[{"jcr:title":"O metaverso começa a redesenhar o ambiente de trabalho"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"O metaverso começa a redesenhar o ambiente de trabalho","jcr:description":"O empreendedor Marco Carvalho, CEO da plataforma HeadOffice.Space, fala sobre sua participação no South by Southwest (SXSW), o maior festival de inovação do mundo"},{"subtitle":"O empreendedor Marco Carvalho, CEO da plataforma HeadOffice.Space, fala sobre sua participação no South by Southwest (SXSW), o maior festival de inovação do mundo","author":"Ernesto Yoshida","title":"O metaverso começa a redesenhar o ambiente de trabalho","content":"O empreendedor Marco Carvalho, CEO da plataforma HeadOffice.Space, fala sobre sua participação no South by Southwest (SXSW), o maior festival de inovação do mundo   Renata Frischer Vilenky*   Mineiro de Barbacena, Marco Carvalho é CEO da [HeadOffice.Space](https://www.headoffice.space/) , empresa que criou uma plataforma que permite construir um ambiente de trabalho no metaverso. Ele mora atualmente na Califórnia, depois de ter vivido na China por 10 anos. Empreendedor e criador de vários “brinquedos” digitais, esse expert em diversas tecnologias — da computação espacial à interação com voz, imagem e som — tem em sua carreira trabalhos reconhecidos pela Endeavor, Harvard Business School e Berkeley University, entre outras instituições. Na CES (Consumer Electronics Show) de 2019, foi premiado com o “Innovation Award Honoree” na categoria Connected Home. Em 2020, recebeu um prêmio no Festival de Cinema e Inovação Cinquest do Vale do Silício na categoria Best VR Roomscale Attraction. O projeto da Headoffice.space nasceu de uma parceria entre Marco Carvalho e Pedro Chiamulera, CEO da ClearSale, empresa de consultoria e serviços de TI. O objetivo deles era criar um ambiente de trabalho tridimensional que contribuísse para a saúde mental das pessoas. Nosso cérebro é tridimensional, e muitas pessoas ficam esgotadas depois de passar várias horas diante do computador num modelo de trabalho bidimensional, intensificado com a mudança de comportamento oriunda da pandemia da covid-19. O futuro do trabalho foi o tema apresentado por Marco em um painel na edição 2022 da SXSW (South by Southwest), o maior festival de inovação do mundo, realizado entre os dias 11 e 20 de março em Austin, capital do Texas. Durante o evento, o governo da Áustria mostrou como seria a cidade do futuro usando o metaverso. Já a Merkle, a PepsiCo e a ClearSale apresentaram o futuro do trabalho usando o metaverso para realizar treinamento, integração de novos funcionários e eventos internos das empresas. Veja que não estamos falando de algo que irá acontecer em um futuro distante, mas de projetos que já estão em testes nas empresas. E tudo isso é possível porque a plataforma do metaverso da Headoffice.space foi construída pensando em modelos de segurança e usabilidade para trazer credibilidade para as empresas. O objetivo desse projeto, segundo Marco, é permitir pesquisas sobre a colonização da Lua e, até 2050, possibilitar a engenharia reversa da Lua para torná-la habitável aos humanos. Essa plataforma do metaverso tem como premissa a estruturação de uma cidade inteligente gerenciada por uma DAO (sigla em inglês para organização autônoma descentralizada). Nesse ambiente, todos os cidadãos (participantes desse metaverso) definem as regras de convivência e gestão. O voto da maioria determina as regras de conduta e não há um governante central. Toda a plataforma é processada com base na tecnologia de blockchain, e as transações são remuneradas pela stable coin USDC, uma criptomoeda estável que pode ser usada no mundo inteiro por ser lastreada em dólar (1 USDC equivale a US$ 1). Nessa cidade inteligente, temos uma área central, liberada para que todos possam caminhar, conviver e aprender. A ideia é ter esse centro como um espaço para cocriação e inovação, onde todos podem se beneficiar de aprendizados e experimentações em universidades, escolas, bibliotecas e laboratórios, entre outros locais abertos ao público. Cada empresa que quiser construir seu espaço exclusivo poderá locar uma ilha dentro da cidade. É preciso ser usuário e ter uma senha — somente pessoas habilitadas pela empresa poderão frequentar o ambiente. Segundo Marco, o metaverso da Headoffice.space é uma plataforma de espacialidade e comunicação, onde cada empresa poderá exercitar sua cultura, gerar seus conteúdos, contribuir para a educação de seus profissionais e fazer negócios num modelo ético, de construção do diálogo aberto, sabendo que toda essa experiência serve de base para nos tornarmos seres multiplanetários até 2050. O interessante é perceber que essa nova forma de trabalho traz o conceito de híbrido entre sua casa e o computador. O local físico é pouco relevante, porque o metaverso será o novo espaço de trabalho. Novas profissões nascerão nesse novo ambiente, e o que tanto falamos hoje de privacidade de informações se tornará propriedade de informações, com cada indivíduo se tornando realmente dono de seus talentos e de seu comportamento. E para que as empresas possam acessar essas habilidades, precisarão remunerar o indivíduo, como já acontece atualmente no mundo dos games. Você pode estar achando que tudo isso é sonho de uma noite de verão ou que demorará muitos anos para acontecer. Mas não se esqueça de que o desenho dos Jetsons de 1962, relançado em 1984, mostrava uma família do século XXI. Várias tecnologias mostradas no desenho animado já se materializaram, como os smartwatches, as chamadas de vídeo, as TVs de tela plana e os tablets, entre outras. E a tecnologia acelera cada vez mais as possibilidades de evolução humana e de comportamento. Portanto, você pode olhar para este novo cenário que mudará a forma como nos relacionamos com o mundo de duas maneiras: ou enxergando os problemas gerados pelas novas tecnologias, ou enxergando as oportunidades e pensando em como mitigar os riscos. A escolha é sua. Bem-vindo ao século XXI! * Renata Frischer Vilenky é alumna Insper do MBA de Administração da turma de 2008, coordenadora do Grupo Alumni de Tecnologia e membro da Academia Europeia da Alta Gestão. Atualmente é sócia da healthtech Prospera Saúde e da fintech Kikkin, É conselheira de startups e mentora de projetos de inclusão social no Instituto Reciclar e na ONG Gerando Falcões. É autora dos e-books Artificial: Uma Oportunidade para Você Aprender e Startup: Transforme Problemas em Oportunidades de Negócio , ambos publicados pela Expressa Editora.    "}]