[{"jcr:title":"Quem comanda a educação financeira nas redes sociais"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Quem comanda a educação financeira nas redes sociais","jcr:description":"Pesquisa confirma a percepção de que o jornalismo de economia ainda não aproveita o potencial da internet para falar de investimentos"},{"subtitle":"Pesquisa confirma a percepção de que o jornalismo de economia ainda não aproveita o potencial da internet para falar de investimentos","author":"Ernesto Yoshida","title":"Quem comanda a educação financeira nas redes sociais","content":"Pesquisa confirma a percepção de que o jornalismo de economia ainda não aproveita o potencial da internet para falar de investimentos   Leandro Steiw   O fenômeno dos influenciadores da internet sobre os investidores brasileiros, principalmente os mais jovens, já rendeu o debate [Jornalistas e influenciadores no mercado de capitais](https://www.insper.edu.br/noticias/jornalistas-e-influenciadores-podem-ser-parceiros-em-educacao-financeira/) , promovido pelo Centro Celso Pinto de Estudos de Jornalismo Econômico do Insper. A terceira edição do [relatório](https://www.anbima.com.br/pt_br/especial/influenciadores-de-investimentos-3.htm) Finfluence – Quem fala de investimentos nas redes sociais , divulgado recentemente, confirma a percepção de que o jornalismo de economia não aproveita o potencial da internet para a educação financeira. Parceria da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD), o relatório coletou 188.091 publicações de 255 influenciadores, feitas no primeiro semestre de 2022. Esses influencers administram 581 perfis no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube e falam para 94,1 milhões de seguidores. Na edição anterior da pesquisa, havia mais influenciadores ativos (277), mas o público era menor (91 milhões de seguidores). Não há uma análise aprofundada da queda no número de profissionais envolvidos na produção de conteúdo sobre investimentos pessoais, mas supõe-se que muitos tenham desistido de interagir pelas mídias sociais por falta de remuneração, desinteresse pelo tema ou dificuldade em conciliar a atividade com outros compromissos. De qualquer forma, o interesse aumentou: a média de interações (curtidas, comentários e compartilhamentos) foi 19% superior em comparação com a segunda edição do relatório, com dados de fevereiro a dezembro de 2021. Embora o Twitter seja o canal mais usado pelos influenciadores, com cerca de dois terços das postagens, o YouTube gera mais interações, com uma média de 5.720 por publicação — disparado à frente do segundo colocado, o Instagram, com 1.446. Não há jornalistas especializados entre os líderes de seguidores. O primeiro colocado no ranking de influenciadores continua sendo o Economista Sincero, como se autodenomina o economista Charles Mendlowicz, que participou da roda de conversa do Centro Celso Pinto. Outros cinco nomes alternaram posições, mas permaneceram no Top 10: Tiago Guitián Reis, Bruno Perini (Você Mais Rico), O Primo Rico, Ports Trader e Me Poupe!. Entraram na lista Fernando Ulrich, Rafael Balboa, Riqueza em Dias e Felippe Hermes.   Pouca diversidade de assuntos Os patrocínios entre os perfis estudados nem sempre ficam nítidos, normalmente por falta de divulgação dos influenciadores, como também se discutiu no evento do Insper. O relatório constatou que quase um quarto dos influencers é ou já foi parceiro de empresas associadas ou identificadas com a Anbima. No entanto, o interesse pelo mercado ficou claro: 33 instituições financeiras mantinham parcerias com os influenciadores de investimentos — a XP Investimentos e o BTG Pactual patrocinavam oito influenciadores cada. Apesar de jornalistas não aparecerem no ranking, a explosão da chamada educação financeira nas mídias sociais ainda está amplamente relacionada com o jornalismo tradicional. Segundo a pesquisa, os picos de publicações dos influenciadores estavam relacionados a fatos noticiados pela imprensa. Guerra na Ucrânia, alta da taxa de juros, escalada da inflação, compra do Twitter pelo empresário Elon Musk e adesão de celebridades às criptomoedas foram alguns deles. O assunto preferido dos influenciadores foi o mercado de ações. Como novidade, o estudo da Anbima analisou o tratamento do tema “diversidade e inclusão” entre os 255 perfis. A primeira observação, porém, não é animadora: apenas 213 das 188.091 publicações mencionaram termos que remetiam a raça, gênero e orientação sexual."}]