[{"jcr:title":"Alumnus de Economia do Insper alia empreendedorismo e tecnologia para investir no setor educacional"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Alumnus de Economia do Insper alia empreendedorismo e tecnologia para investir no setor educacional","jcr:description":"Após passagem pelo mercado financeiro do Brasil e dos Estados Unidos, o economista Marcelo Bentivoglio atua na área de crédito estudantil"},{"subtitle":"Após passagem pelo mercado financeiro do Brasil e dos Estados Unidos, o economista Marcelo Bentivoglio atua na área de crédito estudantil","author":"Insper","title":"Alumnus de Economia do Insper alia empreendedorismo e tecnologia para investir no setor educacional","content":"Após passagem pelo mercado financeiro do Brasil e dos Estados Unidos, o economista Marcelo Bentivoglio atua na área de crédito estudantil Empreendedorismo e tecnologia podem ser aliados no desenvolvimento educacional. Um dos caminhos possíveis para isso é explicado nesta entrevista com Marcelo Bentivoglio, alumnus formado em Economia em 2012 pelo Insper, onde foi bolsista parcial. Bentivoglio nasceu em Campinas, morou em São Paulo e começou a trabalhar aos 14 anos em clubes, hotéis e bufês de Atibaia, no interior paulista, para onde se mudou com os pais quando estava no ensino médio. Durante a graduação no Insper, foi croupier de pôquer e chegou a jogar profissionalmente. A carreira “oficial”, como Marcelo define, começou em 2011 no time de electronic trading do banco Goldman Sachs, em Nova York, no qual atuou com profissionais de alto nível, atendendo investidores institucionais com algoritmos e estratégias de negociação eletrônica na bolsa local. Ali, ganhou experiência em áreas como mercados futuros, derivativos e toda a oferta de produtos e serviços da companhia. Bentivoglio também empreendeu em projetos reconhecidos nacionalmente, como a start-up Banfox, que foi aprovada em diversos programas de aceleração e inovação. Mesmo com todo esse reconhecimento na área de capitais, ele afirma que seu maior orgulho como empreendedor é contribuir diretamente para o desenvolvimento profissional e pessoal de gente que acredita no sonho de criar produtos financeiros mais justos no Brasil. Hoje, o economista é head of product na Pravaler, uma fintech de serviços financeiros que permite que alunos tenham mais liberdade na escolha dos cursos e também que as instituições de ensino tenham melhor controle sobre suas finanças. A empresa oferece créditos estudantis e conta com um histórico de forte capacidade de geração de valor para as famílias impactadas. O objetivo é possibilitar que mais pessoas tenham acesso à educação que desejam. Bentivoglio tem um [blog de empreendedorismo](https://www.mintys.com.br/) , em que conta suas experiências e desafios profissionais. Além disso, ele é doador do Programa de Bolsas do Insper e apoia outras iniciativas importantes, como pode ser visto a seguir. Como foi sua experiência no Goldman Sachs em Nova York?  Em 2012, recebi o convite para entrar no programa de analistas do banco Goldman Sachs em Nova York. Foram cerca de quatro meses de treinamento técnico sobre as estruturas regulatórias americanas, produtos financeiros com foco em ativos negociados em bolsa de valores e uma imersão de cultura organizacional altamente orientada a resultados. Durante o programa, passei por diversas áreas, trabalhei diretamente com membros do Conselho do banco e ainda pude contribuir com projetos sociais no Bronx. Foi realmente uma experiência transformadora. Você tem uma carreira de sucesso em grandes empresas no mercado financeiro. E como empreendedor, o que destacaria? O maior risco de todo empreendedor é saber o suficiente sobre um assunto a ponto de acreditar que está certo e não saber o suficiente para ter certeza de que está errado. Essa lição veio com a mão na massa, construindo do zero uma plataforma de antecipação de recebíveis para pequenos empresários, a Banfox. Com a mentalidade de bootstraping (uso de recursos próprios) nós aumentamos nosso portfólio de R$ 300 mil em 2015 para cerca de R$ 3,5 milhões em 2018. Acumulamos R$ 30 milhões em operações liquidadas e ajudamos mais de 150 pequenos empresários a expandir seus negócios. Em paralelo, construímos um motor de análise de crédito automatizado com informações quantitativas, qualitativas e comportamentais. Eram cerca de 200 pontos de dados analisados, entre eles o número de conexões no LinkedIn do sócio da empresa. Isso permitia que nossa análise de crédito tivesse um caráter humanizado e que os nossos clientes tivessem o dinheiro necessário em conta em apenas 15 minutos. Foram quatro anos e meio de muito aprendizado e construção de um produto eficaz. Depois da Banfox, surgiram novas oportunidades até a Pravaler… Isso mesmo. Nós vendemos a operação da Banfox em 2019 e em janeiro de 2020 eu assumi como head de banking as a service da Socinal, uma financeira com foco em prestar serviço de emissão de operações de crédito para fintechs . Tive a oportunidade de ajudar a montar algumas operações, como a ClickCash, a Divibank e a Emprex. Além dessas, pude contribuir diretamente para o crescimento de outras operações já existentes, como a55 e Solfacil. Por fim, tínhamos parceiros de referência no mercado, como Creditas, BizCapital, PagSeguro e Cloudwalk. Conseguimos escalar a atividade da Socinal para 100 mil operações com volume médio de R$ 23 milhões por dia. Minha jornada na Socinal se encerrou em maio de 2021, quando assumi o desafio da Pravaler. Como você vê o cenário do crédito estudantil no Brasil? Qual a estratégia da Pravaler nesse ambiente? O crédito estudantil tem muito espaço para crescer principalmente porque os incentivos têm se alinhado ao mercado. As grandes empresas entendem que precisam capacitar mais pessoas para poder ter colaboradores suficientes para crescer. As instituições de ensino também entendem que precisam oferecer mais meios de pagamento para dar mais condições aos futuros alunos. Sendo assim, quem se beneficia é o próprio aluno que em muitas oportunidades consegue um financiamento estudantil sem juros. A estratégia da Pravaler é ser o principal meio de pagamento em todos os checkouts relacionados à educação. Estamos olhando todas as experiências educacionais transformadoras, desde o ensino básico, passando pela graduação e indo até os programas de intercâmbio. Nossos principais diferenciais são nossa experiência com análises preditivas de crédito, jornadas integradas com as instituições de ensino, suporte e gestão de contratos com os alunos e forte capacidade de geração de valor para as famílias impactadas. Com nosso excelente histórico de atuação, temos a confiança do mercado para captar recursos a custo justo. E, por fim, temos um time de pessoas incríveis (somos aproximadamente 300) pensando em melhorar a experiência dos alunos e das escolas. E como a pandemia de covid-19 afetou sua área? Infelizmente a pandemia afetou todos os negócios e com a educação não foi diferente. Apesar dos efeitos negativos, vimos muitas iniciativas sendo aceleradas por causa do momento, como modelos de ensino híbridos (presencial e on-line), modelos de ensino on-line com cohorts (turmas começando juntas) e várias outras iniciativas de self-learning . Estamos confiantes de que a vacinação irá permitir que as aulas presenciais retornem com força e que os modelos inovadores continuem proporcionando liberdade para os alunos decidirem a melhor forma de aprender. A principal diferença que eu vejo do ensino a distância (especificamente) pré-pandemia para o EAD pós-pandemia é a tentativa de aproximar os pares durante o processo de ensino. Antes, era possível assistir as aulas on-line e frequentar o espaço físico em algumas oportunidades. Com a pandemia, esse relacionamento entre os pares sofreu uma forte queda e novos modelos surgiram para tentar cobrir esse gap , como o modelo de avaliações entre os próprios alunos. Qual foi o papel do Insper no desenvolvimento da sua carreira? O Insper foi fundamental no desenvolvimento da minha carreira. Durante a faculdade pude me relacionar com diversas pessoas, colegas de sala extremamente inteligentes, criativos e ambiciosos, professores com background incrível tanto acadêmico quanto de mercado e profissionais de empresas parceiras que participam de projetos com as empresas júnior e com as turmas de trabalhos. Além disso, a preparação técnica foi fundamental para passar nos processos seletivos de estágio. O Insper apoiou desde a revisão e consultoria de currículo, entrevistas-modelo até miniprogramas de treinamento de determinados tópicos para ajudar com os processos seletivos. Por fim, o mural de oportunidades do próprio Insper era sempre um ponto de partida importante. Muitas vagas, de muitas empresas, era até difícil acompanhar tudo. Hoje o Insper continua abrindo portas. Durante a construção da Banfox, fizemos um trabalho com a graduação de engenharia para desenvolver uma feature de reconhecimento facial, na qual três alunos trabalharam por um mês com o CTO ( chief technology officer ) e o techlead da Banfox em um grupo ágil, com plannings , sprints e reviews . Se eu for contar tudo o que o Insper abre de portas, vou escrever um livro aqui, mas vou mencionar alguns exemplos: prêmios de empreendedorismo alumni , Insper Angels, mentorias com alunos empreendedores, mentorias com alunos bolsistas etc. A comunidade é muito forte. Você fez parte do Programa de Bolsas do Insper. Como avalia a importância desse projeto e da cultura de doação? Fui aluno bolsista e sou muito grato por todo o apoio. Mesmo com a bolsa do Insper, era muito difícil manter todos os custos de moradia, alimentação etc. Então, posso dizer que o programa de bolsas foi fundamental para a minha formação. Hoje, posso contribuir com o Programa como doador, mentor e incentivador à participação de outros colegas. O projeto é fundamental e a cultura de doação é extremamente importante. Sabemos que muitos alunos com garra e vontade não têm acesso à educação por questões financeiras. Isso é uma perda não só para esse aluno mas também para o nosso país. Eu acredito que teremos um Brasil mais próspero com educação de qualidade disponível. Apoia algum projeto social hoje em dia? Acreditando nesse propósito, além do programa de bolsas do Insper, também sou doador de projetos como o Passos Mágicos e o Gerando Falcões. A ideia é que possamos fomentar uma cultura de doação e incentivo à educação desde a base, para que muitos desses alunos tenham chances iguais de ingressar nas melhores universidades do mundo. E, se o financeiro ainda for uma barreira, que a Pravaler possa transformá-la em uma ponte."}]