[{"jcr:title":"O que mudou em 10 anos na lista das empresas mais valiosas do mundo"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"O que mudou em 10 anos na lista das empresas mais valiosas do mundo","jcr:description":"Saiu petróleo, entrou tecnologia: companhias com forte presença digital dominam o ranking das empresas com maior valor de mercado"},{"subtitle":"Saiu petróleo, entrou tecnologia: companhias com forte presença digital dominam o ranking das empresas com maior valor de mercado","author":"Ernesto Yoshida","title":"O que mudou em 10 anos na lista das empresas mais valiosas do mundo","content":"Saiu petróleo, entrou tecnologia: companhias com forte presença digital dominam o ranking das empresas com maior valor de mercado   Loja da Apple em Berlim: valor de mercado superior ao PIB do Brasil (Foto: divulgação)   Analisar a lista das companhias mais valiosas do mundo ao longo do tempo permite observar mudanças importantes na economia. Quando se compara o ranking das 10 empresas mais valiosas em 2021 e em 2011, por exemplo, uma coisa fica evidente: a ascensão dos negócios baseados em tecnologia. As empresas do mundo digital assumiram a posição dominante que, dez anos antes, era ocupada por gigantes do setor petrolífero. No fim de 2021, a americana Apple ocupava o topo da lista das empresas mais valiosas do mundo, com um valor de mercado superior a 2,9 trilhões de dólares — cerca de 1 trilhão a mais do que o PIB do Brasil. Na lista das 10 mais valiosas do mundo de 2021, a empresa que mais representa a “velha economia” é a americana Berkshire Hathaway, fundada em 1841 e que tem como principal acionista o bilionário Warren Buffet. A Berkshire Hathaway administra um conjunto de subsidiárias que atuam em ramos tão diversos como seguro, varejo, vestuário e energia.     Na lista das 10 mais valiosas de 2021, não há nenhuma companhia do setor de energia. A situação era bem diferente em 2011, quando o lugar mais alto do ranking era ocupado pela americana ExxonMobil, produtora de petróleo e gás natural. (Atualmente, ela ocupa apenas a 25ª posição na lista.) Além da ExxonMobil, faziam parte das 10 mais valiosas do mundo em 2011 outras três empresas do setor petrolífero: a chinesa PetroChina, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell e americana Chevron. A Apple já despontava em segundo lugar na lista, mas ainda longe do valor de mercado que alcançaria nos anos seguintes.   Recuando um pouco mais no tempo, em 2001, a empresa mais valiosa do mundo era a americana General Electric, empresa criada em 1892 e que teve entre seus fundadores Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica incandescente. Há duas décadas, a GE era uma gigante com mais de 350 unidades de negócio, muitas delas deficitárias. A empresa enxugou suas operações e passou a concentrar suas atividades em áreas como aviação, energia, iluminação e equipamentos médicos. Atualmente, a GE ocupa a 136ª posição entre as companhias mais valiosas do mundo, com pouco mais de 100 bilhões de dólares.   O que não mudou ao longo do tempo foi o predomínio dos Estados Unidos, que entraram com seis a oito empresas no Top 10 dos três períodos. Na lista de 2021, as oito primeiras posições foram ocupadas por empresas americanas (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Tesla, Meta, Nvidia e Berkshire Hathaway). As duas “intrusas” da lista são a taiwanesa TSMC, fabricante de semicondutores, e a chinesa Tencent, conglomerado de mídia e telecomunicações que investe também na indústria de games e é dono de redes sociais como o Wechat.  "}]