[{"jcr:title":"O jeito de fazer inovação da Universidade Johns Hopkins","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:hub-de-inova--o-e-empreendedorismo-paulo-cunha"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"O jeito de fazer inovação da Universidade Johns Hopkins","jcr:description":"Avaliar uma oportunidade e desenvolver uma estratégia de sucesso requer capacidade de decisão, afirma Lawrence Aronhime, professor da instituição americana de ensino"},{"subtitle":"Avaliar uma oportunidade e desenvolver uma estratégia de sucesso requer capacidade de decisão, afirma Lawrence Aronhime, professor da instituição americana de ensino","author":"Ernesto Yoshida","title":"O jeito de fazer inovação da Universidade Johns Hopkins","content":"[ ](https://www.youtube.com/watch?v=otn5RVVk-sI) Avaliar uma oportunidade e desenvolver uma estratégia de sucesso requer capacidade de decisão, afirma Lawrence Aronhime, professor da instituição americana de ensino   Leandro Steiw   A Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, tem um jeito próprio de estímulo à inovação. Professor associado de ensino no Centro de Educação em Liderança da Escola de Engenharia Whiting, Lawrence Aronhime apresentou o método da instituição em uma  [sessão](https://www.youtube.com/watch?v=otn5RVVk-sI) durante o Seminário Internacional de Inovação, organizado pelo Hub de Inovação Paulo Cunha do Insper. O método consiste em estruturar um processo para identificar problemas, gerar um banco de ideias e analisar as melhores oportunidades de alta incerteza e baixo risco. Porém, o Método Hopkins não segue o passo a passo do design thinking , método colaborativo bastante empregado em empresas privadas e no setor público. Em resumo, a universidade sugere criar um portfólio de oportunidades que explore espaços indefinidos e mal definidos, transformar as melhores soluções em problemas bem definidos, validá-las e resolvê-las. No final, a solução deve ser usada para explorar outros espaços indefinidos e mal definidos. Para Aronhime, a inovação é composta de um problema que vale a pena resolver, uma solução que resolve o problema e uma oportunidade de negócios que seja desejável, praticável e viável para todos os parceiros. “As oportunidades de inovação não são óbvias”, afirmou. Existe uma relação inversa entre os dados disponíveis para analisar uma oportunidade e sua atratividade. Para complicar, não há uma fórmula predeterminada. Avaliar uma oportunidade, desenvolver uma estratégia para explorá-la e executá-la requer capacidade de decisão. Parte do método sustenta-se em pensar no problema. Um problema bem-definido, ou provável, por exemplo, é imaginar como fabricar uma prótese de mão com tato e controlada pelo cérebro que custe menos de mil dólares. O mal definido, ou plausível, avança para as áreas que serão exploradas com a realização do projeto, como impressão em 3D, robótica, personalização da prótese e meios de adquiri-la. Já o problema indefinido, ou possível, é questionar qual é o futuro das próteses — o que significa supor como será o mundo no longo prazo.   Exercício promissor Como exemplo, Aronhime apresentou o processo de imaginação de inovações em prol do atendimento médico em conflitos armados, baseado na experiência na guerra do Afeganistão no início deste século. O foco estava no tratamento pré-hospital, dentro do campo de batalha e de evacuação rápida impossível, principalmente aérea. No final, listaram-se a 15 oportunidades de inovação, desde equipamentos de primeiros-socorros até macas motorizadas e barracas médicas à prova de balas, que nortearam o projeto de um produto mínimo viável. O professor disse que, desde a guerra no Afeganistão, os Estados Unidos se preparam para o combate com tropas altamente dispersas, elevadas taxas de baixas humanas e acesso limitado a meios de comunicação. O exercício de inovação acabou se revelando promissor. “O conflito na Ucrânia validou os cenários da equipe de estudantes da Universidade Johns Hopkins sobre o futuro da medicina de combate e a necessidade de triagem localizada e atendimento médico na ausência de evacuação aérea”, afirmou Aronhime.  "}]