[{"jcr:title":"Carros elétricos são apenas parte da solução para reduzir emissões no transporte","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:hub-de-inova--o-e-empreendedorismo-paulo-cunha"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Carros elétricos são apenas parte da solução para reduzir emissões no transporte","jcr:description":"Para o consultor suíço Arnd Bätzner, o modelo de mobilidade urbana precisa ser repensado com urgência, colocando a sociedade em primeiro lugar"},{"subtitle":"Para o consultor suíço Arnd Bätzner, o modelo de mobilidade urbana precisa ser repensado com urgência, colocando a sociedade em primeiro lugar","author":"Ernesto Yoshida","title":"Carros elétricos são apenas parte da solução para reduzir emissões no transporte","content":"[ ](https://www.youtube.com/watch?v=3GeEQDR-U_8&t=3s) Para o estudioso suíço Arnd Bätzner, o modelo de mobilidade urbana precisa ser repensado com urgência, colocando a sociedade em primeiro lugar     Tiago Cordeiro   No auge da euforia de consumo nos Estados Unidos dos anos 1960, uma série de aparelhos passou a fazer parte da rotina do cidadão comum. Lava-roupas, lava-louças, micro-ondas e televisores entraram nas casas para não sair mais. Quando se tratava de mobilidade, o automóvel se tornou o símbolo da autonomia e da independência da família. O problema, segundo Arnd Bätzner, consultor especializado em mobilidade pelo Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, é que a conta desse padrão de uso de recursos e de emissões de gases poluentes chegou — e é bem alta. “A mobilidade individual era o sonho da década de 1960. Mas se tornou o pesadelo dos anos 2000”, afirmou durante a [sessão](https://www.youtube.com/watch?v=3GeEQDR-U_8&t=3s) da qual participou, chamada “The Future of Mobility”. Sua fala aconteceu como parte do [Seminário Internacional de Inovação](https://www.insper.edu.br/agenda-de-eventos/international-innovation-seminar/) , uma realização do Insper. Destinado a executivos e pensadores interessados em inovação, com transmissão gratuita via internet, o evento foi realizado durante quatro dias e abordou a cultura da inovação, as aplicações da inovação em saúde, o futuro da inovação — e também o impacto em mobilidade e urbanismo, com programação desenhada pelo [Laboratório Arq.Futuro de Cidades](https://www.insper.edu.br/laboratorio-de-cidades/) do Insper.   “Bola de ferro” O padrão de deslocamento urbano centrado em automóveis de uso individual provocou uma série de impactos nas cidades americanas, apontou Bätzner. “O subúrbio, esse lugar distante dos centros e que prometia uma vida pacífica e segura, é resultado dessa cultura, assim como a necessidade de ocupar áreas das metrópoles com estacionamentos enormes, ao redor de edifícios comerciais e de shoppings.” Replicado em grandes cidades de outros países, o modelo precisa ser repensado com urgência, segundo Bätzner. “Precisamos colocar a sociedade em primeiro lugar. A tecnologia precisa servir às pessoas. Ela pode fazer basicamente tudo o que queremos, mas precisamos fazer as perguntas certas.” “Muitas vezes, o carro parece uma bola de ferro presa aos nossos pés. Com a transformação da mobilidade, poderemos contar com diferentes veículos, para diversos usos”, concordou Paulo Moura, integrante do Laboratório Arq.Futuro de Cidades. “Hoje o carro é o único bem que compramos para ficar parado 90% do tempo”, reforçou Sérgio Avelleda, também membro do Laboratório.   Ônibus menores Bätzner compartilhou o painel com Sofia Salek de Braun, diretora de segurança do tráfego no PTV Group. Ela, por sua vez, apontou soluções desenvolvidas em outro território, a Europa. Lisboa é um caso de sucesso da implementação de novos modelos, como micro-ônibus para 8 ou 16 assentos, que reduzem o tempo de espera dos passageiros, assim como 22% do total de quilômetros percorridos. “Percebemos que, ao implementar um modelo com veículos de menor porte, só precisávamos de 10% dos veículos públicos disponíveis em Lisboa para atender a toda a demanda. Assim, teremos espaços livres para realocar, criando áreas de lazer”, disse Sofia. Seria o sonho da cidade com menos asfalto linear e estacionamentos e mais áreas de convívio social. Testes semelhantes, realizados em outras cidades europeias, como Oslo e Dublin, apontam para resultados parecidos. “São soluções viáveis, que dialogam com a demanda por eletrificação das frotas.”  "}]