[{"jcr:title":"Pessoas negras conquistam espaço no mercado de tecnologia do país"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Pessoas negras conquistam espaço no mercado de tecnologia do país","jcr:description":"A proporção de pretos e pardos fundadores de startups, no entanto, ainda é inferior à distribuição da população brasileira"},{"subtitle":"A proporção de pretos e pardos fundadores de startups, no entanto, ainda é inferior à distribuição da população brasileira","author":"Ernesto Yoshida","title":"Pessoas negras conquistam espaço no mercado de tecnologia do país","content":"A proporção de pretos e pardos fundadores de startups, no entanto, ainda é inferior à distribuição da população brasileira   Bernardo Vianna   Quando a empresa Airbnb viu denúncias de racismo crescerem entre seus usuários, decidiu lançar o [projeto Lighthouse](https://www.airbnb.com.br/resources/hosting-homes/a/a-new-way-were-fighting-discrimination-on-airbnb-201) , uma iniciativa para combater a discriminação racial em sua plataforma de serviços de hospedagem. O mesmo problema foi o gatilho para que empreendedores negros brasileiros criassem, em 2016, o Diaspora.Black, um [marketplace de hospedagem com foco na cultura negra](https://diaspora.black/) que alcançou uma taxa de conversão de 20% em um mercado cuja taxa média é de 16%. Em 2021, de acordo com a Nielsen, empresa global de dados de mercado, quase [68% da população negra do Brasil ](https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2022/11/09/consumidores-negros.html) — composta por pessoas autodeclaradas pretas ou pardas no Censo do IBGE — havia realizado compras online. Com tais números em vista, não dá para deixar de considerar a população preta e parda não apenas como um importante nicho de mercado consumidor, como também fonte de novos negócios tecnológicos em busca de investimentos.     O estudo [Mapa das Startups Negras](https://blackrocks.com.br/estudos/) , do hub de inovação [BlackRocks Startup](https://blackrocks.com.br/quem-somos/) , debruçou-se sobre dados do ecossistema brasileiro de empreendedorismos para uma análise do ponto de vista racial. Com dados iniciais da [Associação Brasileira de Startups](https://abstartups.com.br/pesquisas/) , a iniciativa entrevistou 2.571 fundadores e fundadoras de startups brasileiras entre agosto e setembro de 2021. Entre os entrevistados, 71% declararam-se brancos, amarelos ou indígenas, grupo que a análise denominou como “não negros” — dentro desse grupo, amarelos e indígenas, juntos, somam apenas 2%. Já a proporção de participantes da pesquisa que se autodeclararam pretos ou pardos foi de 25%, taxa bem menor do que esperado, tendo em vista que o grupo corresponde a quase 56% da população brasileira, de acordo com o IBGE.       Em relação aos estágios de evolução de startups — ideação, validação, operação, tração e escala —, o estudo observou que os negócios tecnológicos fundados por pessoas pretas e pardas estão, em sua maioria, na fase final de crescimento e consolidação no mercado, a fase de tração. O passo seguinte, o ganho de escala, porém, concentra uma proporção muito maior de empresas de fundadores não negros, 17%, ante os 10% de fundadores negros na mesma etapa do negócio. O grau de escolaridade dos fundadores de startups brasileiras, observado a partir do perfil racial, conta uma história semelhante. Embora as pessoas negras tenham ganhado espaço até a graduação, o que o estudo da BlackRocks Startups associa às políticas públicas de acesso ao ensino superior, ainda há terreno a ser conquistado para que as proporções de negros e não negros se equiparem nos níveis de pós-graduação.  "}]