produção da fábrica foi reiniciada, a Tesla teve dificuldades de retomar os níveis pré-pandemia devido à escassez contínua de peças. Diferentemente da Tesla, a BYD sofreu pouco com os efeitos da pandemia. Sua principal base de produção fica na província de Guangdong, no sul da China, uma região que não enfrentou bloqueios sanitários tão severos quanto o de Shangai. Além disso, conforme ressaltaram alguns analistas, a cadeia de suprimentos da BYD é “integrada verticalmente”, o que significa que a empresa produz mais peças internamente e é menos dependente de fornecedores externos, protegendo-se de interrupções na cadeia de suprimentos. A BYD conta com 7,7% de participação da americana Berkshire Hathaway, empresa controlada pelo bilionário Warren Buffett. A Berkshire Hathaway foi uma das primeiras investidoras estrangeiras a apostar na BYD, injetando 232 milhões de dólares na empresa chinesa em 2008. Essa participação está valendo agora em torno de 7,7 bilhões de dólares – tem sido uma das apostas mais lucrativas da Berkshire. Além da BYD, a Tesla enfrenta outras concorrentes de peso no mercado de carros elétricos, como a Volkswagen, que terminou o ano passado com a segundo maior nesse segmento (quadro abaixo). A empresa alemã ainda não divulgou os números da produção no primeiro semestre deste ano, mas também tem sofrido com os gargalos persistentes na cadeia de suprimentos.   O CEO do grupo alemão, Herbert Diess, declarou recentemente que os clientes que fizerem pedidos de veículos elétricos agora só deverão receber os carros em 2023 — somente na Europa Ocidental, a empresa tem uma carteira de pedidos de 300.000 veículos elétricos. A meta da Volkswagen é vender cerca de 7000.000 carros elétricos neste ano, pouco abaixo do volume comercializado em 2021."}]