[{"jcr:title":"Ex-aluno ajuda startup a encontrar trabalho para pessoas de baixa renda"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Ex-aluno ajuda startup a encontrar trabalho para pessoas de baixa renda","jcr:description":"Como uma amizade de infância fez João Pedro de Simone tornar-se sócio de Alex Apter, fundador da Worc, plataforma que recruta e seleciona pessoal para restaurantes"},{"subtitle":"Como uma amizade de infância fez João Pedro de Simone tornar-se sócio de Alex Apter, fundador da Worc, plataforma que recruta e seleciona pessoal para restaurantes","author":"Ernesto Yoshida","title":"Ex-aluno ajuda startup a encontrar trabalho para pessoas de baixa renda","content":"Como uma amizade de infância fez João Pedro de Simone tornar-se sócio de Alex Apter, fundador da Worc, plataforma que recruta e seleciona pessoal para o setor de food service João Pedro de Simone (à direita) com o sócio Alex Apter, fundador da startup Worc   Leandro Steiw   Pode-se sugerir que a startup [Worc](https://worc.com.br/) resolveu oito anos de desencontros entre os sócios Alex Apter e João Pedro de Simone. Eles haviam sido colegas na escola, mas se moveram para lados diferentes depois que terminaram o ensino médio. Apter foi estudar Arquitetura e trocou por Administração de Empresas na Fundação Getulio Vargas. De Simone, depois de concluir [Administração](https://www.insper.edu.br/graduacao/administracao/) no Insper, foi morar e trabalhar nos Estados Unidos. Era sócio de uma startup na Califórnia, quando retomou contato com Apter, que narrou os primeiros passos da startup, idealizada e fundada por ele meses antes. Apter criou a Worc — uma plataforma de recrutamento e seleção de profissionais das classes C e D para o setor de food service — na Liga de Empreendedorismo da FGV. Durante um ano, passou por todo o processo de pré-seed (ideação), MVP (produto mínimo viável, na sigla em inglês) e business plan. Naquele outubro de 2019, tinha uma rodada de investidores praticamente fechada. “Nós nos encontramos e percebemos que tinha tudo a ver para o momento de vida dos dois fazer o projeto juntos”, conta De Simone, que também fez cursos de educação executiva no Insper. O modelo da Worc estava pronto, com alguns clientes ativos. “Eu podia agregar tudo o que vinha estudando, no Insper inclusive, e aprendendo nas minhas experiências profissionais, para fazer a Worc crescer, criar tração e depois poder escalar.”   Conexão de talentos De Simone havia trabalhado na criação de soluções de tecnologia, nos Estados Unidos, de uma startup que começou com cinco pessoas e contava com 40 no momento da volta ao Brasil. Paralelamente, cursou marketing digital e ciência de dados na Universidade da Califórnia. Responsável pela operação nacional e internacional do bistrô Paris 6, Apter conhecia o segmento de food service , com know-how em restaurantes e gestão de pessoas. A tecnologia poderia conectar as duas pontas: restaurantes que precisam de trabalhadores e pessoas que precisam de trabalho. “Brinco que foi a melhor decisão que tomei na vida”, diz De Simone. “Quando vi quantas pessoas conseguiríamos ajudar com a tecnologia, o impacto foi determinante para que eu tomasse essa decisão de entrar para a Worc.” Em dois anos, a Worc ajudou a empregar 10 mil pessoas em cem restaurantes da capital paulista. Desde a fundação, a empresa chegou a 85 funcionários, mas o fermento dá para mais. “O plano é terminar abril de 2022 com mais ou menos cem pessoas”, afirma De Simone. “Para este ano, o ideal é crescer cinco vezes o número de clientes e sete vezes o faturamento em relação ao de 2021.” No final do ano passado, a Worc recebeu um aporte de 20 milhões de reais do SoftBank Latin America Fund, um investidor em novas empresas, com a participação dos fundos Positive Ventures, SaaSHolic, Latitud Fund, K50 Ventures, Honey Island Capital, Aimorés Investimentos e Mago Capital. A expectativa passou, então, a gerar renda para 1 milhão de famílias com vagas de emprego em 2022. No bolo da startup, entraram 23 milhões de reais em investimentos desde a rodada pré-seed. Em janeiro de 2021, houve a rodada seed, liderada pelo Honey Island Capital, com participação da GVAngels, da Bossa Nova e do fundador da 99 e da Yellow, Renato Freitas.   Impacto na sociedade Empreendedorismo exige estudo antes, durante e depois. De Simone voltou ao Insper para dois cursos de educação executiva: [Narrativas de Impacto Usando Dados](https://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/politicas-publicas/narrativas-de-impacto-usando-dados/) e [Laboratório de Impacto Socioambiental](https://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/politicas-publicas/laboratorio-de-impacto-socioambiental/) , ambos desenvolvidos pelo [Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP)](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/) . “O Insper contribuiu para o meu design thinking , para o entendimento das questões de tecnologia, análise quantitativa, estatística, econometria. Toda a parte numérica do Insper é fora da curva”, rememora De Simone. “Acho que vale a pena citar o professor Geraldo Setter (coordenador executivo do Insper Metricis). Ele me ajudou muito, tanto como professor como mentor, na mensuração de impactos da Worc na sociedade e na economia.” Descartadas as antigas dúvidas sobre largar uma carreira estável nos Estados Unidos, De Simone pensa que fez a coisa certa ao voltar para o Brasil. “Não só pelo aprendizado, mas pelo propósito da Worc. O importante é fazer algo que pode mudar a vida das pessoas e tornar o mundo um lugar melhor”, observa.  "}]