[{"jcr:title":"Women in Tech avança em 2022 e prepara novas ações para o próximo ano","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:hub-de-inova--o-e-empreendedorismo-paulo-cunha/women-in-action"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Women in Tech avança em 2022 e prepara novas ações para o próximo ano","jcr:description":"Programa criado para ampliar a presença e a liderança feminina em tecnologia realizou eventos e treinamentos e impactou diretamente mais de 500 mulheres"},{"subtitle":"Programa criado para ampliar a presença e a liderança feminina em tecnologia realizou eventos e treinamentos e impactou diretamente mais de 500 mulheres","author":"Ernesto Yoshida","title":"Women in Tech avança em 2022 e prepara novas ações para o próximo ano","content":"Programa criado para ampliar a presença e a liderança feminina em tecnologia realizou eventos e treinamentos e impactou diretamente mais de 500 mulheres Evento “Negócios, um Assunto de Mulheres”, realizado em maio   O setor de tecnologia é considerado um dos mais promissores para a geração de vagas de emprego e perspectivas de ascensão profissional. Em 2021, foram criados 122 mil postos de trabalho na área, mais que o dobro de 2020, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Até 2025, devem ser geradas 797 mil vagas, segundo um estudo da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom). A participação feminina no setor, no entanto, ainda é baixa — em torno de 63% dos profissionais da área são homens, ante 37% de mulheres. Para mudar esse cenário, o Insper lançou o programa Women in Tech, em dezembro de 2021. Idealizado pelo [Hub de Inovação Paulo Cunha](https://www.insper.edu.br/hub-de-inovacao-paulo-cunha/) , a iniciativa visa envolver a comunidade Insper, empresas parceiras e especialistas em ações para ampliar a presença de mulheres em cursos de tecnologia e em postos de liderança no setor. “Um dos principais objetivos é mostrar como a mulher pode expandir a sua capacidade no mercado de trabalho e o seu papel de atuação para migrar para a liderança. Ou então, se ela já está na liderança, como se manter nesse lugar e influenciar outras mulheres”, diz Carolina Fouad, gerente de projetos do Hub de Inovação. Ao longo de 2022, foram realizadas sete rodas de conversas com mulheres que atuam no setor ou se interessam pelo tema, além do evento [Negócios, um Assunto de Mulheres](https://www.insper.edu.br/agenda-de-eventos/negocios-um-assunto-de-mulheres/) , que contou com a participação das empreendedoras Ana Fontes (fundadora da Rede Mulher Empreendedora), Andresa Bicudo (fundadora da startup Backstage), Bárbara Diniz (cofundadora da startup Dress and Go) e Patrícia Palomo (fundadora da startup Controlow). Também foram implementados cursos de capacitação de finanças pessoais e técnicas de apresentação. No total, mais de mil pessoas foram alcançadas e cerca de 500 mulheres foram diretamente impactadas. “Já está provado que a diversidade ajuda a ter melhores negócios, com mais sucesso, e o futuro vai ser construído com tecnologia. Queremos que as mulheres participem disso”, diz Ana Carolina Calçado, fundadora e presidente da Wylinka, organização voltada à inovação de base científica e tecnológica e líder do projeto Women in Tech. “O espaço da universidade é muito rico para isso e o Insper é uma referência. Então, pretendemos melhorar esses aspectos, com mais mulheres e líderes se formando no Insper, e inspirar o ecossistema a promover mudanças”, afirma.   Da casa para fora No primeiro ano do programa Women in Tech, o foco foi voltado principalmente para o Insper, envolvendo alunos, professores e colaboradores. “A ideia era começar pela casa e fazer a transformação de dentro para fora, mas já atendemos também o público externo”, diz Ana. Há um interesse especial em alcançar alunos do ensino médio, a fim de impactar meninas e despertar a motivação por cursos de tecnologia. Ações estruturantes também estão em pauta. Uma delas é um amplo levantamento e monitoramento de dados de gênero de alunos e colaboradores do Insper, já em execução. A equipe do projeto, em conjunto com o Insper Metricis, também já deu início a um detalhado diagnóstico sobre quais iniciativas são mais efetivas para atingir o resultado e o impacto esperados. Para isso, deverão ser definidas uma série de métricas mensuráveis para medir o alcance do programa e de objetivos de curto, médio e longo prazo. As pesquisadoras Carolina Pedrosa Gomes de Melo e Sarah Bertolini Serafim estão realizando uma ampla revisão da literatura acadêmica e técnica, buscando evidências de impacto de iniciativas que visem à equidade de gênero no setor de tecnologia, ou em outros setores que tragam lições aprendidas importantes. O objetivo é definir estratégias para a implementação de ações afirmativas de gênero, a partir do entendimento do impacto a ser gerado.​ Outra iniciativa importante neste ano foi a oferta de bolsas para alunas do ensino médio para o programa de inovação tecnológica realizado nas férias de julho. “Tivemos uma adesão significativa, com mais de 30 meninas”, diz Juliana Miranda Mitkiewicz, professora do Insper, coordenadora do Núcleo de Mulheres e Territórios e pesquisadora do Women in Tech. O Insper também implementou uma [parceria com o British Council](https://www.insper.edu.br/hub-de-inovacao-paulo-cunha/mulheres-em-tech-liderancas-inclusivas/) , para a oferta de um treinamento em liderança que pretende alcançar mulheres pesquisadoras, empreendedoras e profissionais das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês). Neste ano, foi realizado um treinamento que contou com a participação de 60 mulheres. Ainda há mais realizações. Deu tempo ainda de oferecer 30 bolsas para mulheres para bootcamps d e transformação digital e design thinking, realizados em conjunto com a Aalto University, da Finlândia. O objetivo desses cursos de curta duração foi formar líderes mulheres em TI, fortalecendo suas competências e conhecimentos. Para 2023, o objetivo é estender a parceria com o British Council e outras instituições, além de ampliar o escopo de ações dirigidas a jovens do ensino médio, capacitações e rodadas de conversas. “Contar com uma rede de apoio é muito importante, especialmente em ambiente que ainda são hostis para as mulheres por diferentes fatores”, diz Juliana. “Queremos ampliar essa rede de mulheres para que possam assumir posições de liderança.”"}]